Novas tecnologias na atenção à saúde são implementadas pela FMP

20 de setembro de 2021
Novas tecnologias na atenção à saúde são implementadas pela FMP

Nos últimos anos, as questões relativas ao atendimento on-line, teleassistência, teleinterconsulta e telematriciamento ficaram em segundo plano como estratégias de atenção e de resolução dos problemas de saúde. Diante das emergências no cenário mundial de saúde, devido à pandemia, as novas tecnologias entraram em cena como protagonistas e, atualmente, são utilizadas em diversas unidades de saúde do país. Na última quinta-feira (16), essas inovações tecnológicas foram implementadas também em Petrópolis, através da atuação do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis no atendimento prestado à população nas Unidades de Saúde da Família geridas pela instituição e no Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP.

“Com a pandemia, os debates mais pragmáticos e fundamentalistas, de que tudo só pode ser feito presencialmente, foram colocados em cheque e todos tiveram que se adaptar aos novos desafios. Nesse movimento, a Faculdade de Medicina de Petrópolis, através do Ambulatório Escola e das Equipes das Unidades de Saúde da Família próprias da instituição, implementa a tecnologia do telematriciamento, da teleinterconsulta e da teleconsulta, acompanhando o movimento mundial de redefinição das estratégias mais adequadas para ampliar a acessibilidade da população à saúde”, destaca o médico e professor Paulo Klingelhoefer de Sá, coordenador do curso de Medicina, das Unidades de Saúde da Família e do Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP.

Desde o início da pandemia, as equipes de Saúde da Família que atuam nas unidades geridas pela UNIFASE/FMP (Boa Vista, Estrada da Saudade, Machado Fagundes e Nova Cascatinha) estabeleceram protocolos de acompanhamento da saúde da população, utilizando as tecnologias disponíveis para realizar a teleorientação e a teleinterconsulta. Agora, o Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP amplia a atuação das equipes de saúde e inicia as atividades de telematriciamento e de teleinterconsulta em cardiologia, colocando a instituição na vanguarda das práticas em saúde.

“A introdução da telemedicina no programa de ensino de Clínica Médica, e a correspondente oferta desse serviço no Ambulatório Escola e nas Unidades de Saúde da Família da FMP, tem duplo benefício: preparar os futuros médicos para o adequado uso dos novos recursos tecnológicos na prática médica, bem como, assegurar a qualificação da atenção à saúde no SUS ao permitir que os médicos que atuam nas USF’s possam se articular com a equipe de especialistas do AMBE, independentemente do deslocamento das pessoas, em um esforço conjunto para a resolução dos problemas do paciente. Desta forma, ganham os estudantes, que se qualificam para a prática profissional dos novos tempos; e ganha a população, que receberá uma atenção mais qualificada à sua saúde, com a superação de obstáculos que fazem parte do dia a dia do sistema de saúde – acesso à consulta e aos pareceres de especialistas, redução de tempo e de deslocamento. Estamos esperançosos com os resultados dessa iniciativa e esperamos, como é dever das universidades, desenvolver um programa piloto que possa servir para aplicação posterior no sistema de saúde de Petrópolis”, destaca Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, supervisora geral da UNIFASE/FMP.

Cumprindo com a sua missão de garantir as melhores condições para o atendimento de qualidade em suas unidades e de ofertar cenários de estágio para o processo prático de ensino, as novas tecnologias utilizadas pela Faculdade de Medicina de Petrópolis serão aplicadas nas atividades de introdução da tecnologia no curso de graduação e também na pós-graduação (Residência Médica).

“Os alunos de medicina e os residentes, com supervisão direta dos professores envolvidos, terão uma grande oportunidade para o desenvolvimento do raciocínio clínico, seguindo as características das diversas formas de acompanhamento dos pacientes, tanto no sistema de atenção primária à saúde quanto no sistema de avaliação especializada, sempre tendo o paciente como meta prioritária de todos os esforços desenvolvidos. Assim, os estudantes estarão incorporando o conhecimento e as habilidades necessárias à pratica profissional no dia a dia”, conclui o cardiologista Oswaldo Pizzi, professor responsável pela disciplina de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP).

Todo ano são realizados investimentos na área de tecnologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis, instituição que é referência na formação de profissionais da área da saúde no estado do Rio de Janeiro, com mais de 50 anos de tradição. Se você deseja fazer parte dessa história de inovação na área médica e ingressar no curso de Medicina da FMP, aproveite os últimos dias para se inscrever no vestibular. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 30 de setembro. A prova será aplicada no dia 24 de outubro. Você também pode optar pelo ingresso através da sua nota do ENEM de 2019 ou 2020. Para outras informações, acesse: www.unifase-rj.edu.br.

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.