UNIFASE/FMP participa de pesquisa nacional sobre as práticas em saúde adotadas pela população durante o isolamento social

2 de setembro de 2020
UNIFASE/FMP participa de pesquisa nacional sobre as práticas em saúde adotadas pela população durante o isolamento social

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e o Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS), está participando da maior pesquisa já realizada no Brasil sobre as chamadas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), com o objetivo de avaliar o uso dessas práticas pela população brasileira durante o isolamento social, provocado pela pandemia do novo Coronavírus.

A pesquisa “ Uso de Práticas Integrativas e Complementares no contexto da Covid-19 (PICCovid )” tem como base um questionário on-line, que pode ser respondido por qualquer pessoa. Apesar do recorte temporal, o estudo vai servir para traçar um panorama sobre a utilização dessas terapias no Brasil.

“A pesquisa está sendo realizada através de um questionário eletrônico. Quem recebe a pesquisa é convidado a compartilhar o questionário em suas redes de contatos, para que mais pessoas participem. Assim, pretendemos atingir pessoas de todos os segmentos — diferentes classes sociais, regiões geográficas, faixas etárias, de gênero etc — para que possamos montar um panorama representativo do país. Ao final, faremos o balanceamento e a calibragem dos questionários respondidos, para garantir uma representatividade da realidade brasileira”, descreve Patrícia Boccolini, pesquisadora e professora da UNIFASE/FMP.

A UNIFASE/FMP, através do seu Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social – NIPPIS, coordenado pela professora Cristina Rabelais, que também participa da pesquisa e conta com a colaboração da professora Raquel Mezzavilla, do curso de Nutrição da UNIFASE, destaca a importância das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados não apenas para prevenir diversas doenças como também para promoção à saúde e autocuidado. Esses recursos têm em comum a ênfase no modelo de atenção centrada na integralidade do indivíduo .

“As PICS ganharam mais visibilidade durante a pandemia, uma vez que auxiliam na melhoria da qualidade de vida, no autocuidado, no equilíbrio mental e emocional, não impondo ou propondo a substituição de condutas ou protocolos definidos pela comunidade científica para tratamento da Covid-19. Com a pesquisa, queremos identificar como tem sido o uso dessas terapias diante de sintomas da COVID-19 e também para sabermos se as pessoas estão fazendo uso por conta de outra doença crônica, ou mesmo como forma de autocuidado no período de distanciamento social”, explica a pesquisadora Boccolini.

O Sistema Único de Saúde (SUS) já reconhece oficialmente 29 dessas terapias e oferece atendimento utilizando várias delas, as mais conhecidas são: a acupuntura, a meditação, a yoga, a homeopatia, a musicoterapia, a fitoterapia, a quiropraxia, o reiki e a shantala.

“Esperamos que os resultados da investigação contribuam para fortalecer a rede de pesquisa multidisciplinar para estudo e uso das PICS, trazendo à luz algumas evidências sobre padrões de uso de determinadas práticas. Além disso, acreditamos que o projeto irá estimular não só o uso dessas terapias pela população em geral, como também incentivar profissionais a se capacitarem. Muito antes da pandemia, o Ministério da Saúde já oferecia cursos de Educação a Distância (EAD) para vários tipos de PICS”, finaliza Boccolini.

A coleta de dados da pesquisa será realizada até o final deste mês de setembro. O relatório final da pesquisa deverá estar pronto em meados de outubro. Para participar e compartilhar com os seus contatos, preencha o questionário que está disponível no site da Fiocruz: https://is.gd/piccovid_fiocruz

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Muita coisa mudou após a tragédia que aconteceu em Petrópolis em fevereiro de 2022. As paisagens já não são mais as mesmas e nem as pessoas que viveram o ocorrido. Além de lidarem com a perda de entes queridos, de suas moradias, muitos ainda enfrentam dificuldades para retomarem suas atividades. A partir deste olhar, estudantes do curso de Administração da UNIFASE elaboraram o e-book “Ações para comerciantes pós-desastres climáticos”, como parte do projeto Prática Extensionista, com o intuito de fornecer orientações práticas aos trabalhadores afetados por desastres climáticos e fortalecer a resiliência do comércio local diante de eventos extremos. A ideia veio de uma aluna que mora na região da Vila Felipe, uma das localidades mais atingidas na tragédia de 2022, que percebeu as dificuldades que moradores e empresários locais ainda enfrentam para reconstruir seus negócios. “Após uma visita ao local, os alunos resolveram desenvolver um e-book, com o objetivo de gerar um manual para conscientizar e ativar o poder público no desenvolvimento de Políticas Públicas, para proteger as comunidades mais atingidas por eventos climáticos”, explica Mônica Fontes, professora do curso de Administração da UNIFASE. O e-book traz informações sobre identificação de riscos, medidas preventivas, ações imediatas a serem tomadas após a ocorrência, canais de instituições e órgãos que podem auxiliar na recuperação do comércio, além de dicas de reorganização das finanças, registros de prejuízos, ações a serem tomadas e contatos úteis. “O projeto nasceu de uma vontade muito genuína de fazer a diferença. Sentimos que poderíamos contribuir de alguma forma, criando algo que não fosse apenas um trabalho acadêmico, mas uma ferramenta realmente útil para os comerciantes que passaram por momentos tão difíceis. Quando fomos a campo, tivemos a oportunidade de ouvir histórias, conhecer pessoas e entender de perto a realidade dos comerciantes. Isso nos impactou profundamente e nos fez enxergar a importância do que estávamos construindo. Foi nesse momento que o projeto deixou de ser apenas uma ideia e passou a carregar rostos, histórias e desafios reais”, comenta Anna Carollina Gouvea, estudante do 4º período de Administração da UNIFASE. A iniciativa faz parte da curricularização da extensão no curso de Administração, que visa ampliar a perspectiva de atuação do futuro gestor a partir do contato direto com questões no âmbito econômico, social e ambiental, como forma de contribuir com a sociedade civil nos mais diversos espaços sociais. “Nosso intuito é compreender as demandas dos territórios, compartilhar saberes e agregar soluções a partir de uma visão crítica e técnica da gestão. O projeto do e-book é um exemplo disto. A partir da narrativa dos comerciantes do bairro Vila Felipe, os alunos elaboraram este manual para auxiliar os micro e pequenos empreendedores a buscarem apoio financeiro, técnico e emocional para reconstruírem seus empreendimentos”, destaca Luciene Baptista, professora do curso de Administração na UNIFASE. O e-book está disponível na biblioteca da instituição e pode ser acessado pelo link: https://unifase.pergamum.com.br/acervo/17613