Mudanças climáticas serão tema de fórum permanente da UNIFASE/FMP

26 de fevereiro de 2024
Mudanças climáticas serão tema de fórum permanente da UNIFASE/FMP


Discussão tem como objetivo refletir sobre as melhores soluções para Petrópolis

Chuvas torrenciais, altas temperaturas, fortes rajadas de vento, altos índices de umidade durante o ano todo. O clima em Petrópolis mudou, assim como em todo planeta. Se sentir calor no inverno era impossível há 30 anos, isso se tornou rotina atualmente. A mudança no clima foi o tema principal da 2ª Jornada da Virada Climática, promovida pelo Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto e a Faculdade Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), realizada na última sexta-feira (23), que reuniu autoridades no assunto e contou com o depoimento do climatologista Carlos Nobre. 


“Com a expansão de construções de moradias na cidade, estamos comprometendo a capa vegetal da cidade, ou seja, o clima em Petrópolis mudou e mudou há muito tempo. Precisamos discutir o tema para decidirmos para onde queremos ir e como queremos ir. Porque se a gente só lamentar o evento depois que ele acontece, a gente não vai poder fazer muita coisa”, sintetizou um dos coordenadores do evento, o médico e professor Paulo Sá, anunciando a criação de um fórum permanente para discussão das mudanças climáticas. 

 

Presente na primeira edição da Jornada da Virada Climática da UNIFASE/FMP, o climatologista Carlos Nobre, que é uma das principais referências do assunto no país e no mundo, registrou participação nesta segunda edição em um vídeo no qual lembrou a ocorrência do desastre em 2022 e detalhou o fenômeno meteorológico incomum. “Não foi previsto por nenhum sistema meteorológico”, citou. 


Professor e pesquisador do Departamento de Geografia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Andrews José de Lucena, afirmou que Petrópolis é uma cidade complexa. “Petrópolis é uma cidade altamente urbana em áreas de montanha e nas margens dos rios. Além disso, está localizada na borda de entrada da Região Metropolitana onde há temperaturas mais elevadas. O monitoramento constante das condições climáticas é fundamental para redução dos impactos”, alertou o pesquisador da UFRRJ, Andrews José de Lucena.


Pesquisadora do Laboratório de Climatologia e Análise Ambiental (LabCAA) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Doutoranda em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Camila de Moraes Gomes Tavares chamou atenção para a negligência das leis ambientais no Brasil como um dos fatores responsáveis pelas tragédias e a necessidade de pesquisas sobre o assunto. “Petrópolis é carente em termos de pesquisa. Temos poucos trabalhos publicados sobre o clima. Podemos ser um grande exemplo para o Brasil e para o mundo. O que vamos esperar acontecer para começarmos a medir a temperatura na cidade? Ainda temos muita ausência de captação de dados”, apontou.


O cardiologista Gustavo Borges Barbirato lembrou que as mudanças climáticas impactam diretamente na saúde da população. “Há que se considerar que os efeitos são mais severos na população em situação de vulnerabilidade, já que este grupo não tem as mesmas condições que os demais de amenizar os efeitos do calor”, lembrou.

 

O público participante ficou envolvido com a temática e discutiu, junto com os especialistas, propostas para o Fórum Permanente. Rolf Dieringer, engenheiro agrônomo que há 40 anos monitora as chuvas na Região Serrana, considerou que “o maior desafio é unir ciência, corpo técnico e comunidade no trabalho em busca de soluções para reduzir os riscos e amenizar os impactos das mudanças climáticas nas cidades”. “Em 40 anos de medições, nunca tinha visto um cenário como o registrado em 2022, em Petrópolis”, finalizou.

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Estudar e aprender sobre a futura profissão é o primeiro passo para iniciar uma carreira, mas a atuação na área pode parecer algo abstrato quando você ainda não ingressou no mercado de trabalho. É por isso que ter a chance de ouvir quem já se formou e está empregado na área é importante para vislumbrar as possibilidades e entender os reais desafios da profissão. Neste sentido, a UNIFASE conta com o "Como Vai Você?", um projeto de integração entre egressos e alunos da instituição. "O 'Como Vai Você?' é estratégico para o curso de Administração porque ele traz a experiência dos nossos ex-alunos, seus erros e acertos nas carreiras, e aponta caminhos para os estudantes. Por isso, ele é fundamental para quem estuda aqui", explica Ana Auler, coordenadora do curso de Administração da UNIFASE. Neste mês, a convidada foi Camila Sadkowski, formada em Administração na UNIFASE em 2014, que retornou à universidade para a palestra "Intraempreendedorismo: dicas para crescimento profissional e construção de carreira". Hoje, ela atua como diretora de compras da Froneri nos Estados Unidos, multinacional de produção de sorvetes, que é uma joint venture (empreendimento conjunto) entre a Nestlé e a R&R Ice Cream. "Sempre tive o desejo de trabalhar numa multinacional, por isso escolhi estudar Administração na UNIFASE por ser um curso que abre muitas portas e permite a atuação em diversas áreas. A infraestrutura moderna, o corpo docente com ótimos profissionais e o apoio que a instituição dá aos estudantes foram importantes para a minha formação e me prepararam muito bem para o mercado de trabalho", comenta Camila. Seu primeiro passo na vida profissional já na área de Administração foi um estágio na GE Celma, em Petrópolis. Posteriormente, Camila foi para outra empresa, que foi decisiva para chegar até a Froneri. "Passei por todo o processo seletivo com vários candidatos e fui contratada para a função de gerente de compras no Brasil, depois da América Latina, até surgir a oportunidade de ir para os Estados Unidos, onde estou há cinco anos", recorda. Para a gerente de compras, ser curioso além da sua função, assumir problemas, buscar visibilidade, aprender rápido, entregar resultados e construir confiança e liderança são fundamentais para um bom administrador. "É preciso vontade, querer sair da zona de conforto, estudar muito para entender e dominar sua área de atuação, além de assumir que você não vai nem saber nem ter todas as respostas, então é necessário desenvolver mecanismos para saber lidar com as adversidades e os desafios que vão surgir", conclui. A trajetória de Camila ilustra as possibilidades de crescimento profissional na área, cenário que também aparece nos resultados do projeto institucional "Como Vai Você?". Em 2024, a pesquisa com egressos de Administração da UNIFASE registrou índice de empregabilidade de 96,5%. Dos 198 participantes, que representavam 84,2% dos 235 formados nos seis anos contemplados pelo levantamento, todos os 191 profissionais empregados atuavam na área de formação. Além disso, 30% dos egressos ocupavam cargos de liderança, como gerência, direção e supervisão.  Se você tem interesse em ingressar na área de Administração, as inscrições para o vestibular 2027.1 da UNIFASE já estão abertas, no site da instituição: https://www.unifase-rj.edu.br/vestibular-unifase