Alunos de Nutrição da UNIFASE desenvolvem produtos inovadores com ingredientes que resgatam a cultura afrodescendente

14 de novembro de 2025
Alunos de Nutrição da UNIFASE desenvolvem produtos inovadores com ingredientes que resgatam a cultura afrodescendente

Além de desenvolverem opções saudáveis, os estudantes criaram suas marcas e elaboraram embalagens sustentáveis para os alimentos

A demanda por alimentos saudáveis aumentou consideravelmente nos últimos anos, tornando-se um mercado em expansão e uma possibilidade de empreendedorismo para pessoas que trabalham em áreas ligadas à alimentação. Pensando nisso, o Projeto Integrado da Nutrição (PIN) do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) desafiou os alunos do 4º período a criar um produto inovador, sustentável e saudável, junto a um plano de negócios.


"É um projeto que permite ao aluno desenvolver a competência para trabalhar com a inovação na área de alimentos, que ainda é uma área difícil de ser ocupada, de fato, pelo nutricionista, e engloba o desenvolvimento de novos produtos, voltados para a saúde, nutrição e acesso ao alimento. A proposta é que a gente trabalhe o empreendedorismo dos alunos durante a formação", explica a professora Thaise Gasser, coordenadora do curso de Nutrição da UNIFASE.


Neste semestre, o tema escolhido foi a cozinha ancestral, utilizando ingredientes que resgatam a cultura afrodescendente. Para isso, os alunos fizeram uma visita técnica ao Quilombo Boa Esperança, em Areal, onde a instituição desenvolve um projeto de extensão. "Estivemos no Quilombo para conversar com a comunidade, aprender o que eles consomem e saber como é o seu dia a dia. A partir desse diagnóstico de campo, uma equipe multiprofissional trabalhou com a ideia do projeto na questão sustentável, saudável e funcional, não esquecendo a parte do custo, produção, e como manter esses ingredientes na receita que escolhemos", destaca Cristiane de Albuquerque Mello, professora do curso de Nutrição da UNIFASE.


A partir daí, os alunos desenvolveram os mais diversos alimentos, que podem ser consumidos como lanche ou sobremesa, indo de um biscoito de pé de moleque, muffin de banana da terra com farinha de amendoim, brigadeiros sem lactose de canjica e de banana, geleia de jiló até um pudim da mata feito com mandioca.


"A proposta era criar um produto que resgatasse a cultura afrodescendente, utilizando ingredientes que temos aqui também. Baseados nisso, fizemos uma visita ao Quilombo Boa Esperança, onde fomos muito bem acolhidos e pudemos ver esse resgate da cultura. Lá, eles plantam o que comem e vivem dessa renda", comenta Raquel Wayand, aluna do 4º período de Nutrição da UNIFASE, que criou a marca "Dengo" para o PIN. "Em pesquisas, vimos que a palavra 'Dengo' tem origem africana e significa 'doçura', e como a gente quis fazer uma sobremesa utilizando a mandioca, assim surgiu o pudim da mata", acrescenta. Junto a outras três alunas, ela criou o pudim da mata sem glúten, que leva ainda rapadura, trazida do Quilombo de Areal, e leite de coco em sua receita.


O aluno Luiz Felipe Pereira e seu grupo também aproveitaram a visita para comprar um ingrediente que foi usado na criação do "Afro Fit - Bem Muleke", um biscoito de pé de moleque, feito com farinhas integrais e biomassa de banana verde, recheado com creme de pasta de amendoim. "Nós utilizamos ingredientes que remetessem diretamente à cultura afro-brasileira como o amendoim e o melado de cana, que foi comprado na nossa ida ao Quilombo. Essa experiência nos mostrou que todo o conhecimento que adquirimos no início do curso fez toda a diferença e contribuiu muito para o que realizamos agora", analisa.


Os estudantes apresentaram a ficha técnica com as informações nutricionais, o modo e as informações de preparo, análises físico-químicas realizadas no laboratório da universidade para controle de qualidade, testes sensoriais, além das etapas de marketing e empreendedorismo, incluindo análise SWOT e Matriz BCG, público-alvo, plano operacional, modelo de negócio, viabilidade e estratégias de comercialização. O PIN conta com a participação de professores do curso de Administração da UNIFASE, que avaliaram os diferenciais de cada produto, as estratégias adotadas por cada marca, assim como os logotipos criados e as embalagens sustentáveis usadas.


"Com a integração de diferentes profissionais, os alunos têm a oportunidade de criar um produto ainda mais completo. Eles saem da UNIFASE com uma experiência mais rica por ter essa convivência com outras áreas, formando profissionais diferenciados no mercado", observa a professora Caroline Geoffroy, docente do curso de Nutrição da UNIFASE e membro gestora da Cantina Escola da instituição.


A experiência também mostra mais uma possibilidade de carreira aos alunos, que desde a graduação já contam com disciplinas de gestão de negócios na grade curricular. "Isso é importante porque uma das possibilidades de carreira em Petrópolis, especificamente, é nessa área do empreendedorismo na área de alimentos. A cidade tem uma imagem muito forte ligada à gastronomia, com várias empresas tradicionais e conhecidas nesse setor. Explorar essa possibilidade e dar ferramentas para o aluno poder empreender nessa área é extremamente importante para que a cidade e o mercado absorvam essa qualidade dos produtos de Petrópolis", conclui o professor José Ferrari, docente do curso de Administração da UNIFASE.


6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.