UNIFASE/FMP marca presença no XVIII Congresso Latino-Americano de Medicina Social e Saúde Coletiva

11 de julho de 2025
UNIFASE/FMP marca presença no XVIII Congresso Latino-Americano de Medicina Social e Saúde Coletiva

O evento ocorre a cada dois anos, de forma rotativa, pelos países latino-americanos, e dessa vez será realizado no Brasil

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto e a Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) participarão do XVIII Congresso Latino-Americano de Medicina Social e Saúde Coletiva, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de agosto, no campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O evento, considerado um dos mais importantes fóruns da saúde coletiva na América Latina, é promovido pela Associação Latino-Americana de Medicina Social (Alames), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).


Com o tema “Por democracia, direitos sociais e saúde: retomando o caminho da determinação social e da soberania dos povos”, o congresso reunirá pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes e lideranças sociais de diversos países do continente, com o objetivo de refletir sobre os desafios atuais e futuros das políticas de saúde pública na América Latina. A UNIFASE/FMP vai contribuir para esse debate com projetos que aliam conhecimento científico, sensibilidade social e atuação direta nas comunidades.


“A participação da UNIFASE/FMP no congresso estimula a cultura de submissão de trabalhos, escrita científica e a apresentação de trabalhos. Além disso, promove a visibilidade institucional e abertura de diálogo com diversas instâncias governamentais, acadêmicas e da sociedade civil. Consolida, ainda, nossa identidade acadêmica alinhada aos princípios da saúde coletiva crítica latino-americana, com ênfase em determinantes sociais da saúde, equidade, justiça social e políticas públicas”, falou Esther Takamori, Coordenadora de Pesquisa da UNIFASE/FMP.


Os eixos temáticos do evento abrangem os temas: capitalismo e saúde, soberania e descolonização da saúde, direitos sociais e equidade na saúde, saúde e democracia, determinação social da saúde e políticas de modelos de cuidado. Através de projetos de extensão universitária, pesquisa aplicada e relatos de experiências de campo, alunos e docentes da UNIFASE/FMP vão apresentar trabalhos desenvolvidos junto às comunidades de Petrópolis, muitos deles em contextos de alta vulnerabilidade social. Entre eles, estão experiências voltadas para a promoção da saúde do idoso, educação popular em saúde bucal e pesquisas sobre hábitos alimentares de crianças da educação infantil, entre outras iniciativas.


“Ao vivenciar esse espaço de trocas com especialistas, estudantes, gestores e movimentos sociais de toda a América Latina, as alunas podem ampliar seus repertórios teórico-prático, fortalecendo o compromisso com a saúde coletiva e com a construção de sistemas de saúde mais justos e inclusivos. Trata-se de uma experiência que transcende os muros da universidade, reafirmando o papel do estudante como sujeito ativo na luta por políticas públicas efetivas e por um mundo mais solidário e igualitário”, salientou a professora Gleicielly Braga, docente de Extensão da UNIFASE/FMP, que vai apresentar dois trabalhos no congresso. Afeto e Coletividade em ação: A prática extensionista como aprendizado coparticipativo, com a aluna do curso de Medicina, Camille Ramalho Fonteneles; e Descolonização do cuidado em saúde: Prática Extensionista no Quilombo Boa Esperança, com a aluna de Psicologia, Andressa Cristina Englet Jeronimo Soares.


A presença da UNIFASE/FMP em um congresso deste porte evidencia a relevância das instituições de ensino superior na construção de políticas públicas de saúde mais justas, inclusivas e baseadas em evidências sociais e científicas. Para os estudantes, é uma oportunidade ímpar de vivenciar o diálogo entre teoria e prática, compartilhando experiências com profissionais e acadêmicos de toda a América Latina, como relata Esther Takamori.



“A participação dos nossos alunos e professores no congresso pode facilitar o estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais e a participação em projetos interinstitucionais e interdisciplinares. O aprendizado adquirido por meio das interações que se darão no congresso, também, será de grande relevância para o desenvolvimento pessoal e profissional dos nossos alunos”, ressaltou ela.

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Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
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