Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP é reconhecido pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência em Glaucoma

26 de maio de 2025
Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP é reconhecido pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência em Glaucoma

Atendimento é feito pelo SUS e inclui consultas, exames e tratamento clínico da doença

Petrópolis acaba de ganhar um novo Centro de Referência em Glaucoma. O Ambulatório Escola do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto e da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) foi habilitado pelo Ministério da Saúde e, agora, além das consultas, oferece exames e o tratamento clínico do paciente com glaucoma, tudo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes são encaminhados pela Central de Regulação do Município. Uma vez regulados para o Ambulatório Escola, a primeira consulta é agendada e o paciente que ainda não recebe atendimento em nenhuma unidade passa a ser acompanhado pela equipe do ambulatório.


 "A habilitação do Centro de Referência em Glaucoma pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Saúde de Petrópolis chancela o trabalho que estamos desenvolvendo e amplia os serviços à população assistida pelo Sistema Único de Saúde. Agora, fazemos a triagem, o diagnóstico, o tratamento e todo o acompanhamento dos pacientes. Contribuir para uma melhoria tão significativa à saúde da população reforça nosso compromisso com as pessoas, com o SUS e com a excelência na formação de nossos alunos", comenta a reitora da UNIFASE/FMP, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves. 

Professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis, a oftalmologista Patrícia Pachá é responsável pelo Serviço de Oftalmologia e coordenadora do Centro de Referência em Glaucoma do Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP. Ela explica que o glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico e leva à perda progressiva da visão.

“É a principal causa de cegueira irreversível no mundo. É uma doença multifatorial, controlável e tratável, desde que seja diagnosticada de maneira precoce. Isso porque causa lesões nas fibras nervosas da retina e do nervo óptico, que é responsável pela condução da visão até o cérebro . A pessoa, então, vai perdendo campo de visão de forma gradativa e silenciosa. Como a doença não causa dor, as lesões passam despercebidas e, uma vez estabelecidas, são irreversíveis”, detalha.

O aposentado Luís Carlos Müller tem um caso de glaucoma na família e desde então faz o acompanhamento com os exames periódicos. “Meu pai teve glaucoma e, por isso, procuro estar com os exames em dia. Desta vez, a médica notou uma alteração no meu exame, por isso vim fazer uma avaliação mais específica. Estou com suspeita de glaucoma e já fiz aqui no Ambulatório Escola todos os exames necessários”, disse ele, em seu primeiro atendimento no Centro de Referência em Glaucoma.

Inaugurado em 1998, o serviço de Oftalmologia do AMBE, agora habilitado pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência em Glaucoma, conta com três consultórios para atendimentos simultâneos em oftalmologia geral, além de salas equipadas para a realização de exames de alta complexidade como paquimetria, campo visual, OCT e retinografia. Uma parte dos equipamentos foi adquirida por meio de parceria com o Lions Clube Petrópolis, Centro, Quitandinha e Itaipava, que, em 2020, submeteu, o projeto à Fundação Lions Internacional e garantiu recursos para a compra dos equipamentos de diagnóstico.

De acordo com o oftalmologista e professor da Faculdade Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) André Luiz Rodrigues Ribeiro, é imprescindível que a população faça os exames de rotina. “Existem várias doenças oftalmológicas que são silenciosas. Uma delas é o glaucoma, que é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. O diagnóstico é feito por meio de exames, aqui mesmo no AMBE. Uma vez diagnosticado, o paciente passa a fazer o acompanhamento no próprio Centro de Referência, e nós determinamos o tratamento e a periodicidade das consultas, dependendo da gravidade da doença”, ressalta o médico, lembrando que, como centro de referência, também garantimos a dispensação das medicações, sem custo para o paciente.

Patrícia Pachá lembra que o ambulatório conta com sistema de prontuário eletrônico, com exames interligados diretamente aos computadores dos consultórios, o que garante mais agilidade no atendimento, maior segurança no armazenamento das informações dos pacientes e proporciona uma rica base de dados para fins acadêmicos. “O reconhecimento do Ministério da Saúde é um passo importante para o diagnóstico precoce e o controle eficaz da doença em Petrópolis”, frisa.


Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

Nesta segunda-feira, dia 26 de maio, foi instituído pela Lei n° 10.456/2002 o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A data tem o objetivo de chamar a atenção para a importância do acompanhamento oftalmológico adequado como forma de prevenir e tratar a doença.

“Estamos falando de uma doença silenciosa e que é tratável, com bom resultado, desde que diagnosticada de forma precoce. A estimativa é que cerca de 61 milhões de pessoas sejam afetadas por glaucoma no mundo, e 30% delas desconhecem que têm a doença. Projeções da Associação Internacional de Prevenção à Cegueira indicam que, até 2040, teremos aproximadamente 111,8 milhões de pessoas com glaucoma em todo o mundo. Por isso é relevante fazer programas visando a identificação da doença e a propagação de informação. No Brasil, mais ou menos 1 milhão de pessoas correm o risco de perder a visão pelo glaucoma. Então é fundamental ampliar as ações de conscientização e sensibilização da população sobre a importância da avaliação regular do médico oftalmologista. Esta data é uma forma de chamar atenção para esse tema tão relevante”, diz Patrícia Pachá.


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Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
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