8 curiosidades sobre a faculdade de medicina que você precisa conhecer!

26 de abril de 2022
8 curiosidades sobre a faculdade de medicina que você precisa conhecer!

Se você está pensando em concorrer a uma vaga em uma das faculdades de medicina do país, provavelmente já sabe que isso não é uma tarefa fácil. Por isso, aqui vamos falar sobre algumas curiosidades sobre a faculdade de medicina que podem te ajudar a analisar e decidir se este é realmente seu curso.

Para começar, uma das primeiras coisas que você precisa considerar ao optar por uma faculdade, é se ela já fez adequações em suas grades curriculares para se alinhar ao novo cenário pós-pandemia. 

Veja a seguir mais informações importantes sobre o curso de medicina.

E o Brasil, precisa de tantos médicos assim?

O número de médicos cresceu bastante nos últimos anos e a tendência é que este número continue crescendo. Nos últimos anos, o Brasil formou mais de 500 mil profissionais, chegando à marca de 2,4 para cada 1 mil habitantes, se igualando a países como Japão, Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, Chile, México e Polônia.

São 10,4 médicos recém-formados para cada grupo de 100 mil habitantes. Este índice supera, por exemplo, os índices da França (9,5), Chile (8,82), Estados Unidos (7,76), Canadá (7,7), Coreia do Sul (7,58), Japão (6,94) e Israel (6,9). 

O grande problema encontrado nesse crescimento é a distribuição desigual de profissionais ao longo do país. Capitais como Porto Velho, Rio Branco, Manaus, Macapá e Boa Vista, têm menos médicos do que o registrado nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e isso se repete em cidades do interior do país.

Um outro problema levantado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) é a qualidade daqueles que se formam em instituições que não oferecem toda a infraestrutura e grade curricular necessárias para formar profissionais realmente capacitados.

Por isso, ao escolher uma instituição de ensino, opte por aquela que tem tradição, experiência e fornece todas as condições necessárias para atuar com excelência e nos mais diversos cenários.

8 curiosidades sobre a faculdade de medicina no Brasil

1. Duração do curso e carga horária

No Brasil, um curso de medicina tem duração média de seis anos e é oferecido em tempo integral. O prazo máximo para conclusão é de 18 semestres e a carga horária mínima é 8.252 horas.

2. O curso é dividido em 3 ciclos

Uma grande curiosidade sobre a faculdade de medicina é que esse curso se divide em três etapas distintas, diferentemente de outras graduações. Confira abaixo: 

              # Ciclo básico

É a parte mais teórica do curso e você ficará em sala de aula a maior parte do tempo dos dois primeiros anos. Este ciclo fornecerá todo o conhecimento necessário para que você possa realizar o ciclo posterior.

             # Ciclo prático

Neste ciclo, que compreende o terceiro e quarto ano do curso, você começará a ter contato com pacientes em locais conveniados e estudará disciplinas mais práticas. Você começará, por exemplo, a acessar resultados de exames e realizará diagnósticos.

              # Internato

Nesta etapa você dará plantões em hospitais e realizará procedimentos diversos, mas sempre sob a supervisão de profissional especialista. O internato corresponde aos dois últimos anos do curso, é a etapa à qual você precisará se dedicar mais. 

3. Formou? Agora é a hora da especialização!

Quando você se formar, estará apto a atender como médico generalista. No entanto, se você deseja trabalhar em uma área específica, precisará fazer uma residência, que é a forma mais comum de realizar uma especialização.

Para fazê-la, você passará por um processo seletivo bastante concorrido. Ela funciona como uma pós-graduação, com atividades práticas, aulas e realização de provas e testes.  A duração média é de 2 anos, dependendo da especialização que você escolher. 

  • Carga horária

Você cumprirá 60 horas semanais de estudo teórico e prático.

  • Bolsa

O valor atual da remuneração proposta e que está em fase de aprovação , pode chegar a R$4.129,73, mas depende bastante da área.

  • Duração da residência médica

A duração vai depender do tipo de especialização que você escolher, mas você estudará por pelo menos dois anos antes de se tornar um médico especialista. 

4. O curso é muito puxado?

Não chega a ser uma curiosidade sobre a faculdade de medicina, mas precisamos afirmar que sim o curso tem suas dificuldades e você precisará enfrentar muitos desafios ao longo da graduação. Além de ser uma graduação longa, à qual você precisará se dedicar em tempo integral, ela é considerada uma graduação complexa. 

