Acadêmicos de Medicina e Enfermagem retornam aos locais de atendimento em Petrópolis

16 de junho de 2020
Acadêmicos de Medicina e Enfermagem retornam aos locais de atendimento em Petrópolis

Uma boa notícia para o Sistema Único de Saúde de Petrópolis é o retorno dos alunos do 6º ano de Medicina e do 9º período de Enfermagem da UNIFASE/FMP aos cenários de prática, como o Hospital de Ensino Alcides Carneiro, o Ambulatório Escola e as Unidades de Saúde da Família administradas pela faculdade, onde cumprem internato (atividade caracterizada pela prática em campo sob supervisão de um professor ou preceptor) e estágio.

Em março, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e das demais autoridades sanitárias de enfrentamento à pandemia Covid-19, todas as atividades presenciais da graduação e da pós-graduação foram suspensas. Sendo assim, os alunos foram afastados dos cenários de prática, após o decreto do governo estadual.

Em seguida, o governo lançou uma legislação estabelecendo como deveria seguir o funcionamento dos serviços ambulatoriais eletivos. Então, a equipe multidisciplinar da instituição, formada por funcionários especialistas nas diversas áreas da saúde e da gestão, elaboraram um plano de contingência para continuar oferecendo assistência à população, mesmo sem a presença dos alunos nos cenários de prática, por entender que além de oferecer formação de excelência, a instituição de ensino superior é comprometida com o forte vínculo com o Sistema Único de Saúde, exercendo papel fundamental na assistência à comunidade.

“O nosso serviço essencial presencial  não parou. Para continuar os atendimentos oferecidos nas unidades geridas pela UNIFASE/FMP, organizamos um serviço de triagem para a Covid-19, a fim de receber os usuários e oferecer segurança aos profissionais que permaneceram nas unidades. Assim, garantimos o atendimento de uma parcela da comunidade que precisava continuar sendo atendida, como as gestantes e as pessoas que dependem dos curativos, avaliação de resultado de exames, etc. Também montamos um sistema de telefonia próprio para os pacientes que precisavam da renovação de receitas de medicamentos de uso contínuo”, explica Ronye Faraco, gerente de serviços docentes-assistenciais da UNIFASE/FMP.

Desde então, todos os investimentos realizados pela instituição, ao longo desse período de adequação, visaram a manutenção dos serviços oferecidos à população e também a reformulação dos processos para o retorno dos acadêmicos, da forma mais segura dentro do atual contexto. Para isso, foram realizados treinamentos com todos os profissionais envolvidos na dinâmica de atendimentos e também na compra de equipamentos de proteção individual, revisão e alteração de protocolos realizados nas unidades.

Em maio, a volta dos alunos do internato e do estágio foi voluntária, mediante participação em edital lançado pela instituição, e obedeceu ao conjunto de normas vigentes de segurança. O retorno às atividades práticas foi precedido por uma série de cuidados, como divisão dos estudantes em grupos menores, o treinamento no Laboratório de Simulação Realística para aplicação dos novos protocolos de atendimento e também para o uso do equipamento de proteção individual (EPI), tanto a colocação como a retirada (paramentação e desparamentação).

“Os atendimentos nas unidades passaram a ser realizados com hora marcada, com distanciamento de 30 a 40 minutos entre as consultas, com uma nova área de espera, para que cada paciente possa manter distância do outro de pelo menos 2 metros, evitando aglomerações. Além disso, todos os profissionais, alunos e pacientes que chegam em uma das nossas unidades, obrigatoriamente, passam por nosso serviço de triagem, que foi adotado para oferecer mais segurança aos pacientes, aos alunos e a todos os profissionais de saúde que atuam nessas unidades. Todos que chegam por exemplo no Ambulatório Escola têm a temperatura corporal medida, responde um questionário e se não for detectado sintomas suspeito segue para as dependências de atendimento. Caso a pessoa apresente qualquer sintoma de Covid-19 durante a triagem, imediatamente, é direcionada ao polo de triagem da Secretaria Municipal de Saúde, para receber os devidos cuidados”, ressalta Ronye.

Os alunos de Medicina que retornaram aos atendimentos estão atuando no Ambulatório Escola, na área de ginecologia e obstetrícia, pediatria, clínica médica e cardiologia, no Hospital de Ensino Alcides Carneiro – HEAC, na área de ginecologia e obstetrícia, pediatria, clínica médica e clínica cirúrgica. Além do atendimento nas Unidades de Saúde da Família, geridas pela UNIFASE/FMP, e urgência.

Já os alunos do 9º período de Enfermagem, estão atuando no Ambulatório Escola nos serviços de triagem, de curativos e esterilização, e também nas Unidades de Saúde da Família geridas pela instituição, no atendimento à população cadastrada. Além de atuação na clínica médica, uti, pediatria, centro cirúrgico, clínica cirúrgica e maternidade do HEAC.

“O internato para os acadêmicos de medicina e o estágio para os alunos do último período de enfermagem são extremamente importantes. Nestes processos se dá a prática de cuidado ao paciente, aonde o aluno consegue ver não só a doença em que o paciente está acometido, mas todas as percepções do indivíduo, com o contato próximo aos seus familiares. Então, é fundamental que este período seja seguro e possibilite o olhar, a visão mais ampliada do que não está nos livros, mas nas pessoas que estão sendo atendidas. Esse é o momento de perceber a importância da profissão que escolheram e que fará a diferença na vida das pessoas”, esclarece o médico Álvaro Veiga, professor da FMP e diretor de Ensino do Hospital de Ensino Alcides Carneiro.

Empenhada em cuidar desses futuros profissionais da saúde, a UNIFASE/FMP criou uma ferramenta, através do programa Missão Saúde, para acompanhar, quinzenalmente, a rotina e a saúde dos estudantes. Caso apresentem algum sintoma de infecção por Coronavírus, um alerta é disparado para os responsáveis pelo internato/estágio e pela gestão das unidades ambulatoriais e hospitalares, para que as medidas de precaução sejam tomadas.

“Em nenhum momento colocamos nossos alunos em atendimentos que tenham referência sabidamente para Covid-19. Inclusive, tomamos as precauções para que estejam distantes dos locais em que há pacientes infectados pelo vírus, com o intuito de proteger os alunos do contato direto com a doença. Uma das nossas estratégias de acompanhamento individual dos alunos é o desenho de uma ficha cadastral no sistema da faculdade, onde o aluno pode entrar quinzenalmente para fazer uma avaliação, dizendo como está e se teve contato com pessoas com o vírus, podendo colocar informações sobre a sua saúde e comentar como está sendo o período de atendimentos nas unidades em meio ao cenário de pandemia. É importante ressaltar que caso o estudante apresente algum sintoma entre o preenchimento de um questionário e outro, ele poderá acessar a ferramenta em nosso site e no portal do aluno”, finaliza Veiga.

A instituição agora se prepara para o retorno dos anos do 5º ano de Medicina e 7º e 8º períodos de Enfermagem.

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.