ARTIGO – 60 anos de Psicologia no Brasil

27 de agosto de 2022
ARTIGO – 60 anos de Psicologia no Brasil

Rovena Lopes Paranhos –  Psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da UNIFASE.

Reconhecida como profissão no país em 1962, a Psicologia completa, neste ano de 2022, 60 anos de uma trajetória repleta de avanços. De início tímido, embora conseguindo responder às demandas da sociedade brasileira do início dos anos 60, a profissão se dedicou às áreas clínica, escolar e do trabalho. Acompanhando o desenvolvimento experimentado pelo país, sobretudo a partir da década de 90, novas áreas de atuação foram sendo estabelecidas e, hoje, já são reconhecidas as seguintes áreas especializadas:  Psicologia Escolar e Educacional; a Psicologia Organizacional e do Trabalho; Psicologia de Tráfego; Psicologia Jurídica; Psicologia do Esporte; Psicologia Clínica; Psicologia Hospitalar; Psicopedagogia; Psicomotricidade; Psicologia Social; Neuropsicologia; Psicologia em Saúde; Avaliação Psicológica.

Par e passo a essa expressiva expansão, há a serem destacados os avanços que se conseguiu imprimir, ao longo dessas seis décadas, em relação à obrigatoriedade da presença de psicólogos(as) em setores decisivos da nossa sociedade, tais como, a justiça, a saúde e, mais recentemente, a educação. Com o objetivo de organizar e construir de forma coletiva a Psicologia Brasileira, o Fórum de Entidades Nacionais de Psicologia é instituído já ao final da década de 90 e hoje já conta com mais de 25 entidades associadas, que promovem o desenvolvimento organizado da Psicologia como ciência e como profissão.

Dentre essas entidades, dignos de nota são os avanços evidenciados pela expansão e qualificação do sistema que fiscaliza, acompanha e orienta o exercício profissional em todo o território nacional, estruturado a partir do Conselho Federal de Psicologia e dos 24 conselhos regionais a ele associados. Permanentemente atuante, esse sistema, para além da salvaguarda dos aspectos éticos do exercício profissional e dos direitos humanos, mantém o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos, garantindo a adequação das medidas psicométricas à população brasileira; desenvolve e atualiza referências técnicas para orientação da atuação profissional através do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas, bem como mantém publicações científicas que contribuem para a atualização dos conhecimentos em Psicologia.

Acompanhar essa expansão evolutiva requer que igual caminho seja empreendido para a formação de psicólogos(as) e, à tarefa de discutir, criticar e atualizar essa formação, tem se dedicado a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia, em mais de suas duas décadas de atividades ininterruptas. Revisitando, avaliando e fazendo avançar os caminhos da formação, a Associação cumpre um papel desafiador quando se tem em conta as diversidades humanas e sociais desse Brasil continente.

Consciente acerca dessas seis décadas de significativos avanços da Psicologia e consciente acerca da necessidade de integração cada vez mais eficiente, eficaz e efetiva dos saberes da Psicologia aos saberes das demais profissões da saúde, a UNIFASE nesses últimos seis anos se dedicou à implantação e desenvolvimento de um Curso de Psicologia inovador, arrojado e que forma psicólogos(as) aptos à atuação profissional, ao ensino e à pesquisa.

No campo da atuação profissional, o curso está estruturado a partir de seis ênfases específicas que são a clínica, a educação, a gestão, a avaliação psicológica, a prevenção e promoção de saúde e a investigação científica. No campo do ensino, oferece uma formação pedagógica complementar, a Licenciatura em Psicologia, que capacita o profissional para o ensino de Psicologia na educação básica, no nível médio, em cursos profissionalizantes e técnicos, em contextos de educação informal. No campo da pesquisa, incentiva e promove pesquisas interdisciplinares e multiprofissionais.

Com um currículo organizado por competências, o curso garante uma formação integrada, onde o aprendizado se dá pela aquisição de conhecimentos técnico-científicos e pelo desenvolvimento de habilidades e atitudes próprias ao exercício da profissão. Utilizando metodologias ativas de ensino, laboratórios especializados e práticas em cenários reais e simulados, o currículo permite a união de teoria e prática em todo seu transcurso. Merece destaque o Serviço de Psicologia Aplicada, credenciado pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro para a prestação de atendimentos clínicos, escolares, de gestão, de avaliação psicológica, de prevenção e promoção da saúde, de pesquisa e de plantão psicológico.

Todos esses diferenciais foram determinantes para que o Ministério da Educação conferisse nota máxima ao Curso de Psicologia da UNIFASE, o que o coloca entre os poucos cursos do país com essa classificação, refletindo em seus 6 anos de existência os 60 anos de avanços da Psicologia no país.

 

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.