A Delta já é responsável por 86% dos casos de Covid-19 no Rio de Janeiro, considerado o epicentro da variante no Brasil. A informação é da Rede Corona-Ômica, que faz o monitoramento genômico da pandemia. A rapidez do domínio da cepa impressiona: em junho, a Delta representava apenas 6% dos casos no Estado. Mas o avanço já era esperado, uma vez que a variante, que surgiu na Índia, é comprovadamente mais transmissível. Os pacientes também têm apresentado maior carga viral. O comportamento da Delta foi semelhante em outros lugares do mundo. A cepa já se tornou predominante em pelo menos 61 países, provocando uma nova elevação de casos em nações que já consideravam a pandemia controlada, como Estados Unidos e Israel. O médico Mário Roberto Dal Poz, ex-coordenador do programa “Health Workforce Information and Governance” da Organização Mundial da Saúde, e professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), alerta que a vacinação é fundamental, mas que não pode ser a única ação de combate ao coronavírus: precisa estar associada aos cuidados de prevenção (máscara, distanciamento, higiene das mãos) e a uma campanha combinada de conscientização e medidas de controle. Dal Poz aborda ainda a pressão que a Delta representa sobre todo o sistema de saúde, incluindo uma competição por leitos e profissionais de saúde em relação aos pacientes com outras enfermidades, que tentavam agora retomar seus tratamentos e exames suspensos nas fases anteriores da pandemia.
Em Dia Com a Saúde – O avanço da variante Delta e a pressão sobre os serviços de saúde
6 de setembro de 2021

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O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais







