Especialistas alertam sobre a queda na vacinação infantil e a possibilidade do retorno de doenças graves

8 de abril de 2022
Especialistas alertam sobre a queda na vacinação infantil e a possibilidade do retorno de doenças graves

Os dados levantados por pesquisadores em relação ao quadro vacinal de crianças menores de cinco anos no Brasil apontam para uma drástica queda no número de imunizados, nos últimos seis anos. Uma preocupação na área da saúde, uma vez que a não imunização do público infantil pode gerar graves consequências, inclusive o retorno de doenças até então erradicadas.

“A gente tem como exemplo a presença de casos de poliomielite no continente africano e em Israel, uma nação desenvolvida, com uma questão econômico-social bem estruturada e que, no entanto, teve o surgimento de casos de poliomielite, o que serve de alerta para os brasileiros. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro já emitiram os documentos comunicando o estágio de risco em que estamos. Precisamos melhorar com urgência a cobertura vacinal de todas as vacinas do Programa Nacional de Imunização”, destaca Dr. Felipe Moliterno, médico infectologista e pediatra, professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP).

O médico, que também é mestre em Medicina Tropical pela Fiocruz, explica que a manutenção do status das principais doenças infecciosas cobertas no calendário infantil, como: difteria, tétano, sarampo, poliomielite, dentre outras, dependente de uma manutenção da cobertura vacinal, com 95% da faixa etária alvo imunizada. No entanto, com a pandemia, a população vem negligenciando ainda mais o calendário básico do Programa Nacional de Imunização.

“A princípio as pessoas ficaram com receio de ir aos postos de vacinação, por conta da pandemia. Há um bom tempo, a gente consegue ter uma epidemiologia de proteção vacinal, de tal forma que não justifica qualquer atraso em coberturas vacinais inferiores a 50% do objetivo. Nesse momento, o país se encontra em extrema vulnerabilidade a doenças infecciosas já controladas no nosso território e que podem ressurgir, que são a poliomielite e o sarampo. Falando de sarampo, falamos em desnutrição e em óbitos, não apenas em sequelas. No caso da poliomielite, muitas vezes a pessoa se recupera, mas além de poder levar a óbito, é uma doença que acarreta na saturação das equipes e equipamentos de saúde rapidamente, com crianças evoluindo com gravidade para ventilação mecânica”, frisa o médico.

A professora e pesquisadora, Patrícia de Moraes Mello Boccolini, do Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (NIPPIS) do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto / Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), em parceria com a Fiocruz, recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Bill e Melinda Gates para a pesquisa ” O papel das mídias sociais, Programa Bolsa-Família e Atenção Primária em Saúde na cobertura vacinal em crianças menores de cinco anos no Brasil, VAX*SIM”. O trabalho apresenta dados interessantes sobre a cobertura vacinal no país, inclusive destacando a importância da Atenção Primária à Saúde.

“O país conta com um calendário vacinal bastante complexo, que mudou muito ao longo dos anos para atender melhor à população e garantir a imunização contra novas doenças, como aconteceu com a inserção da vacina do rotavírus, em 2006, como estratégia para redução de doenças intestinais em menores de cinco anos. Vimos uma clara redução de número de mortes e hospitalizações por rotavírus no país nos anos subsequentes, pois sempre tivemos bons índices de vacinação, porém desde 2016, o Brasil vem enfrentando uma queda na cobertura vacinal, então precisamos entender o que está acontecendo e onde precisamos atuar. Observamos que essa queda está menos acentuada na região norte, o que despertou a nossa atenção. Após análises preliminares, verificamos que, nos últimos anos, a cobertura da atenção básica esteve associada positivamente com a melhora no número de crianças imunizadas em todos os estados da região norte nos últimos anos, dados que apontam para o impacto positivo e a importância da atenção básica nesse contexto da cobertura vacinal”, comenta Boccolini.

Os especialistas destacam ainda um problema a ser vencido no país em relação ao processo de conscientização quanto aos benefícios da vacinação. Apesar do amplo amparo científico em relação à eficácia, as vacinas têm sido alvo frequente de críticas e dúvidas infundadas sobre eficiência e segurança.

“Os pais não devem acreditar em fake News. Caso se sintam inseguros, devem procurar a orientação de um médico da atenção primária ou do pediatra da criança para que possam esclarecer suas dúvidas. Hoje em dia, o Ministério da Saúde também disponibiliza literaturas importantes na internet. Todos devem buscar informações em fontes seguras, com base na ciência. O meu conselho é para que pais reflitam, pois sem dúvida, a infecção por esses agentes infecciosos, que já são conhecidos e que já existem os produtos para proteger os seus filhos, é muito pior. Muitas vezes, os pais estão colocando os próprios filhos em risco. Essas vacinas são conhecidas e consagradas, há pelo menos quatro décadas, sendo o melhor método de prevenção”, ressalta Moliterno.

Nas próximas semanas, o grupo de pesquisadores do NIPPIS, em parceria com a Fiocruz, vai lançar o Projeto Observa Infância, uma iniciativa de divulgação Científica onde serão divulgados os resultados preliminares da pesquisa, mostrando os dados e as principais informações sobre a saúde de crianças menores de cinco anos, não apenas com dados sobre vacinação, mas também mortalidade infantil, aleitamento materno e todas as iniciativas que fazem parte desse quadro de identificar e pensar estratégias para prevenir mortes evitáveis.

9 de fevereiro de 2026
Redação TV UNIFASE Todo começo de ano traz expectativas, planos e desafios. Para quem ensina, também traz perguntas: como cuidar do outro sem esquecer de si? E como ensinar em um mundo cada vez mais acelerado? Esses questionamentos nortearam a Semana de Desenvolvimento Docente da UNIFASE e da Escola Técnica Irmã Dulce Bastos, que neste primeiro semestre uniu educação e saúde mental em uma programação voltada não apenas à capacitação, mas também à escuta, ao acolhimento e ao fortalecimento dos laços entre professores. Para a reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, o encontro reforça a importância da integração entre os profissionais da educação e o cuidado com quem forma novas gerações. “Estamos no começo do período letivo, e a semana de capacitação docente marca esse recomeço: reunir os professores, valorizar sua profissão, trabalhar com as propostas para este ano, acolher suas dúvidas, ambições, seus desejos. Reuni-los para discutir seu envolvimento no projeto pedagógico institucional. Tornar nossos professores parte desse corpo docente é mais que reuni-los, é fazê-los entender, compreender, compartilhar, vivenciar, distribuir o ônus e o bônus da profissão. E também fazê-los compartilhar angústias e sofrimentos para que a prática pedagógica seja mais leve, mais prazerosa, não seja responsabilidade de um único professor, mas todos juntos formando esse corpo docente”, citou. Saúde mental como questão coletiva A palestra de abertura foi conduzida pelo psiquiatra e pesquisador da Fiocruz Dimitri Abramov, que também é professor da UNIFASE. Ele é coautor de um artigo científico que analisa como a cultura ocidental contemporânea, marcada pelo foco no desempenho, consumo e competição, pode estar associada ao crescimento de quadros de depressão e ansiedade. O especialista destacou que o cuidado com a saúde mental deixou de ser apenas uma questão individual e passou a ser um desafio social. “A gente vive hoje uma problemática muito grande em relação ao bem-estar da saúde mental do corpo docente. O trabalho de professor é muito desafiante, mas ele não pode ser desconectado de um contexto mais complexo, como a própria organização da nossa sociedade contemporânea. Isso põe para nós realmente a importância de fazer uma análise compreensiva, sobre o que de fato coloca o professor nessa exposição de agravo à saúde mental”, comenta. Dados do Ministério da Previdência Social reforçam o alerta. Em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, um aumento de 15,66% em relação a 2024, quando foram contabilizados 472.328 casos. Segundo Dimitri Abramov, esse cenário reflete um modo de vida que precisa ser repensado. Projetos que conectam universidade e comunidade A programação também apresentou experiências que aproximam ensino, território e população. Uma das oficinas, chamada “Trilhas que Transformam”, destacou projetos institucionais que impactam diretamente a comunidade. Entre eles está o “Comunidade que Cuida da Vida”, desenvolvido pela UNIFASE em parceria com a Defesa Civil de Petrópolis. A iniciativa começou no Posto de Saúde da Família da Estrada da Saudade e envolve alunos de Medicina e Enfermagem. O projeto atua na prevenção de riscos relacionados a desastres naturais, começando pelo mapeamento de moradores em situação de maior vulnerabilidade, como crianças, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. A