Você terá que dedicar muitas horas ao estudo e, mesmo depois de formado, deverá estar atento a todas as novidades da área. Isso significa ler e estudar muito para estar constantemente atualizado.

5. A empatia e o lado humano são muito importantes!curiosidades sobre a faculdade de medicina

Um estudante de medicina precisa absorver uma quantidade enorme de informações e conteúdos, conhecer bem ferramentas, equipamentos, tecnologias e tudo mais que é comum ao exercício de sua profissão.

No entanto, paralelo a isso, ele precisa desenvolver habilidades e competências que vão ajudá-lo a fazer um atendimento mais empático e humanizado. Portanto, é fundamental que ele desenvolva a capacidade crítica de se colocar no lugar do outro e entendê-lo a partir de suas dores e dificuldades. 

Durante o curso, você terá contato com pacientes de diferentes realidades, mas que todos precisarão de você da mesma forma. Por isso, compreender quais são as necessidades do outro, sendo empático, é uma tarefa tão importante quanto realizar qualquer outra operação.

6. Quais as áreas de atuação?

Atualmente, o Conselho Federal de Medicina (CFM), reconhece 55 áreas de atuação da medicina, desde as mais tradicionais, como cardiologia, obstetrícia e pediatria, até as mais atuais, como a medicina nuclear. 

Dentre todas elas, as especializações mais conhecidas são:

  • Anestesiologia
  • Cardiologia
  • Cirurgia Geral
  • Clínica Médica
  • Cirurgia Plástica
  • Dermatologia
  • Ginecologia e Obstetrícia
  • Medicina do Trabalho
  • Medicina Intensiva
  • Oftalmologia
  • Ortopedia e Traumatologia
  • Otorrinolaringologia
  • Pediatria
  • Psiquiatria
  • Radiologia e Diagnóstico por Imagem

7. Já ouviu falar em medicina acadêmica?

A medicina acadêmica é bastante promissora e o médico que atua como professor tem benefícios extras, como estar em constante aprendizado, se desenvolver mais a fundo em pesquisas e ter mais flexibilidade para fazer a gestão de seu tempo.

8. Curiosidades da faculdade de medicina: qual a média salarial?

As médias salariais levam em conta as especializações, fluência em outros idiomas, experiência, tempo de mercado, e se você trabalhará na rede pública ou privada.

De acordo com um levantamento feito em 2018 pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a média salarial do médico em geral era de R$8.400,00. Recentemente, a Catho fez uma pesquisa para saber quais eram as áreas da medicina com melhores remunerações. Confira !

  1. Cirurgião plástico –  R$ 18.564,06
  2. Cirurgião –   R$15.975,62
  3. Ortopedista – R$ 14.353,50
  4. Médico auditor sênior –  R$ 9.909,01
  5. Médico anestesista –  R$ 9.849,27
  6. Dermatologista –  R$ 9.058,19
  7. Hematologista –  R$ 9.025,78
  8. Mastologista –  R$ 8.999,42
  9. Oncologista –  R$ 8.912,16
  10. Colonoscopista –  R$ 8.820,52
  11. Médico radiologista –  R$ 8.572,24
  12. Oftalmologista –  R$ 8.035,75
  13. Otorrinolaringologista –  R$ 7.975,02
  14. Obstetra –  R$ 7.845,54
  15. Proctologista –  R$ 7.845,54.


Atenção: Todos estes, são valores médios, pois o valor final dependerá do tempo que o profissional irá dedicar para a sua carreira, desde aos momentos como plantonista e até aos  atendimentos em consultório e cirurgias. O médico, em geral, tem a possibilidade de escalonar o seu salário!

Qual especialidade médica combina com você?

Mesmo que você não tenha essa resposta agora, é importante ficar atento ao longo de todo curso, pois conseguir uma vaga em uma especialização demanda muita preparação e isso precisa ser feito durante o curso.

Para te ajudar a começar a pensar nisso, faça o q uiz abaixo  veja o que mais combina com você! Se precisar de ajuda ou tiver dúvidas, fale conosco! Esperamos te ver em breve em um de nossos cursos.

