UNIFASE oferece novo serviço de atenção à saúde no Ambulatório de Obesidade

4 de março de 2023
UNIFASE oferece novo serviço de atenção à saúde no  Ambulatório de Obesidade

Neste sábado (4), é celebrado o Dia Mundial da Obesidade, doença que virou tema de destaque em grandes eventos ao redor do mundo, dada a sua gravidade. Um levantamento sobre o Atlas Mundial da Obesidade 2022, publicado pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation), destaca que quase 30% da população adulta do Brasil será obesa em 2030. De acordo com a pesquisa, o Brasil aparece entre os onze países onde vive a metade das mulheres com obesidade e entre os nove com a metade da população masculina obesa.


Dentro deste cenário nacional e atento às necessidades da população, o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) deu início a um projeto de atenção às pessoas obesas no município. Em outubro de 2022, o Ambulatório de Obesidade iniciou as atividades para atender obesos graves, pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40 Kg/m2.


“Durante os atendimentos realizados no serviço de nutrição do adulto/idoso do Ambulatório Escola, identificamos que mais da metade das pessoas atendidas tem obesidade, e destas, 33% com obesidade grave. Então, idealizamos um ambulatório que tivesse um olhar diferenciado para esta população. Adquirimos equipamentos capazes de realizar a avaliação antropométrica destes pacientes (balança, trenas, aparelho de bioimpedância) para prestar um atendimento humanizado e adequado. Ainda absorvemos uma demanda pequena, mas o olhar é de crescimento, dada a necessidade deste público. A meta é virar um serviço de referência no munícipio. Quando falo deste ambulatório, meu olho brilha, pois fico muito feliz de fazer parte deste projeto lindo, que ainda está em fase de desenvolvimento e expansão, mas que tem muito potencial e já está ajudando muitas pessoas”, explica a nutricionista Fernanda Muniz, coordenadora do Ambulatório de Obesidade da UNIFASE.


Os pacientes que fazem acompanhamento no Ambulatório de Obesidade são encaminhados para tratamento durante consultas realizadas no próprio Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP ou através da Rede de Saúde do Município.


“A pessoa passa por uma avaliação criteriosa, onde são identificadas condições de saúde, educação e renda, assim como hábitos de vida, atividade física e de alimentação. É realizada avaliação antropométrica, de exames laboratoriais e a análise da composição corporal por bioimpedância. Após esta avaliação, partimos para o tratamento nutricional propriamente dito, onde definiremos as melhores estratégias para promover um emagrecimento saudável e sustentável. Monitoramos os hábitos alimentares através de registro alimentar, feito pelos próprios pacientes, e reavaliações periódicas”, destaca a nutricionista.


Com o acompanhamento do Ambulatório de Obesidade, aos poucos a alimentação saudável, a prática de exercícios e uma rotina de sono diferenciada começam a fazer parte da vida dos pacientes. Os resultados começam a aparecer e são devidamente celebrados.


“Quando cheguei no Ambulatório de Obesidade, estava me sentindo muito cansada, com falta de ar e dificuldade para andar. Não tinha disposição para nada. Estava pesando 135kg. Fui bem recebida pela Dra. Fernanda, que me acolheu e me propôs um plano alimentar. Nesses cinco meses, ela tem me auxiliado, ajusta o cardápio de acordo com o que eu gosto de comer e me aconselha para manter o hábito de uma alimentação mais saudável, além da necessidade de fazer caminhada e exercícios leves. Consegui eliminar 17kg até agora. Tenho certeza de que com todo esse apoio e incentivo chegarei ao meu objetivo”, declara a vendedora, Giane Sindorf.


Existem vários fatores envolvidos no desenvolvimento da obesidade, entre eles genéticos, ambientais e comportamentais, principalmente o consumo inadequado de alimentos e sedentarismo. Atualmente, a obesidade é considerada uma doença crônica, que se dá pelo balanço energético positivo, levando ao acúmulo de gordura com consequente aumento do peso corporal.


“Cheguei receosa e com muita vergonha, pois estava muito acima do peso. Já tinha feito vários tratamentos e sempre era tratada como uma pessoa que come demais. Durante a primeira consulta, foram muitas perguntas e aos poucos fui me sentindo bem, pois me senti acolhida, tive a certeza de que eles estavam ali para me ajudar, sem julgamentos! A nutricionista montou um cardápio junto comigo, respeitando os meus gostos e me deixando à vontade, pois busca alternativas para que eu consiga realizar com mais tranquilidade o tratamento, sem a angústia de ficar com fome. Hoje, me sinto mais confiante, já consigo fazer caminhadas. Com certeza continuarei meu acompanhamento no Ambulatório de Obesidade para que venham mais vitórias no meu tratamento”, conta a professora, Daniela Caetano.


A população deve estar atenta, pois a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças crônicas, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, doenças respiratórias, doenças osteoarticulares, entre outras.


“Meu estudo no mestrado foi exatamente sobre isso. Identifiquei que quanto maior o peso, maior o número de doenças associadas. Os padrões de doenças mais comumente associados com o aumento do peso corporal foram os das doenças cardiometabólicas e osteoarticulares. Geralmente, os pacientes estão na faixa etária entre os 20 e os 59 anos. Uma das nossas metas no Ambulatório de Obesidade é estabelecer uma parceria com a psicologia, pois consideramos o acompanhamento psicológico muito importante para o sucesso do tratamento”, finaliza Fernanda Muniz, coordenadora do Ambulatório de Obesidade da UNIFASE.

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.