UNIFASE/FMP fecha parceria inédita com Juizado da Infância, Ministério Público, Defensoria e PMP para assistência a jovens da Casa da Acolhida

22 de junho de 2025
UNIFASE/FMP fecha parceria inédita com Juizado da Infância, Ministério Público, Defensoria e PMP para assistência a jovens da Casa da Acolhida

Crianças e adolescentes receberão atendimentos de saúde no Ambulatório Escola da instituição, no Samambaia

Uma parceria inédita firmada entre o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto e a Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), o Juizado da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de Petrópolis, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Prefeitura de Petrópolis vai garantir atendimento de saúde a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que estão na Casa da Acolhida I e II.


O termo de cooperação começou a ser desenhado em fevereiro e foi formalizado nesta semana, em cerimônia que contou com a presença da Reitora da UNIFASE/FMP, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, do prefeito Hingo Hammes, da juíza da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de Petrópolis, Cláudia Wider Reis, do promotor da 29ª Promotoria de Infância e Juventude de Petrópolis, Odilon Lisboa Medeiros, do defensor público Rômulo Souza de Araújo; e da secretária municipal de Assistência Social, Adriana Kreischer, além do desembargador Alexandre Teixeira, que foi juiz da Vara da Infância em Petrópolis.


A parceria começou após uma conversa entre a juíza Cláudia Wider Reis com o diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Dr. Álvaro Veiga, que é pediatra e atua no serviço de saúde pública desde a década de 90. Ele, que sempre acompanhou, no Sistema Único de Saúde, os desafios enfrentados por crianças, em especial aquelas em situação de maior vulnerabilidade, lembrou os esforços diários de profissionais da saúde comprometidos com essa causa.


“Este termo de cooperação que estamos celebrando representa o fortalecimento da nossa responsabilidade social como instituição de ensino e saúde. A UNIFASE/FMP tem como missão estar ao lado dessas crianças e jovens, que muitas vezes estão à margem da sociedade, e contribuir para que elas possam enfrentar e superar as dificuldades que vivenciam. Tenho certeza de que essa união de esforços trará resultados muito positivos para todos", destacou Álvaro.


Ao lado dele, a Juíza da Vara da Infância, Juventude e Idoso de Petrópolis, Cláudia Wider, frisou a importância da cooperação entre todos os entes. "Com a assinatura deste termo de cooperação, estamos garantindo atendimento prioritário e especializado aos adolescentes acolhidos nas Casas da Acolhida I e II, que já vivem em uma condição de extrema vulnerabilidade social. Esse cuidado é fundamental para assegurar a dignidade e os direitos dessas crianças e adolescentes", disse.


Ao falar sobre a formalização da parceria, a reitora da UNIFASE/FMP, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, citou a responsabilidade social da UNIFASE/FMP na cidade de Petrópolis. "Cada instituição tem o seu papel e a responsabilidade de assumir a liderança quando a situação exige. Esta é uma importante causa social. Vamos encarar esse desafio como uma verdadeira oportunidade de fazermos o bem. Abrimos as portas da UNIFASE/FMP com o compromisso de oferecer o nosso melhor, com dedicação, cuidado e responsabilidade. Sabemos que, juntos, podemos fazer a diferença na vida dessas crianças e adolescentes", falou.


O termo de cooperação prevê que, sempre que houver a necessidade de tratamento especializado, o pedido será encaminhado pela coordenação das Casas de Acolhida, para a Juíza de Direito, que requisitará a vaga diretamente ao Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP. A medida visa evitar a espera por regulação de vagas do município, assegurando prioridade no atendimento e respeitando o direito fundamental à saúde dessas crianças e adolescentes.


O Promotor de Justiça da 29ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Petrópolis, Odilon Lisboa Medeiros, citou que a iniciativa é inédita e marca um novo momento na vida dessas crianças e adolescentes. “Não tenho conhecimento de outra universidade que tenha se comprometido de forma tão direta e efetiva em oferecer atendimento de saúde a crianças e adolescentes em situação de risco social. Isso é um marco”, elogiou. Para o promotor, a parceria representa um avanço importante na proteção integral desse público vulnerável.


"Estamos lidando com situações de vida extremamente difíceis e delicadas. Tudo o que pudermos fazer para ajudar essas crianças e adolescentes já representa um grande avanço. Somos privilegiados, temos nossas casas, nossas famílias, nossos filhos. Infelizmente, essas crianças não têm essa mesma realidade. Por isso, cada esforço que fazemos para oferecer apoio é uma contribuição valiosa para a construção de uma sociedade mais justa e humana. Como promotor da infância e responsável por esses dois abrigos que serão beneficiados com a parceria, só tenho a agradecer à universidade, aos seus diretores, professores e funcionários. Para mim, este é um momento de profunda alegria e gratidão", destacou o promotor.


O prefeito Hingo Hammes também ressaltou a importância da união de esforços em benefício das crianças e adolescentes atendidos na Casa da Acolhida. "Esta parceria beneficia quem está na ponta, que são as crianças e adolescentes que tanto precisam. São realidades muito duras e realmente agradeço a todos os que se uniram por essa causa. Esses esforços se somam aos esforços de quem já atua no dia-a-dia com esses jovens e isso, sem dúvida, faz enorme diferença na vida de cada um deles”.


O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Alexandre Teixeira, que foi titular da Vara da Infância e Juventude de Petrópolis por muitos anos, elogiou a iniciativa e disse que vai acompanhar de perto a realização da parceria para propor que outros municípios repliquem a ideia. "Esta parceria representa um passo gigantesco. A maioria não imagina como é importante garantir prioridade para o atendimento dessas crianças e adolescentes acolhidos e permitir que tenham um atendimento, um diagnóstico. Sem saber quais são as suas necessidades, não conseguimos lançar no cadastro do CNJ e colocá-los, por exemplo, na casa de uma família substituta. O que nós estamos fazendo é tirar da letra da lei e colocar na prática a obrigação dessa rede de apoio. É, sim, uma obrigação do Estado, mas também uma responsabilidade de todos, inclusive das instituições. Parabéns à UNIFASE/FMP pela iniciativa!", ressaltou.

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.