Natal saudável sem pesar no bolso

20 de dezembro de 2025
Natal saudável sem pesar no bolso

Nutricionista ensina como montar uma ceia natalina econômica, leve e nutritiva, com substituições simples para ingredientes tradicionais mais caros

Celebrar o Natal com uma ceia bonita e saborosa não precisa significar gastos excessivos nem exageros à mesa. Com planejamento e escolhas conscientes, é possível unir tradição, sabor e equilíbrio nutricional. Quem explica como fazer isso na prática é a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, em um bate-papo sobre como montar uma ceia natalina econômica, leve e nutritiva.


Como é possível montar uma ceia de Natal saudável gastando menos?
“O primeiro passo é o planejamento. Definir o cardápio com antecedência evita compras por impulso e desperdícios, que pesam muito no orçamento. Também é essencial calcular corretamente o número de pessoas. Muitas vezes, prepara-se comida para muito mais gente do que realmente vai participar da ceia. Uma mesa com menos pratos, mas bem pensados e bem preparados, costuma ser mais econômica, mais organizada e até mais prazerosa.”


Quais proteínas podem substituir carnes mais caras na ceia?
“Não é necessário investir em carnes nobres para ter uma ceia completa. Frango, ovos, sardinha, pernil suíno e cortes mais simples funcionam muito bem quando bem temperados e preparados. Além disso, o rendimento dessas proteínas costuma ser ótimo. Um pernil médio, por exemplo, atende cerca de nove pessoas, e uma ave bem porcionada rende ainda mais.”


Os acompanhamentos fazem diferença na economia da ceia?
“Fazem toda a diferença. Arroz, legumes e verduras da estação são a base de uma ceia econômica e nutritiva. O que transforma esses alimentos em pratos com “cara de Natal” são os temperos e as combinações. Alho, cebola, ervas frescas, especiarias e um bom azeite conseguem valorizar ingredientes simples, sem pesar no bolso nem na digestão.”


Quais substituições deixam os pratos mais leves e acessíveis?
“Pequenas trocas trazem grandes benefícios. A maionese pode ser substituída total ou parcialmente por iogurte natural em saladas e salpicões, deixando a preparação mais leve e nutritiva. Batatas podem dividir espaço com legumes como cenoura, chuchu e abobrinha, sem prejuízo no sabor. O iogurte também pode substituir o creme de leite em pratos quentes e sobremesas, mantendo a cremosidade com menos gordura.”


É possível manter os pratos tradicionais sem descaracterizar a ceia?
“Com certeza. A ideia não é excluir receitas tradicionais, mas ajustá-las. Farofas podem ter menos gordura e mais legumes ou frutas. O bacalhau pode ser substituído por peixes mais acessíveis, como sardinha ou pescada, usando bons temperos. Essas substituições não descaracterizam os pratos típicos da ceia, refinam o preparo, tornando-o mais equilibrado do ponto de vista nutricional. Além disso, favorecem a digestão, reduzem exageros e ampliam o acesso a uma ceia saborosa, possível e adequada a diferentes públicos.”


Quais alimentos da época podem ser aproveitados no Natal?
“O Natal acontece em pleno verão, o que favorece alimentos frescos e mais baratos. Abóbora, cenoura, abobrinha, chuchu, cebola e tomate são ótimas opções. Entre as frutas, abacaxi, banana, manga, mamão e uva ajudam tanto nos acompanhamentos quanto nas sobremesas. As verduras também ganham destaque nessa época. Alface, rúcula, escarola, agrião e couve estão mais acessíveis e permitem montar saladas frescas que aliviam a ceia, trazendo contraste de textura e frescor ao prato. Uma salada verde simples, bem temperada, já cumpre esse papel sem elevar o custo. Ao privilegiar os alimentos da estação, a ceia ganha em cor, frescor e simplicidade, sem perder o clima festivo. É uma escolha que respeita o orçamento, valoriza a cozinha caseira e ajuda a tornar o Natal mais leve — no prato e no corpo.”


Qual a principal mensagem para quem vai montar a ceia de Natal?
“Uma ceia saudável e acessível não depende de ingredientes caros, mas de planejamento, escolhas simples e preparo caprichado. Não é sobre restrição, mas sobre intenção. Comer com consciência, respeitando o corpo e o contexto, reduz excessos, desperdício e gastos. Natal é encontro, afeto e partilha — e isso não precisa custar caro.”


