Hipertensão: conheça as consequências dessa doença e como se prevenir

29 de abril de 2022
Hipertensão: conheça as consequências dessa doença e como se prevenir

Silenciosa nas fases iniciais, a hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença que não escolhe idade e nem classe social. Por isso, todos precisam estar atentos aos hábitos diários que podem comprometer o funcionamento do organismo.

“A maior parte dos agravos à saúde são rastreáveis, sendo possível identificá-los antes do comprometimento orgânico severo do organismo. Essa identificação precoce propicia não só o tratamento adequado, mas também oportuniza a educação em saúde e a conscientização da necessidade de uma mudança real no estilo de vida do indivíduo, peça fundamental no tratamento. Dentre os grupos de risco da hipertensão, encontram-se os tabagistas, os obesos, os sedentários e as pessoas com risco cardiovascular aumentado”, explica Dra. Karen Bon Lima Ligeiro, Médica de Saúde da Família e Comunidade na USF Boa Vista, unidade gerenciada pela UNIFASE.

Em uma explicação simples, a doença está relacionada à força que o sangue exerce contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo corpo. O estreitamento dessas artérias aumenta a necessidade de o coração bombear o sangue com mais força para impulsioná-lo e recebê-lo de volta. Nesse caso, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias. Para ser considerada hipertensa, a pessoa precisa apresentar valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg) quando estiver em repouso.

“O paciente hipertenso precisa fazer o adequado acompanhamento médico, com aferição regular da pressão, pois a doença pode evoluir e ocasionar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais (como AVC), quanto cardíacos (como infarto), doença renal crônica, alterações na visão e impotência sexual”, frisa a médica.

Em Petrópolis, a Unidade de Saúde da Família Boa Vista, gerenciada pelo Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto, realiza alguns trabalhos de prevenção e conscientização com foco na hipertensão arterial. O grupo Coppa (Controle de obesidade e prevenção de patologias associadas) é realizado semanalmente. Já o grupo Saúde na Comunidade, que atua mensalmente, conta com profissionais de saúde que realizam visitas domiciliares com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença, enfatizando a importância de hábitos saudáveis que devem ser adotados no dia a dia.

“Temos muitas frentes de trabalho, com oferta de consultas médicas e de enfermagem, o monitoramento da pressão arterial, realização de exames laboratoriais, a busca ativa dos hipertensos que não realizam o acompanhamento de forma adequada, além de grupos educativos e salas de espera. Durante a pandemia, os grupos presenciais precisaram ser interrompidos, mas retomamos essas atividades no começo desse ano, com uma grande participação dos pacientes no Grupo COPPA, destinado ao combate da obesidade através da educação em saúde e da mudança de estilo de vida, principalmente alimentar”, destaca a médica.

Apesar de ser uma doença silenciosa, algumas pessoas podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, que servem como um sinal de alerta. Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças de hábitos, como a prática regular de exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso.

“A nutrição tem um papel essencial na prevenção e no tratamento de doenças crônicas como a hipertensão arterial sistêmica. Adotar uma alimentação saudável, baseada em alimentos in natura e minimamente processados, com qualidade e quantidades adequadas, evitando os alimentos ultraprocessados, é fundamental para garantir qualidade de vida. As atividades educativas são essenciais na prevenção de riscos e agravos da doença, pois estimulam a adesão dos pacientes, levando em conta a abordagem multiprofissional essencial nessas atividades”, destaca Esthefanie Mello, nutricionista da USF Boa Vista e preceptora da UNIFASE.

A nutricionista explica que o controle da ingestão de sal na alimentação diária é indispensável. A média nacional de consumo de sal é de 9,3 gramas, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 5g/dia, o que demonstra a necessidade de mudanças no preparo dos alimentos.

“A alimentação precisa ser prazerosa e, para isso, temos ótimas opções de temperos naturais, tais como: alho, cebola, salsinha, orégano, alecrim, curry e cúrcuma. Enfatizando também uma maior inclusão de frutas, legumes, verduras e cereais integrais ricos em nutrientes, que auxiliam na redução da pressão arterial. Além disso, a redução no consumo de sódio, gorduras saturadas e açúcar é extremante necessária. As pessoas devem ficar atentas às informações nos rótulos dos produtos que consomem. Portanto, o foco deve estar em consumir comida de verdade, cozinhando com mais temperos e menos sal”, finaliza a nutricionista.

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Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos