Carreira internacional na Alemanha é uma das possibilidades para enfermeiros brasileiros

30 de setembro de 2022
Carreira internacional na Alemanha é uma das possibilidades para enfermeiros brasileiros

Ao ingressar em um curso de nível superior, muitas possibilidades se apresentam. A construção de uma sólida carreira se dá por meio de muita dedicação aos estudos, pesquisa, integração e compartilhamento de ideias. Assim aconteceu com a então estudante de enfermagem petropolitana Jéssica Bilheiro. O sonho de se dedicar à área de enfermagem a levou a desbravar novos horizontes, inclusive com a proposta de sair do Brasil e começar sua trajetória profissional na Europa.

“Eu fiquei sabendo do processo seletivo para enfermeiros atuarem na Alemanha através das redes sociais. Assim que me formei, ingressei no processo seletivo para trabalhar na Alemanha. Atualmente, eu moro no leste da Alemanha, na cidade de Dresden, que fica a mais ou menos uma hora e meia de Berlim. Sou enfermeira bacharel e licenciada e trabalho em um hospital de neuro habilitação na fase b”, conta a egressa formada em 2018 no curso de Enfermagem da UNIFASE, Jéssica Bilheiro.

Seguindo a carreira na Europa, Jéssica compartilha também algumas curiosidades sobre as diferenças da atuação profissional no Brasil e na Alemanha. Além disso, um ingrediente que ela indica como essencial para os profissionais que desejam atuar fora do país é a perseverança durante as etapas do processo seletivo.

“O meu processo de validação do diploma foi auxiliado pela ZAV, uma agência de emprego alemã, junto com o hospital contratante. Eles fazem todo esse processo de comunicação e assumem a parte de documentação, o que foi muito bom, pois eu pude focar no que cabia a mim, que era estudar a língua e focar nas matérias sobre a profissão para fazer as provas de revalidação. É um processo extenso, que levou mais de um ano. Recentemente, a ZAV fez um convênio com o COFEN, que gerencia e auxilia os enfermeiros brasileiros a irem para Alemanha, para atuar de forma mais segura, porque cada hospital contratante tem uma realidade e exigências distintas. A formação do enfermeiro na Alemanha é completamente diferente da brasileira. Eu diria que a principal diferença está na forma de atuação, pois na Alemanha é 100% na beira do leito, de forma assistencial, enquanto no Brasil a atuação profissional do enfermeiro é dividida  com a gerência”, explica.

Quatro anos após a formação acadêmica, Jéssica veio ao Brasil passar férias com a família e retornou ao campus da UNIFASE para rever os professores e compartilhar as experiências adquiridas na Alemanha. A visita da enfermeira faz parte do Projeto institucional “Como vai você?”, uma iniciativa da UNIFASE que convida os egressos de diversos cursos para que possam conversar com os atuais estudantes sobre as possibilidades de atuação profissional dentro e fora do país.

“O sentimento de retornar ao campus é de muita alegria. Poder reencontrar professores queridos e ter tanto carinho envolvido na minha formação é realmente especial. A minha relação com a faculdade continuou através do contato com alguns professores nas redes sociais. Aqui, além de ter tido acesso a uma formação exemplar, também contei com todo o suporte depois de formada, pois precisei de muitos documentos específicos durante o processo seletivo e tive o auxílio da faculdade para passar com êxito. O que mais me marcou no meu processo de formação na UNIFASE foi o contato próximo com os professores e a possibilidade da prática de pesquisa e iniciação científica. Certamente, foram diferenciais que me ajudaram a conseguir desbravar novos mundos também no pós-faculdade”, comenta.

Sempre atentos ao mercado de trabalho, os professores da UNIFASE buscam manter a proximidade com os ex-alunos exatamente como forma de estimular os acadêmicos que estão no processo de formação profissional. Indicar novos caminhos e apresentar as diversas possibilidades de atuação dentro da carreira são prioridades para a instituição de ensino.

“O projeto Como vai você? faz essa conexão entre os nossos alunos e o mercado de trabalho. A experiência dos nossos egressos é uma forma de incentivar os que ainda estão trilhando esse caminho de formação. A fala de um egresso é muito importante, porque incentiva, estimula e reforça como o enfermeiro pode atuar em diferentes áreas não só no Brasil, mas também no cenário internacional. Temos ex-alunos que estão atuando nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha etc. Nesses 20 anos de cursos, é fundamental trazermos a fala dos egressos para contarem suas experiências e como estão explorando o universo com várias possibilidades de atuação do enfermeiro”, destaca a professora Isabelle Geoffroy, coordenadora do curso de Enfermagem da UNIFASE.

Para a professora Luzimar, que acompanhou de perto o processo de formação da Jéssica, também é motivo de muito orgulho saber que a profissional está desbravando novos horizontes dentro da profissão.

“É uma oportunidade de crescimento profissional que não é só no Brasil, mas em vários países, com a possibilidade de reconhecimento e valorização profissional. Nossos alunos se capacitam para que possam atuar dentro da área de atendimento aos pacientes de vários níveis de complexidade, de especialidade. Nós estamos muito felizes por participar desse processo, promovendo um ensino de qualidade e excelência que garante a possibilidade dos nossos profissionais saírem do país com uma estrutura de formação bem aceita. É um orgulho absurdo receber a Jéssica e divulgar o que ela vem fazendo numa unidade semi-intensiva na Alemanha, país que ela escolheu para seguir com a vida profissional”, finaliza Luzimar Borba Paim, professora do curso de Enfermagem da UNIFASE.

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.