partir dessas informações, são criadas estratégias de proteção e atuação em situações de emergência. Para a professora Lívia Teixeira, a iniciativa amplia o papel da instituição para além da sala de aula, promovendo impacto direto na vida da população. “A gente começa com a palavra de inspiração. Esperamos que com essa apresentação, professores e coordenadores se inspirem a participar desse projeto, que é um projeto que tem um diferencial que nem o grupo atual esperava. E que possamos formar mais alunos em todas as áreas e professores também, porque eu estou sendo formada o tempo inteiro participando desse projeto. É um tema diferente, que envolve mudanças climáticas, saúde planetária e que temos que colocar cada vez mais na nossa vida, não só como professora, mas na nossa vida”, afirmou. A parceria também é vista como estratégica pela Defesa Civil. A geógrafa Vitória Custódio destacou que a integração com a instituição fortalece o trabalho em rede e amplia o alcance das ações preventivas no território. “O Comunidade que Cuida da Vida é um projeto com muito potencial de formação, não só para os alunos, mas para toda a comunidade envolvida nele, de todas as equipes envolvidas na estratégia de saúde da família. Agora, ter a oportunidade de apresentar isso para o corpo docente amplia um pouco o nosso espectro de atuação. Conversar com outras áreas além da medicina e enfermagem amplia nossas possibilidades no território. Conseguir me enxergar nesse papel de educadora, recebendo e transmitindo informações, é muito importante, porque a gente consegue entender como o nosso trabalho pode afetar o outro, desde aquele que forma profissionais, mas também aqueles que vão receber soluções e construir soluções dentro das próprias comunidades. Então é importante aguçar essa sensibilidade para todos que estão envolvidos no processo”, comentou. Cuidado também na alimentação infantil Outra experiência apresentada foi a do Ambulatório de Terapia Alimentar, ligado ao Ambulatório Escola da instituição. O serviço atende crianças com seletividade alimentar, condição que atinge quase 20% das crianças brasileiras, principalmente entre 2 e 6 anos. Encaminhadas por pediatras, as crianças participam de um programa de 12 semanas, com acompanhamento individualizado e abordagem lúdica. O objetivo é transformar a relação com os alimentos, reduzindo conflitos e estimulando descobertas graduais — do olhar ao toque, do cheiro à degustação. De acordo com a professora Juliana Schaefer, o trabalho tem apresentado resultados positivos tanto para as crianças quanto para as famílias. “É uma alegria grande, não só porque é um projeto que já está acontecendo. Era um projeto piloto, mas que já está na prática. Após essa apresentação e com o passar dos semestres, a condição do ambulatório de terapia melhora e, no futuro, a gente sabe que outros profissionais da área da saúde podem se agregar também ao nosso ambulatório de terapia alimentar. Um atendimento multiprofissional no futuro. Então é uma alegria compartilhar isso com outros colegas”, finalizou.
5 de fevereiro de 2026
Alunos da Pós-Graduação Lato Sensu em Medicina Legal e Perícia Médica da UNIFASE/FMP foram aprovados na Prova de Certificação da AMB (Associação Médica Brasileira) e da ABMLPM Nacional (Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica), conquistando o Título de Especialista e a obtenção do Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Medicina Legal e Perícia Médica. “Essa conquista representa a solidificação da especialidade, mostrando ser tão importante quanto as demais. Nossa atividade é de grande responsabilidade, pois auxilia a justiça em decisões que definem sentenças, então é necessário que seja tratada com muita seriedade”, analisa a professora Gabriela Graça, coordenadora do curso de pós-graduação em Medicina Legal e Perícia Médica da UNIFASE/FMP, especialista em Medicina Legal e Perícia Médica, Perito Legista e Presidente da ABMLPM-RJ. Foram aprovados os alunos: Aldir Guimarães Dias, Arnaldo Insfran, Erika Amorim Raposo da Câmara, Luciano Mello de Oliveira Bomfim e Régio Marcos de Abreu Filho. O médico Régio Marcos destaca que o conhecimento adquirido na pós-graduação foi essencial para a conquista do RQE. “Foi fundamental a quantidade de aulas teóricas, a profundidade de temas e o ensino metodológico da perícia na pós-graduação da UNIFASE/FMP. Aprendemos que Perícia é uma especialidade médica complexa e séria, que demanda metodologia científica, organização, muito estudo e conhecimento em todas as áreas. Por isso, quem tiver interesse na área, vale muito a pena fazer a pós em Medicina Legal e Perícia Médica”, comenta um dos alunos da