Aproveitando o tempo em família

30 de março de 2020
Aproveitando o tempo em família

Por Ana Helena Tibiriçá Ramos Goldenstein
Psicopedagoga da FMP/Fase.

Diante da pandemia do Covid-19 e a necessidade do isolamento social, a família se depara com o grande desafio de ficar com os filhos, em tempo integral, em casa. Diferentemente do final de semana, onde todos compartilham o almoço de domingo, um passeio no parque, a ida ao cinema, ao teatro ou mesmo uma festa de aniversário, o isolamento social obriga os membros da família a se reorganizarem para um convívio saudável em casa. Para tanto, é importante que os pais mantenham uma rotina parecida com a que a criança tem na escola, com estudos, recreio, roda de conversa, higiene e alimentação, mas que também consigam programar outras atividades envolvendo toda a família.
Sugiro algumas iniciativas, com pequenas orientações, para que este período de quarentena seja agradável e produtivo ao lado dos seus filhos. Começando pelo estudo dirigido ou pela construção de um projeto, que pode ser uma oportunidade única para desenvolver uma pesquisa sobre um país e seus costumes, como a China, por exemplo, ou outro objeto de estudo que seja do interesse da criança, como dinossauros, vulcões, a vida nos castelos, entre outros. O tema escolhido deve ser significativo para a criança, pois das informações colhidas, poderão surgir outros projetos envolvendo artes plásticas, música, culinária, teatro e rodas de leitura, conhecimentos construídos que terão por toda vida.
A atividade de pesquisa ou estudo dirigido demanda leitura e escrita, além de desenvolver a habilidade de localizar, selecionar e usar informações. A criatividade, a psicomotricidade e o desenvolvimento da linguagem estarão sendo desenvolvidos nos projetos que acompanham o tema principal. O estudo pode durar aproximadamente uma semana e poderá ser finalizado com uma apresentação para toda a família. Que tal uma refeição chinesa, com todos a caráter, decoração e músicas típicas?
Estabelecer um tempo para que as crianças possam brincar livremente precisa ser prioridade, pois elas aprendem brincando e, por isso, esse horário livre deve ser respeitado, tal como o recreio na escola. Seria interessante ter um espaço definido e organizado com diversas opções para brincar, com caixas ou prateleiras contendo brinquedos, material de papelaria, livros de histórias, jogos de montar, jogos eletrônicos, fantoches e fantasias.
Reciclar materiais também é uma atividade muito educativa, pois trabalha com o reaproveitamento de matérias que podem se transformar em jogos, brinquedos ou outros artefatos. A criatividade não tem limite. Junte tampas, rolos de papel, linhas, palitos, embalagens plásticas, latas e tudo que achar pela casa que possa ser reaproveitado. A higienização do material é fundamental. Depois, os materiais podem ser classificados e armazenados para o momento da atividade.
É claro que desenhos e programas de televisão, assim como jogos eletrônicos, fazem parte do dia a dia dessa nova geração, mas ressalto que devem ser utilizados de acordo com os horários preestabelecidos.
Lembre-se: diante da correria habitual no nosso dia a dia, esse momento de quarentena se torna único para revermos nossos valores e prioridades. É uma oportunidade para os pais acompanharem integralmente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos seus filhos. Para terminar, seria interessante fazer uma avaliação do que foi positivo, do que pode melhorar e o que não se repetirá. A comunicação entre pais e filhos é fundamental para uma boa saúde mental de ambas as partes.

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Muita coisa mudou após a tragédia que aconteceu em Petrópolis em fevereiro de 2022. As paisagens já não são mais as mesmas e nem as pessoas que viveram o ocorrido. Além de lidarem com a perda de entes queridos, de suas moradias, muitos ainda enfrentam dificuldades para retomarem suas atividades. A partir deste olhar, estudantes do curso de Administração da UNIFASE elaboraram o e-book “Ações para comerciantes pós-desastres climáticos”, como parte do projeto Prática Extensionista, com o intuito de fornecer orientações práticas aos trabalhadores afetados por desastres climáticos e fortalecer a resiliência do comércio local diante de eventos extremos. A ideia veio de uma aluna que mora na região da Vila Felipe, uma das localidades mais atingidas na tragédia de 2022, que percebeu as dificuldades que moradores e empresários locais ainda enfrentam para reconstruir seus negócios. “Após uma visita ao local, os alunos resolveram desenvolver um e-book, com o objetivo de gerar um manual para conscientizar e ativar o poder público no desenvolvimento de Políticas Públicas, para proteger as comunidades mais atingidas por eventos climáticos”, explica Mônica Fontes, professora do curso de Administração da UNIFASE. O e-book traz informações sobre identificação de riscos, medidas preventivas, ações imediatas a serem tomadas após a ocorrência, canais de instituições e órgãos que podem auxiliar na recuperação do comércio, além de dicas de reorganização das finanças, registros de prejuízos, ações a serem tomadas e contatos úteis. “O projeto nasceu de uma vontade muito genuína de fazer a diferença. Sentimos que poderíamos contribuir de alguma forma, criando algo que não fosse apenas um trabalho acadêmico, mas uma ferramenta realmente útil para os comerciantes que passaram por momentos tão difíceis. Quando fomos a campo, tivemos a oportunidade de ouvir histórias, conhecer pessoas e entender de perto a realidade dos comerciantes. Isso nos impactou profundamente e nos fez enxergar a importância do que estávamos construindo. Foi nesse momento que o projeto deixou de ser apenas uma ideia e passou a carregar rostos, histórias e desafios reais”, comenta Anna Carollina Gouvea, estudante do 4º período de Administração da UNIFASE. A iniciativa faz parte da curricularização da extensão no curso de Administração, que visa ampliar a perspectiva de atuação do futuro gestor a partir do contato direto com questões no âmbito econômico, social e ambiental, como forma de contribuir com a sociedade civil nos mais diversos espaços sociais. “Nosso intuito é compreender as demandas dos territórios, compartilhar saberes e agregar soluções a partir de uma visão crítica e técnica da gestão. O projeto do e-book é um exemplo disto. A partir da narrativa dos comerciantes do bairro Vila Felipe, os alunos elaboraram este manual para auxiliar os micro e pequenos empreendedores a buscarem apoio financeiro, técnico e emocional para reconstruírem seus empreendimentos”, destaca Luciene Baptista, professora do curso de Administração na UNIFASE. O e-book está disponível na biblioteca da instituição e pode ser acessado pelo link: https://unifase.pergamum.com.br/acervo/17613