VIII Assembleia de Extensão Universitária da UNIFASE destaca o poder transformador da extensão para toda a comunidade

15 de maio de 2025
VIII Assembleia de Extensão Universitária da UNIFASE destaca o poder transformador da extensão para toda a comunidade

Troca de experiências e provocações fizeram parte da dinâmica

Na tarde da última terça-feira, 29 de abril, o campus da UNIFASE/FMP foi palco de um evento que reforçou o papel essencial da universidade na transformação social. A VIII Assembleia de Extensão Universitária reuniu cerca de 160 pessoas, entre estudantes de diversos cursos, professores e convidados, para refletir sobre o impacto e a importância dos projetos de extensão.


Com o tema "A extensão como um caminho de enfrentamento às desigualdades", o encontro promoveu uma intensa troca de experiências, saberes e vivências. A abertura foi conduzida pelo professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP, que ressaltou o papel da extensão universitária como ponte entre o conhecimento acadêmico e as necessidades reais da sociedade.


“Após a curricularização da extensão nós temos observado um processo de reflexão do papel histórico na formação e no diálogo com os diferentes saberes. A perspectiva de extensão que a gente pesquisa e trabalha nos nossos cenários é de uma ação comprometida, que se compromete com quem está nessa luta cotidiana por uma sociedade igual e mais justa, no enfrentamento às desigualdades”, destacou Tammela.


A Assembleia contou ainda com uma roda de conversa inspiradora, tendo como palestrante convidado Yuri Silva Ferreira de Souza, graduando em medicina pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e coordenador da AFIDE/UFF (Assessoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade). Yuri trouxe à tona questões fundamentais sobre equidade, inclusão e o potencial da extensão como ferramenta de mudança.


“A extensão faz parte da minha formação desde o primeiro semestre. Já realizei e apoiei vários projetos, então estar aqui discutindo dentro de uma assembleia com pessoas que já tiveram diferentes vivências, não somente no contexto urbano, mas também no contexto rural e poder dialogar é muito importante. Eu entendo que a extensão é um dos caminhos que pessoas que antes não ocupavam o meio acadêmico agora podem ocupar e a extensão é uma porta de desenvolvimento desse lugar”, disse Yuri.


Entre os convidados esteve presente a professora Marcília Barcelos, representando o CEFET-Petrópolis. O presidente da Fundação Octacílio Gualberto, Jorge Dau, e o diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, dr. Álvaro Veiga destacaram em suas falas o compromisso coletivo com a formação cidadã e o envolvimento comunitário.


“Eu vejo a extensão como sinal visível da responsabilidade que nós como instituição de ensino temos de influenciar essa sociedade. A nossa formação é profissional, mas além disso ela traz a responsabilidade de transformar esse nosso entorno”, falou Dau.


“As atividades extensionistas que nós propomos trazem a comunidade para perto da academia e abre os muros da universidade”, salientou Álvaro complementando que foi a primeira vez que ele participou de uma assembleia de extensão.


A Assembleia reforçou a ideia de que a extensão universitária vai muito além da aplicação do conhecimento técnico. É, na verdade, um processo de aprendizagem mútuo, onde estudantes e comunidades aprendem juntos e crescem em conjunto. Para os estudantes extensionistas, participar de projetos que atuam diretamente na realidade social amplia a visão de mundo e fortalece valores como empatia, respeito e compromisso social.


“O nosso foco nesse evento foi trabalhar como que nós enquanto extensionistas tanto professores e alunos, conseguimos lidar com essas desigualdades nos territórios onde nós nos envolvemos em pesquisas extensionistas. Faz parte do fazer da extensão da UNIFASE não chegar nesse território dizendo o que vai fazer ou que ali é um campo de treinamento, mas sim um local de respeito e de acolhimento, onde nós estamos nos envolvendo e aprendendo com essas pessoas”, relatou Gleicielly Braga, professora de extensão da UNIFASE/FMP.


Esse tipo de iniciativa mostra que o saber não está restrito às salas de aula, mas se constrói diariamente nos territórios, nas escutas, nos vínculos e nas ações concretas de transformação. Projetos de extensão universitária tornam-se, assim, verdadeiros agentes de mudança, não só para quem é beneficiado diretamente, mas também para quem se envolve, aprende e se transforma durante o processo.

 


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Muita coisa mudou após a tragédia que aconteceu em Petrópolis em fevereiro de 2022. As paisagens já não são mais as mesmas e nem as pessoas que viveram o ocorrido. Além de lidarem com a perda de entes queridos, de suas moradias, muitos ainda enfrentam dificuldades para retomarem suas atividades. A partir deste olhar, estudantes do curso de Administração da UNIFASE elaboraram o e-book “Ações para comerciantes pós-desastres climáticos”, como parte do projeto Prática Extensionista, com o intuito de fornecer orientações práticas aos trabalhadores afetados por desastres climáticos e fortalecer a resiliência do comércio local diante de eventos extremos. A ideia veio de uma aluna que mora na região da Vila Felipe, uma das localidades mais atingidas na tragédia de 2022, que percebeu as dificuldades que moradores e empresários locais ainda enfrentam para reconstruir seus negócios. “Após uma visita ao local, os alunos resolveram desenvolver um e-book, com o objetivo de gerar um manual para conscientizar e ativar o poder público no desenvolvimento de Políticas Públicas, para proteger as comunidades mais atingidas por eventos climáticos”, explica Mônica Fontes, professora do curso de Administração da UNIFASE. O e-book traz informações sobre identificação de riscos, medidas preventivas, ações imediatas a serem tomadas após a ocorrência, canais de instituições e órgãos que podem auxiliar na recuperação do comércio, além de dicas de reorganização das finanças, registros de prejuízos, ações a serem tomadas e contatos úteis. “O projeto nasceu de uma vontade muito genuína de fazer a diferença. Sentimos que poderíamos contribuir de alguma forma, criando algo que não fosse apenas um trabalho acadêmico, mas uma ferramenta realmente útil para os comerciantes que passaram por momentos tão difíceis. Quando fomos a campo, tivemos a oportunidade de ouvir histórias, conhecer pessoas e entender de perto a realidade dos comerciantes. Isso nos impactou profundamente e nos fez enxergar a importância do que estávamos construindo. Foi nesse momento que o projeto deixou de ser apenas uma ideia e passou a carregar rostos, histórias e desafios reais”, comenta Anna Carollina Gouvea, estudante do 4º período de Administração da UNIFASE. A iniciativa faz parte da curricularização da extensão no curso de Administração, que visa ampliar a perspectiva de atuação do futuro gestor a partir do contato direto com questões no âmbito econômico, social e ambiental, como forma de contribuir com a sociedade civil nos mais diversos espaços sociais. “Nosso intuito é compreender as demandas dos territórios, compartilhar saberes e agregar soluções a partir de uma visão crítica e técnica da gestão. O projeto do e-book é um exemplo disto. A partir da narrativa dos comerciantes do bairro Vila Felipe, os alunos elaboraram este manual para auxiliar os micro e pequenos empreendedores a buscarem apoio financeiro, técnico e emocional para reconstruírem seus empreendimentos”, destaca Luciene Baptista, professora do curso de Administração na UNIFASE. O e-book está disponível na biblioteca da instituição e pode ser acessado pelo link: https://unifase.pergamum.com.br/acervo/17613