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5 de junho de 2026
A Psicologia estará em destaque na UNIFASE entre os dias 10 e 13 de junho com a realização da 10ª Semana de Psicologia, evento que reunirá estudantes, professores e profissionais para discutir os múltiplos contextos de atuação e os desafios contemporâneos da profissão. Com o tema "Psicologia em seus diversos cenários", a programação foi elaborada para promover reflexões sobre diferentes campos de trabalho do psicólogo, abordando desde a transição à vida profissional, a atuação em políticas públicas até os desafios relacionados a emergências, desastres e questões territoriais. “A psicologia está em todos os ambientes onde há ser humano, inclusive nos ambientes dominados por máquinas. Os indivíduos e as instituições estão cada vez mais atentos às questões de saúde mental, fundamentais para o bem-estar e para a produtividade. A intersetorialidade está cada vez mais presente no trabalho do psicólogo, pois a saúde mental não pode ser dissociada do contexto social e de outros campos do saber que lidam com a saúde. Devemos estar atentos a situações de emergências coletivas, pois vivemos num município que sofreu experiências de desastres ambientais e que tem uma geografia sensível a novas ocorrências. É preciso que o psicólogo saiba atuar nesses contextos”, destaca Dayse de Marie Oliveira, coordenadora do curso de Psicologia da UNIFASE. A abertura do evento acontece no dia 10 de junho, em formato on-line, com a palestra "Psicologia e suas Interfaces: Intersetorialidade", ministrada pelos professores Jaina Larissa Bastos, Andrea Moreli e Raphael Curioni. A atividade propõe uma discussão sobre a importância da articulação entre diferentes setores para a promoção da saúde e do bem-estar da população. No dia 11 de junho, a programação presencial será realizada na Sala Arthur de Sá Earp Neto. O público poderá assistir à apresentação teatral "Auto-mono-bio-grafia", protagonizada pela graduanda em Psicologia da UNIFASE Maria Mariana Plonczynski. Em seguida, a estudante participa da palestra "Construção de Processos de Transição", ao lado dos psicólogos Daniel de Freitas Quintanilha e Mariah Rêgo Carvalho. Ainda no dia 11, as atividades retornam ao formato on-line com discussões voltadas à psicanálise e ao pensamento de Jacques Lacan. As palestras serão conduzidas pelas professoras Giselle Wendiling Rabelais e Flavia Teixeira, além do professor doutor Marco Antônio Coutinho Jorge. Já no dia 12 de junho, o foco estará na atuação da Psicologia em situações de emergência e nos impactos dos eventos climáticos sobre indivíduos e comunidades. A gestora ambiental Pamela Mércia abordará os efeitos dos eventos climáticos e do racismo ambiental nos territórios, enquanto a psicóloga Ariel Denise Pontes Afonso discutirá os cuidados e desafios éticos da atuação profissional em contextos de desastres e emergências. A programação também inclui a palestra "Saúde e território: Projeto Comunidade que Cuida da Vida", apresentada pela professora da UNIFASE Lívia Teixeira e integrantes da iniciativa, destacando experiências de cuidado e promoção da saúde desenvolvidas junto à comunidade. Encerrando a semana, no dia 13 de junho, será realizada a V Mostra do Serviço de Psicologia Aplicada, atividade exclusiva para os estudantes do curso de Psicologia da UNIFASE, voltada à apresentação de experiências, projetos e práticas desenvolvidas ao longo da formação. “A Semana de Psicologia amplia as discussões sobre temas contemporâneos que ganham relevância diante das novas demandas da sociedade. O espaço da universidade é o local ideal para o debate e a inovação”, conclui Dayse.  O evento é gratuito. Para se inscrever basta acessar o site https://www.unifase-rj.edu.br/evento-de-extensao/semana-de-psicologia-2026 .
4 de junho de 2026
Mais de 70% dos brasileiros já tomaram medicamentos por conta própria. Entenda os perigos dessa prática e saiba quando procurar ajuda profissional. Dor de cabeça, febre, mal-estar ou uma simples indisposição. Diante desses sintomas, muitas pessoas recorrem imediatamente ao remédio mais próximo, sem orientação médica ou farmacêutica. O que parece uma solução rápida, porém, pode esconder riscos importantes para a saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros admitem praticar automedicação. Em muitos casos, o hábito faz parte da rotina semanal — ou até diária. O problema é que o uso inadequado de medicamentos pode causar intoxicações, mascarar doenças graves, provocar reações adversas e até contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Mas afinal, quando a automedicação se torna perigosa? O que é automedicação? A automedicação acontece quando uma pessoa utiliza medicamentos por conta própria, sem avaliação de um profissional de saúde. Isso inclui: Tomar remédios por indicação de amigos ou familiares; Utilizar prescrições antigas; Alterar doses recomendadas pelo médico; Interromper tratamentos antes do prazo indicado; Fazer uso de suplementos, vitaminas ou fitoterápicos sem orientação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita, isso não significa que sejam totalmente seguros. Quais são os medicamentos mais usados sem orientação? Entre os medicamentos mais utilizados na automedicação estão: Paracetamol; Dipirona; Ibuprofeno; Diclofenaco; Antiácidos. Por serem facilmente encontrados em farmácias, muitas pessoas acreditam que seu uso não oferece riscos. No entanto, o cenário é diferente. O paracetamol, por exemplo, pode causar lesões hepáticas quando utilizado de forma inadequada. Já os anti-inflamatórios estão associados a danos renais e podem reduzir a eficácia de medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial. A internet está aumentando os casos de automedicação? Sim. Com o crescimento das redes sociais, sites de saúde e ferramentas de inteligência artificial, tornou-se cada vez mais comum que pessoas tentem diagnosticar seus próprios sintomas. O problema é que um sintoma isolado raramente é suficiente para definir uma doença. Uma dor de cabeça pode estar relacionada a estresse, alterações hormonais, problemas neurológicos ou diversas outras condições. Sem avaliação clínica adequada, existe o risco de utilizar o medicamento errado e retardar o diagnóstico correto. Os riscos da automedicação vão muito além dos efeitos colaterais Um dos principais perigos é o chamado mascaramento de sintomas. Quando uma pessoa utiliza medicamentos apenas para aliviar sinais como dor ou febre, pode acabar escondendo manifestações importantes de doenças mais graves. Imagine alguém que toma analgésicos diariamente para controlar dores de cabeça frequentes. O sintoma desaparece temporariamente, mas a causa permanece sem investigação. Além disso, o uso inadequado pode provocar: Intoxicações medicamentosas; Reações alérgicas; Lesões no fígado; Danos aos rins; Interações medicamentosas perigosas; Falha terapêutica; Agravamento de doenças preexistentes. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Os extremos da vida são especialmente vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. Nas crianças, os sistemas responsáveis pelo processamento dos fármacos ainda estão em desenvolvimento. Já nos idosos, fígado e rins podem apresentar funcionamento reduzido, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, muitos idosos utilizam vários medicamentos simultaneamente, o que favorece interações medicamentosas potencialmente perigosas. Resistência bacteriana: um problema global O uso inadequado de antibióticos é uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Quando uma pessoa utiliza antibióticos sem necessidade, interrompe o tratamento antes do prazo ou faz uso incorreto da medicação, contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes. Esses microrganismos tornam-se mais difíceis de combater, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis. É por isso que antibióticos devem ser utilizados exclusivamente sob orientação profissional. Suplementos e vitaminas também exigem cuidados Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não apresentam riscos. Mas essa ideia está longe da realidade. Vitaminas, suplementos alimentares, fitoterápicos e até chás medicinais contêm substâncias capazes de alterar o funcionamento do organismo. Quando utilizados sem necessidade ou em excesso, podem provocar intoxicações e interagir com medicamentos de uso contínuo. E as famosas canetas para emagrecer? A popularização das chamadas "canetas emagrecedoras" trouxe um novo desafio. Embora alguns desses medicamentos apresentem benefícios comprovados para determinados pacientes, seu uso deve ocorrer sob acompanhamento profissional. Existem contraindicações, ajustes de dose e avaliações clínicas que precisam ser realizados antes do início do tratamento. Utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos, sem orientação adequada, pode representar riscos importantes à saúde. Como identificar uma possível reação adversa? Alguns sinais podem indicar que um medicamento está causando efeitos indesejados: Náuseas; Vômitos; Dor abdominal; Coceira; Manchas na pele; Urticária; Mal-estar inesperado; Reações alérgicas. Ao perceber qualquer um desses sintomas após iniciar um medicamento, o ideal é procurar atendimento médico e informar todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Como manter uma farmácia doméstica segura? Ter medicamentos básicos em casa pode ser útil, mas alguns cuidados são fundamentais: Verifique regularmente a validade: Medicamentos vencidos podem perder eficácia e aumentar riscos à saúde. Armazene corretamente: Evite guardar remédios em locais com calor, umidade ou variações de temperatura, como cozinhas e banheiros. Faça o descarte adequado: Medicamentos não devem ser descartados no lixo comum nem no vaso sanitário. Muitas farmácias oferecem pontos de coleta específicos para descarte seguro. Quando é seguro tomar um medicamento por conta própria? Situações pontuais, como uma dor de cabeça ocasional, podem ser manejadas com medicamentos de venda livre, desde que respeitadas as orientações da bula. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental investigar a causa. Medicamentos aliviam sintomas, mas nem sempre resolvem o problema que está por trás deles. A melhor escolha continua sendo a orientação profissional A automedicação pode parecer inofensiva, mas seus impactos vão muito além do alívio imediato dos sintomas. Buscar orientação médica ou farmacêutica é a forma mais segura de garantir tratamentos eficazes, evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo. Antes de tomar qualquer medicamento, lembre-se: informação de qualidade e acompanhamento profissional fazem toda a diferença. QUER SABER MAIS? CONFIRA A ENTREVISTA DA PROFESSORA DA UNIFASE E FARMACÊUTICA PRISCILA FEIJÓ: https://www.youtube.com/watch?v=uoF3mW0VdNk
3 de junho de 2026
Projeto desenvolvido no Quilombo Boa Esperança foi um dos seis melhores trabalhos apresentados no II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária