Inflamações recorrentes de garganta: entenda como prevenir e fortalecer o seu sistema imunológico

5 de maio de 2023
Inflamações recorrentes de garganta: entenda como prevenir e  fortalecer o seu sistema imunológico

O corpo humano é uma máquina perfeita, cheia de mistérios e muitas curiosidades que ainda não foram desvendados pela ciência. No entanto, já sabemos que apesar de ser complexo, o nosso organismo precisa de alguns cuidados especiais para que o sistema imunológico possa funcionar adequadamente, evitando o risco de infecções recorrentes, especialmente as inflamações de garganta.


“Sem dúvida, uma boa alimentação – qualitativamente – sono adequado e baixo estresse são fatores que contribuem muito para o bom funcionamento do sistema imune. Na maioria dos casos, quando a pessoa é alérgica costuma ter uma resposta imune menos eficiente que as demais. A alergia é um desvio do sistema imune que reage, de forma alérgica, a substâncias que não deveria reagir. Esse desvio pode estar associado a menor eficácia na defesa imunológica. Por isso, os alérgicos tendem a ‘gripar’ com mais facilidade, por exemplo”, destaca o médico imunologista Dr. José Luiz Rios, coordenador do curso de pós-graduação em Alergia e Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP).


O especialista explica que o tratamento da alergia com a Imunoterapia Específica (vacinas para alergia) contribui para corrigir esse “desvio imunológico” e melhorar a resposta imune do organismo. Porém, alguns pacientes ainda podem apresentar infecções de repetição, muitas vezes

infecções graves inesperadas.


“Essas pessoas devem ser avaliadas pelo especialista em alergia e imunologia, para verificar possíveis deficiências no sistema imunológico. Caso existam essas deficiências, será necessária uma abordagem especial, para que o indivíduo deixe de apresentar tantas infecções e possa ter uma vida mais saudável”, explica.


A queixa de inflamações recorrentes de garganta é uma questão muito comum nos consultórios médicos. Por isso, medidas de prevenção devem ser adotadas para que possam ajudar o organismo a combater as constantes crises.


“A maioria das pessoas que têm infecções de garganta (faringites) de repetição, respira pela boca. Se o médico examinar com atenção e inquirir adequadamente, saberá que a maioria tem entupimento nasal crônico. Muitos não percebem, porque respiram pela boca desde criança”, comenta o médico. Na maioria dos casos, as pessoas que dormem com a boca aberta ou roncam muito à noite, não conseguem respirar bem pelo nariz. Ao respirar pelo nariz – que é o correto – o ar faz várias voltinhas internas, onde ele é aquecido, pelo contato com a mucosa nasal, umedecido pela secreção nasal viscosa e filtrado pelos cílios e muco nasais, que retêm as impurezas. Só então o ar passa pela garganta e vai para os pulmões, devidamente condicionado. Essa é a principal função do nariz: condicionar o ar que respiramos. No entanto, se o nariz não funciona adequadamente, porque está entupido, devido à inflamação alérgica própria da rinite, o ar é inalado pela boca, para que se respire e o ar vai chegar à garganta, mais frio, seco e sujo do que deveria”, salienta o especialista.


No processo dessa passagem do ar frio, seco e sujo, através da garganta por horas seguidas (uma noite inteira de sono, por exemplo), é que ocorre a

agressão e o enfraquecimento dos tecidos da garganta, que ficam mais frágeis e vulneráveis à infecção por qualquer bactéria que habite naquela região.


“A dica para quem tem faringites de repetição é procurar um alergista, para que possa ser verificado se há obstrução nasal crônica e tratar a rinite alérgica, para que a pessoa passe a respirar corretamente pelo nariz. Existem várias medidas que são eficazes para tratar essa obstrução nasal. Com certeza irá diminuir muito a frequência de inflamações de garganta”, finaliza o médico.


20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
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Evento, promovido pela UNIFASE, terá debates, oficinas, ações em territórios e atividades culturais sobre mudanças climáticas
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