Para colocar todas essas orientações em prática, a nutricionista Brigitte Olichon também preparou e enviou receitas natalinas simples, econômicas e equilibradas, pensadas para facilitar o dia a dia de quem deseja uma ceia mais leve, nutritiva e cheia de sabor.


  • Frango assado com legumes (prato principal) - é clássico, festivo, rende bem e tem ótimo custo-benefício. Tempere um frango inteiro (ou cortes com osso) com alho, cebola, sal, pimenta, ervas frescas e suco de limão ou laranja. Disponha na assadeira com batata, cenoura e cebola em pedaços grandes. Asse até dourar, regando com o próprio caldo.

Rende: Um frango de 2,5–3 kg serve de 10 a 12 pessoas, quando acompanhado de arroz, farofa e legumes.


  • Peixe assado com limão e ervas - alternativa mais leve, elegante e cada vez mais

presente no Natal brasileiro.

Use tilápia, pescada, merluza ou sardinha fresca. Tempere com alho, sal, limão, azeite e ervas. Asse com cebola em rodelas e rodelas de limão até ficar macio.

Rende: Cerca de 200 g por pessoa, pois há pouca perda no preparo.


  • Cenouras glaceadas no próprio suco - visual bonito, brilho natural, prato tradicional. Cozinhe a cenoura em rodelas grossas com pouca água, uma pitada de sal e um toque de açúcar. Deixe reduzir até formar um leve brilho natural. Combina com aves e peixes.


  • Abóbora assada com alho e ervas - cor quente, preparo rústico e elegante.

Corte abóbora em cubos grandes, tempere com alho, sal, azeite e alecrim. Asse até ficar macia e dourada. Combina com qualquer prato principal.

  • Arroz festivo de cebola dourada e cenoura - arroz “especial”, mas acessível.

Doure bem a cebola, acrescente alho, arroz e cenoura em cubinhos. Cozinhe normalmente e finalize com cheiro-verde.

  • Farofa natalina de banana - doce–salgado clássico da ceia brasileira.

Doure cebola, acrescente banana em rodelas e finalize com farinha de mandioca. Ajuste o sal. Combina com aves e carnes suínas.

  • Salada natalina de repolho, maçã e cenoura - lembra salpicão, mas é mais leve.

Misture repolho fatiado, cenoura ralada e maçã em cubos. Tempere com azeite, limão e sal. Se quiser, acrescente um pouco de iogurte.

  • Laranja assada com canela (sobremesa simples) - aroma de especiarias, visual delicado. Corte laranjas em rodelas, polvilhe canela e leve ao forno por poucos minutos.

  • Salada de frutas natalina com especiarias (sobremesa fresca e simbólica) - frutas frescas, aromas de canela e cravo e cores vivas são marcas da ceia brasileira. Abacaxi, banana, manga, maçã e uva (ou outras frutas da estação), suco de 1 laranja, canela em pau e 1 cravo-da-índia (opcional). Corte as frutas em cubos. Misture com o suco de laranja. Se desejar, aqueça rapidamente o suco com canela e cravo, deixe esfriar e use para aromatizar a salada. Sirva gelada.

Rendimento: serve de 12 a 15 pessoas, em porções moderadas.


  • Pudim de pão com sabor de rabanada - clássico reinventado, leve e econômico.

4 a 5 pães amanhecidos (francês ou de forma simples), 500 ml de leite, 3 ovos, 2 bananas maduras amassadas ou 2 colheres (sopa) de açúcar, 1 colher (chá) de canela, 1 pitada de noz-moscada ou cravo em pó (opcional), 1 colher (chá) de essência de baunilha (opcional). Para a calda simples (opcional): 3 colheres (sopa) de açúcar, ½ xícara de água. Pique o pão e deixe de molho no leite até amolecer bem. Acrescente os ovos, a banana amassada (ou açúcar), a canela e as especiarias. Misture bem até formar uma massa homogênea. Faça uma calda leve com o açúcar e a água e espalhe no fundo de uma forma. Despeje a mistura do pudim e leve ao forno em banho-maria, em temperatura média, até firmar (cerca de 40–50 minutos). Espere esfriar antes de desenformar.

Rendimento: Serve de 12 a 15 pessoas, em fatias moderadas — ideal para ceia.


20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
19 de fevereiro de 2026
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13 de fevereiro de 2026
Curso tem nota máxima no MEC e é parte do seleto grupo com acreditação nacional e internacional pelo SAEME