Se formou em medicina? Conheça 4 especializações para a área

8 de novembro de 2022
Se formou em medicina? Conheça 4 especializações para a área

A medicina é uma das carreiras mais promissoras das Ciências da Saúde, pelo interesse numa profissão sólida e bem remunerada ou também pelo exercício de uma vocação humana e social, de cuidar das pessoas. Fazer uma especialização em medicina pode ser um passo tão importante quanto concluir a graduação, ou o momento de disputar uma vaga no mercado de trabalho.

Hoje, as especializações vão afunilando o perfil dos profissionais que cabem em projetos institucionais, programas de governo, espaço empreendedores na área de saúde ou mesmo para que o médico possa criar seu nicho de mercado.

Vamos conversar aqui nesse artigo sobre a importância de dar esse passo na escolha de uma especialização em medicina, algumas especializações oferecidas pela Unifase e o que pensar na hora de decidir. 

Boa leitura!

Já sabe como escolher a especialização em medicina?

Agora que você já concluiu a sua graduação, que tal pensar em qual especialização em medicina seu perfil mais se adequa? Atualmente existem 55 especialidades médicas e 59 áreas de atuação no campo da Medicina . Geralmente alguma delas vai sendo experimentada nos últimos dois anos do curso de Ciências Médicas.

Independente da escolha por uma especialização, todo estudante de Ciências Médicas recebe o título de bacharelado e pode trabalhar como clínico geral em organizações de saúde.

A especialização exige regulamentação específica de acordo com a especialidade escolhida, que geralmente obriga cursos com mais de dois anos de estudos. É importante antes de decidir escolher bem qual faculdade cursar, avaliar se ela possui certificados e autorização do Ministério da Educação, conhecer pessoas que já fizeram o curso desejado por você e qual a perspectiva ao final dos estudos. 

Quais as vantagens em fazer uma pós-graduação na área da saúde?

O profissional de medicina que escolhe fazer uma especialização em medicina ou pós-graduação na área de saúde está, primeiramente, escolhendo se qualificar e melhorar seu exercício profissional, o que exige ampliar conhecimentos.

Para o mercado de trabalho que está sempre em atualização,  receber um profissional pós graduado na área de saúde é um diferencial importante. Este especialista vai garantir mais confiança tanto aos pacientes quanto à equipe assistencial. E a instituição ou unidade de saúde vai ter à disposição um profissional de referência que pode contribuir com o trabalho de toda equipe multidisciplinar.

Adquirir mais habilidade cursando uma especialização em medicina também amplia oportunidades de trabalho, sobretudo em áreas de gestão que necessitam de profissionais com experiência e também conhecimento atualizado. A remuneração salarial também é beneficiada, sobretudo se o profissional é servidor público ou integra programas de gratificação salarial.

 

Conheça alguns dos cursos oferecidos pela Unifase

Especialização em psicologia do esporte 

Nesta pós-graduação o profissional, em 14 meses, sai capacitado para lidar com o entendimento dos fatores psicológicos que condicionam o desempenho físico dos esportistas e colabora em técnicas da saúde mental para contribuir com o aumento da potência física.

É uma especialização em medicina das áreas da saúde considerada nova e contemporânea, que cresceu no período da pandemia relacionada com as dificuldades do rendimento de atletas. O especialista na área de psicologia do esporte é pautado por conteúdos da neuropsicologia, e que envolve técnicas de intervenção adequadas na reabilitação psicológica, neurais, cognitivas de atletas em suas metas de desempenho. E vai além também na relação do atleta com seus projetos futuros fora da área do esporte, a relação emocional com equipes técnicas e familiares.

 

Especialização em ortodontia 

O objetivo desta pós-graduação é preparar os profissionais de saúde para o diagnóstico, a identificação de fatores de risco e prognósticos e o estabelecimento de protocolos terapêuticos baseados em evidências científicas para a prevenção e tratamento de desarmonias dento-alveolares e esqueléticas responsáveis pelo desenvolvimento das diferentes classes de má oclusão.

O curso, com 36 meses de duração, tem o diferencial de promover a associação da formação ortodôntica clássica com a inovação tecnológica na área, além de uso de ferramentas para execução de tratamentos ortodônticos dento-faciais, de forma interativa em ambientes teóricos, laboratoriais e clínicos.

O especialista em ortodontia está habilitado para planejar o tratamento completo de má oclusão, com melhor uso de materiais disponíveis no mercado para o diagnóstico mais correto e tratamento que corrija ou previna outros agravos e desarmonias da saúde dentofacial.

 

Pós graduação lato sensu em dermatologia

Esta é uma especialização em medicina direcionada para os médicos como público-alvo. E tem como objetivo preparar os profissionais para diagnosticar e tratar doenças da pele, cabelos, unhas e mucosas visíveis. O curso tem 36 meses de duração e inclui subáreas de atuação: Dermatologia pediátrica, Dermatologia sanitária, Imunossupressores e Imunobiológicos. 

O profissional de medicina com especialização na área de dermatologia pode atender em consultórios direcionados para a assistência em doenças dermatológicas e, ao final do curso, recebe titulação de especialista aprovada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

 

Pós graduação lato sensu em nutrição esportiva e estética  

Aqui, o objetivo da pós-graduação é ter o foco do trabalho em saúde direcionado para pessoas que atuam na prática esportiva (atletas ou correlatos) com conhecimentos adaptados às demandas do mercado. O curso tem duração de 400 horas que são concluídas no tempo de 15 meses.

O conhecimento prático-científico do profissional pós-graduado na área de nutrição esportiva e estética ganha relevância ao desenvolver estudos sobre o bem-estar físico, mental, o condicionamento físico e estético, a partir de aspectos fisiológicos e bioquímicos que são ativados na prática esportiva, e que inclui a alimentação e suplementos nutricionais.

Saiba como ingressar na Unifase

Se você está interessado em ingressar em um dos cursos da Unifase, o Vestibular 2023 está com inscrições abertas. A participação é online, a partir do edital de publicação de vagas por curso. As provas são online, com aproveitamento da nota do Enem até 48 horas após a inscrição. O resultado é divulgado em até 72 horas após a conclusão do processo seletivo e a matrícula pode ser feita em até 5 dias após o resultado.

Pessoas que ainda não terminaram o Ensino Médio podem participar do vestibular, porém,  o resultado só é válido durante um ano. Em caso de aprovação, o aluno poderá realizar a reserva de sua vaga para um momento posterior à conclusão do Ensino Médio, desde que o seu ingresso na faculdade não ultrapasse o prazo de um ano estabelecido, que passa a ser contado a partir da data do vestibular.

Quem já tem diploma de graduação e deseja estudar um novo curso terá um desconto de 30% nas mensalidades. Exceto para os cursos de Odontologia e Medicina.

Inscreva-se agora no Vestibular 2023 da Unifase e mude seu futuro!

 

6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.