UNIFASE/FMP, que foi aprovado na Prova de Certificação da AMB e da ABMLPM Nacional. A crescente demanda por profissionais qualificados na área reforça a importância da formação especializada. “A perícia médica vive um momento de grande expansão no Brasil, impulsionada pelo aumento dos processos judiciais na área da saúde e pela escassez de peritos qualificados. O perito precisa dominar não apenas a Medicina, mas também os aspectos legais, o Direito Médico e o funcionamento do sistema judiciário, o que torna a formação especializada indispensável”, destaca o pneumologista, pós-graduado em Avaliação do Dano Corporal pela Associação Portuguesa de Avaliação do Dano Corporal (APADAC), Especialista em Medicina Legal e Perícia Médica pela Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica e professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), Dr. Marcus Conte, um dos coordenadores da pós-graduação ao lado da professora Dra. Gabriela Graça. A pós-graduação em Medicina Legal e Perícia Médica, voltada exclusivamente para médicos com CRM ativo, capacita e prepara os alunos para atuar com segurança técnica, ética e científica em contextos que envolvem a interface entre a Medicina e o sistema de justiça. “O RQE, apesar de ainda não ser exigido pelos tribunais para cadastro de peritos, é um grande filtro e já é exigido por várias empresas que contratam assistentes técnicos para auxílio em processos”, acrescenta a professora Gabriela.  As inscrições para a pós-graduação em Medicina Legal e Perícia Médica estão abertas no site da UNIFASE/FMP: https://www.unifase-rj.edu.br/posgraduacao/medicina-legal-e-pericia-medica
3 de fevereiro de 2026
Dizem que “o sorriso é o nosso cartão de visita”, e hoje em dia não faltam recursos para que possamos cuidar dele da melhor maneira possível. Para isso, a população de Petrópolis e região passa a contar com mais uma opção de tratamento odontológico no Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP, que agora passa a oferecer na clínica de ortodontia o serviço de alinhadores invisíveis. Os alinhadores invisíveis são placas transparentes e removíveis, confeccionadas sob medida para cada paciente, que realizam movimentações dentárias progressivas ao longo do tratamento. A técnica é indicada para correções ortodônticas leves a moderadas, como apinhamento, dentes tortos, espaçamentos, ajustes de alinhamento e alterações de mordida, sempre após avaliação clínica inicial para verificar a indicação do tratamento e a solicitação dos exames necessários, que deve ser agendada via central de agendamento do Ambulatório Escola - AMBE (WhatsApp). “Os alinhadores têm o mesmo objetivo dos aparelhos ortodônticos convencionais, mas oferecem vantagens importantes, como maior conforto, estética mais discreta e a possibilidade de remoção para alimentação e higiene bucal. Além disso, o planejamento digital permite mais previsibilidade dos resultados”, explica Rafael Leite, coordenador do curso de Especialização em Ortodontia da UNIFASE, mestre e especialista em Ortodontia e especialista em DTM e Dor Orofacial. Reforçando o compromisso da instituição com a formação prática e a qualidade assistencial, os atendimentos são realizados por alunos da pós-graduação em Ortodontia, sob supervisão direta de professores e profissionais especialistas da área. Em um espaço que conta com duas clínicas odontológicas, totalizando 52 consultórios, sistema de prontuário eletrônico, fluxo digital com scanner intraoral e laboratório com fresadora e impressora 3D (Dentsply Sirona). Além de recursos como laser de alta e baixa potência e microscópio endodôntico. O Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP conta ainda com um Centro de Imagem moderno, equipado com radiografia digital e tomografia odontológica, além da realização de exames de ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada, todos com valores acessíveis à população. O AMBE está localizado na Rua Hyvio Nalito, 869, no bairro Cascatinha. O agendamento pode ser realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, pelo WhatsApp (24) 99268-5877. Especialização em Ortodontia com inscrições abertas  Estão abertas as inscrições para a Especialização em Ortodontia da UNIFASE/FMP , voltada a cirurgiões-dentistas que desejam aprofundar a formação clínica, com foco em técnicas contemporâneas, planejamento digital e uso de alinhadores invisíveis. A nova turma tem início previsto para 9 de abril de 2026 e conta com condições especiais na primeira parcela : – 20% de desconto para pagamentos até 8 de fevereiro de 2026 ; – 10% de desconto para pagamentos até 1º de março de 2026 . Saiba mais: https://www.unifase-rj.edu.br/posgraduacao/ortodontia