8 curiosidades que você talvez não conheça sobre o curso de enfermagem

8 de agosto de 2022
8 curiosidades que você talvez não conheça sobre o curso de enfermagem

O curso de enfermagem é altamente requisitado nos vestibulares do país, devido a sua relevância e impacto na área de saúde. Sua proposta pedagógica busca formar profissionais capacitados e dedicados ao cuidado da saúde de outras pessoas, promovendo um maior bem-estar e qualidade de vida.


Essa formação visa preparar enfermeiros e enfermeiras para desempenharem um papel fundamental no cuidado integral dos pacientes, tanto em ambiente hospitalar quanto em outros contextos de assistência à saúde. 


O curso também busca desenvolver habilidades técnicas, científicas e humanísticas, a fim de capacitar estudantes a lidar com situações complexas e desafiantes. Devido às suas responsabilidades, o profissional de enfermagem é amplamente reconhecido como uma das figuras indispensáveis na área da saúde, desempenhando um papel fundamental para o funcionamento adequado das instituições de saúde do país.


No entanto, apesar da sua importância, poucos conhecem a origem da profissão ou algumas de suas curiosidades. Separamos uma lista com algumas das mais interessantes para você conhecer a seguir!


Curso de enfermagem - enfermeira
Curso de enfermagem – enfermeira

1. Um pouco de história

A história da enfermagem remonta a tempos antigos, onde sacerdotes, curandeiros e feiticeiros desempenhavam papéis importantes no cuidado da saúde das pessoas. Esses primeiros “médicos” e “enfermeiros” utilizavam práticas como chás, infusões, banhos e rituais para tratar e cuidar dos enfermos, com base nos conhecimentos disponíveis da época.


Ao longo dos séculos, a enfermagem foi evoluindo e se profissionalizou. Atualmente, o curso de enfermagem forma profissionais altamente capacitados para atuar de forma ética e competente ao lado dos demais profissionais de saúde.


O objetivo é oferecer um atendimento eficaz e de qualidade durante as mais diversas situações, desde cuidados básicos até situações mais complexas.


A origem do nome “enfermeiro”

A palavra vem do latim, “infirmum”, que significa alguém que não está forte, ou não está firme. Em português ela foi adaptada para “enfermo”, onde a partir dela surgiram variações como enfermagem, enfermaria, etc.

2. Ana Néri: a primeira enfermeira do Brasil

Ana Néri foi uma das enfermeiras mais renomadas da história da saúde. Ela adquiriu suas primeiras noções básicas de enfermagem por meio do aprendizado com as irmãs de caridade da Irmandade de São Vicente de Paulo.


Sua notoriedade se deu pela atuação voluntária em hospitais militares localizados em Assunção, Corrientes e Humaitá, onde cuidou dos enfermos durante os combates da Guerra do Paraguai.


3. Florence Nightingale: uma pioneira na Guerra da Crimeia

Florence Nightingale ganhou renome mundial por sua atuação pioneira no tratamento de feridos durante a Guerra da Criméia, onde conseguiu reduzir drasticamente a taxa de mortalidade dos soldados de 42% para 2%.


Como uma figura icônica na história, Florence foi homenageada com o símbolo da profissão: uma lâmpada. Ela ficou conhecida como a “dama da lâmpada”, devido ao uso de um instrumento semelhante para iluminar o caminho enquanto atendia seus pacientes durante a noite.


4. Enfermeiros não tem um dia, mas uma semana de comemorações

A semana da enfermagem é comemorada de 12 a 20 de maio, em homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, pioneira da enfermagem moderna, e à morte de Ana Néri. Uma homenagem mais do que justa para esses dois modelos da enfermagem.

5. Há diferentes tipos de profissionais de enfermagem

O curso de Enfermagem tem como objetivo formar profissionais generalistas, ou seja, profissionais com uma ampla base de conhecimentos e habilidades na área. Essa formação abrange diversas áreas da saúde, preparando os estudantes para atuarem em diferentes contextos e eventualidades da profissão.


Após a graduação, o enfermeiro terá a oportunidade de se especializar em uma área específica de acordo com seus interesses e aptidões. Outras possibilidades incluem a coordenação de equipes de enfermagem, na organização e gerenciamento de unidades de saúde ou atuando como professor em cursos de enfermagem, contribuindo para a formação de novos profissionais.


Na enfermagem você vai encontrar níveis diferentes de atuação:

  • Enfermeiro: realizar procedimentos de alta complexidade. 
  • Técnico: realiza procedimentos de média e alta complexidade e segue o planejamento dos enfermeiros.
  • Auxiliar: realiza procedimentos simples de suporte aos outros profissionais.