24 de fevereiro de 2026
Com o tema "Cuidar, Cooperar e Transformar: o caminho para uma transição justa e regenerativa", o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto deu início à quarta edição da Jornada da Virada Climática, que se estende até o dia 23 de março com uma programação variada, gratuita e aberta ao público. Ao longo do mês, haverá debates, oficinas e ações em território, todos com temas relacionados à saúde planetária. "Há quatro anos que a UNIFASE convida a cidade de Petrópolis a debater sobre as questões das emergências climáticas e como elas afetam seus moradores. Os efeitos destas mudanças atingem diferentes grupos sociais, de diversas maneiras, então é muito importante que a cidade como um todo construa um conhecimento sobre essas questões, focando, sobretudo, em como podemos nos preparar e minimizar os impactos dessas ocorrências", explica o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE. Na abertura do evento, foi exibido o curta "Ilha das Flores", seguido de um debate com os professores Ricardo Tammela e Paulo Sá, especialista em Saúde Planetária e Cultura Regenerativa. A programação tem o objetivo de expandir o debate para além da academia, promovendo um diálogo com a sociedade. "Achei o documentário muito interessante porque tem a ver com o meio ambiente e a questão do lixo, que está diretamente ligada a pessoas que estão na extrema pobreza. Nós precisamos ouvi-las para que possamos promover mudanças, então esse tipo de evento é importante para dar voz à parte da sociedade que está escondida nos bairros", comenta Pilar Boche, voluntária do Movimento Internacional ATD Quarto Mundo. O evento contou não só com alunos da UNIFASE, como também de outras instituições de ensino. "Tem pessoas que provavelmente não teriam participado do debate se não tivessem sido confrontadas com as questões apresentadas pelo documentário. E por mais que elas não tenham experiência direta com os desastres socioambientais, é necessário que elas falem porque as políticas públicas não são feitas somente dentro de uma Câmara. Um cine debate como o de hoje é importante para dar voz a essas pessoas", complementou Maria Clara Sardinha, estudante da escola Firjan/SESI e integrante do projeto Geodric, realizado em parceria com a UFRJ e o CNPq. As atividades da IV Jornada Climática não se restringem ao campus da UNIFASE (Av. Barão do Rio Branco, 1003), abrangendo outras instituições de ensino superior, como CEFET, UFRJ e UFF, e organizações como o SERRATEC, EDUCAFRO e Rebio Araras. "A jornada foi pensada a partir da tragédia ocorrida na cidade em 2022 e, desde o início, a proposta, ainda que em um ambiente universitário, é envolver todo o município. Essa edição tem o diferencial de mobilizar outras instituições para que elas também desenvolvam uma programação aberta à população, acerca desse tema. Isso é uma maneira de fazer as pessoas se envolverem mais no processo reflexivo e, quem sabe, a partir daí surgirem projetos que possam ser colocados em prática. Teremos uma programação durante o mês todo, em diferentes espaços, onde poderemos fazer essa reflexão com diferentes nichos populacionais", conclui o professor Paulo Sá, um dos organizadores do evento. Entre os destaques da programação desta semana, o Cefet/RJ campus Petrópolis promove a palestra "Sistema de Monitoramento Sem-fio de Umidade do Solo para a Predição de Deslizamentos de Terra", com o professor Felipe Henriques, no dia 25 de fevereiro, às 14h. Já nos dias 27 e 28 haverá roda de conversa, com o psicólogo Rafael do Carmo e oficina, com o professor Paulo Sá. Ambas as atividades acontecem no campus da UNIFASE, às 14h e às 9h, respectivamente.  A programação completa está disponível em: https://www.unifase-rj.edu.br/evento-de-extensao/iv-jornada-da-virada-climatica Confira os destaques da programação nesta semana: 25 de fevereiro de 2026 Palestra: Sistema de Monitoramento Sem-fio de Umidade do Solo para a Predição de Deslizamentos de Terra, com o Prof. Felipe Henriques - CEFET-RJ campus Petrópolis Local: CEFET-RJ campus Petrópolis Horário: 14h às 17h Público alvo: Aberto a todos os interessados 27 de fevereiro de 2026 Roda de Conversa: Uma Leitura Kafkiana: Da virada em Pedro, o Vermelho à Virada Climática, com o Psicólogo Rafael do Carmo Local: Auditório do Centro Cultural - UNIFASE Horário: 14h às 17h Público alvo: Aberto a todos os interessados 28 de fevereiro de 2026 Oficina: Eu e os Eventos Climáticos - Como mitigar com o meu exercício profissional?, com o Prof. da UNIFASE, Paulo Sá Local: Auditório do Centro Cultural - UNIFASE Horário: 09h às 12h Público alvo: Profissionais da saúde, agentes comunitários e profissionais de unidades de conservação
23 de fevereiro de 2026
Evento reúne especialistas para discutir diagnóstico, cuidado e humanização
23 de fevereiro de 2026
Redação TV UNIFASE Os corredores e alas de pediatria do Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis, vão ganhar música, cor e gargalhadas com o projeto Acalanto – Risos, Afetos e Encontros. A iniciativa, lançada no Pavilhão de Ensino da Unifase, pretende transformar o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento e humanização por meio da arte da palhaçaria. Arte como aliada da saúde O projeto é realizado por profissionais de artes cênicas dos grupos Palhastônicos e Teatro Circense. A atuação no hospital foi viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e conta com parceria do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase/FMP). A proposta é melhorar o bem-estar dos pacientes por meio da alegria, auxiliando a equipe de saúde no processo de recuperação. O grupo é formado por cinco artistas: Andressa Hazboun (palhaça Flor), Dalus Gonçalvez (palhaço Tunico), Madson José (palhaço Careca), Léo Gaviole (palhaço Mortandela) e Renata Alves (palhaça Marmelada). O diretor técnico do Hospital de Ensino Alcides Carneiro, Luís Arnaldo Magdalena, destacou a importância da iniciativa para o cotidiano hospitalar, ressaltando que a humanização é parte fundamental da prática diária da unidade. “Agora vamos usar, cada vez mais com esse projeto, a boa risada, a boa gargalhada. Aquele carinho que, muitas vezes, falta em nosso cotidiano”, comentou. Inspiração A inspiração para o Acalanto veio de iniciativas já consolidadas, como o projeto Doutores da Alegria e o programa Enfermaria do Riso, coordenado por Ana Achcar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Ana trabalha desde 1998 na formação de estudantes de teatro para atuação como palhaços em unidades de saúde. Durante o lançamento, ela compartilhou experiências com os profissionais do hospital: “a palhaçada no hospital deixa marcas de força, de superação, de um olhar renovado sobre aquela realidade. Ela deixa marcas que as pessoas levam para a vida toda, até mesmo para fora do hospital. Temos histórias de pacientes que voltam a se relacionar com os palhaços ou até parentes de um paciente que veio a óbito e retornam ao hospital para encontrá-los, porque, de certa forma, a experiência e a troca com os palhaços foram um momento bom dentro daquela vivência de dor”, explicou. Segundo ela, o trabalho exige formação específica, já que o ambiente hospitalar envolve aspectos emocionais e psicológicos que precisam ser respeitados. A atuação, explica, não substitui o trabalho clínico, mas acontece em diálogo com a equipe de saúde. “Cada vez mais, percebo o quanto é importante ter formação para esse trabalho, porque não é simples, é complexo. As crianças internadas — e também quem está ao redor delas — têm aspectos emocionais e psicológicos que precisam ser levados em conta. A formação envolve diálogo com a equipe de saúde, porque o palhaço e a palhaça não vão ao hospital para divertir as crianças enquanto a equipe toma um café. Queremos atuar junto com os profissionais de saúde. Essa conversa acontece no processo de formação. É preciso se preparar para estar no hospital com as crianças, atuando como palhaços e palhaças”, afirmou. Formação e expansão A partir de agora, o projeto Acalanto deve se tornar multiplicador da metodologia aplicada por Ana Achcar em Petrópolis. A proposta prevê capacitar profissionais de saúde e alunos da UNIFASE na arte da palhaçaria voltada ao atendimento hospitalar. O lançamento contou com a presença de autoridades municipais, direção do Hospital Alcides Carneiro e representantes da UNIFASE. Para o secretário de Saúde de Petrópolis, Aloisio Barbosa Filho, a iniciativa representa um avanço na humanização do atendimento. “É um projeto maravilhoso, porque você leva alegria para um ambiente que, muitas vezes, é marcado pela tristeza. Ao levar alegria para um espaço hospitalar, você promove amor — e o amor é contagioso. Essa alegria ajuda a enfrentar a doença, que é um processo realmente doloroso. Vamos começar pela pediatria e queremos ampliar o projeto para atender todos os pacientes, quem sabe em todas as unidades de Petrópolis, levando alegria para dentro do ambiente de tratamento”, finalizou. Benefícios do riso De acordo com o Ministério da Saúde, o riso estimula a liberação de endorfina, neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e bem-estar. Ele atua como analgésico natural e pode trazer benefícios aos sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico. Com o Acalanto, a expectativa é que o hospital se torne um espaço onde o tratamento médico caminhe junto com afeto, arte e humanização. Confira o Ligado na UNIFASE: https://youtu.be/P01ENlqnDXE?si=6Xme-8A5k88Sgj3X