6. Um enfermeiro precisa estar preparado para tudo, porém nem sempre poderá atuar

No curso de enfermagem, os profissionais são capacitados para aprender uma ampla gama de procedimentos médicos. Embora alguns processos sejam feitos exclusivamente pelos médicos, devido a formação específica, os enfermeiros desempenham um papel fundamental no suporte e assistência aos demais profissionais durante esses atendimentos.


Quando um médico precisa de auxílio, é o profissional de enfermagem que estará presente para fornecer apoio. Além disso, os enfermeiros também são essenciais no monitoramento dos pacientes, na administração de medicamentos, na realização de curativos e em muitos outros aspectos do cuidado clínico.


7. É uma profissão de grandes responsabilidades

Quando o cenário citado acima ocorre, toda a responsabilidade sobre possíveis erros recai sobre o profissional de enfermagem. Portanto, qualquer dano causado a um paciente será cobrado deste, que pode inclusive responder a processos.


Assim como todos os materiais, equipamentos e funcionamento do setor são de responsabilidade do enfermeiro, a vida dos pacientes também é. É o profissional de enfermagem quem vai ministrar medicações e realizar todos os procedimentos necessários para garantir que o tratamento alcance os resultados esperados.



8. A vida e a saúde do profissional de enfermagem também importam

É importante destacar que os profissionais de enfermagem não devem ser culpados caso não possam prestar socorro em situações de risco, onde suas próprias vidas possam estar em perigo.


A segurança dos profissionais de saúde, é uma preocupação primordial. Eles são treinados para avaliar situações e agir de acordo com protocolos específicos para proteger a vida de todos os envolvidos.


Em certos cenários de risco extremo, como situações de violência, acidentes graves ou desastres naturais, é essencial aguardar a chegada de profissionais especializados em segurança e resgate, para que possam garantir um ambiente seguro para as vítimas antes do seu transporte para uma unidade de saúde.



Regulamentação da profissão de enfermeiro 

A Enfermagem é uma profissão regulamentada por lei e só pode ser exercida por profissionais habilitados e licenciados pelo Coren, o conselho profissional da área.  Se você optar pelo curso de enfermagem, vai aprender durante seus estudos que a legislação determina que somente enfermeiros podem exercer todas as atividades de enfermagem. 


Entre elas, além das assistências simples ou mais complexas para pacientes em estado grave ou que exigem base científica, estão também as atribuições que envolvem direção, planejamento, coordenação, organização, execução e avaliação, auditorias, consultorias e emissão de pareceres.

Portanto, o curso de enfermagem te colocará ciente de que esta é uma atividade fiscalizada e, por isso, você precisará conhecer todas as leis e o código de ética para o exercício da profissão. Para saber mais, conheça a Lei n.º 7.498/86 e o Decreto n.º 94.406/87 .


Venha conhecer o Curso de Enfermagem da UNIFASE

Se você tem interesse em ser um profissional de enfermagem, então precisa conhecer nossos cursos de bacharelado e licenciatura em enfermagem. São cursos com propostas distintas e que oferecem a mesma qualidade e potencial educacional da UNIFASE. 


O Bacharelado em Enfermagem forma profissionais generalistas, com todas as habilidades e competências necessárias para atuar na área de forma ética e com excelência.


O de Licenciatura é o curso de enfermagem que vai te capacitar para trabalhar na área educacional, seja desenvolvendo e coordenando projetos na área, ocupando cargos de gestão ou ensinando para formar outros profissionais para o mercado.


Para saber mais e conhecer melhor nossos cursos, fale com nossa equipe. Venha se graduar conosco! 


17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.
16 de setembro de 2026
Há mais de uma década, iniciativa aproxima estudantes e moradores e transforma demandas do território em ações nas áreas de saúde, alimentação, educação e cidadania
11 de setembro de 2026
Experiências vivenciadas no cotidiano da saúde da família deram origem ao livro Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido, de Anna Beatriz Artigues de Araujo Vieira, enfermeira e preceptora da UNIFASE. Publicada pela Artêra Editorial, a obra foi lançada durante a programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O livro reúne poemas, narrativas e reflexões construídos a partir da escuta e das experiências vivenciadas pela autora no cuidado em saúde. Os textos abordam temas como infância, violência, pertencimento, espiritualidade, comunicação e vulnerabilidade, revelando histórias e situações que muitas vezes permanecem invisíveis no cotidiano. A obra propõe um olhar sensível sobre o cuidado e sobre as relações humanas que atravessam o trabalho na saúde da família, aproximando poesia, experiências territoriais e reflexão sobre o ato de cuidar. “Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido” está disponível na Amazon.