Medicina: o vestibular mais concorrido no Brasil

25 de agosto de 2022
Medicina: o vestibular mais concorrido no Brasil

Profissão oferece diversos cenários de atuação e futuro promissor no mercado de trabalho.

A medicina é uma profissão muito admirada na sociedade e se mantém ao longo da história como a primeira opção de um grande sonho para muitos jovens que desejam seguir carreira na prática de atenção e cuidado à saúde. No Brasil, o curso segue há décadas como o mais disputado nos vestibulares. Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a Medicina ocupa o primeiro lugar entre as 48 melhores profissões de nível superior analisadas. Quando o assunto é salário, empregabilidade e previdência, a formação médica se destaca e atrai quem deseja ingressar no mercado de trabalho assim que adquirir o tão sonhado diploma.

“Opostamente ao que ocorre em diversas profissões, a área médica cresce na procura por conta da garantia de emprego ao se formar, desde a atenção básica à atenção especializada. A Medicina de Família e Comunidade é uma área com grande mercado empregador. Muitos formandos buscam também a especialização nas áreas tecnológicas da medicina, voltadas para exames complementares e para a realização de procedimentos cirúrgicos sofisticados, pois financeiramente geram maior ganho em menor espaço de tempo”, destaca Paulo Klingelhoefer de Sá, coordenador do curso de Medicina da UNIFASE/FMP.

O mercado de trabalho para o médico é diversificado e oferece um amplo cenário de atuação, com boas oportunidades de emprego em hospitais, clínicas, clubes, centros de pesquisa e no serviço público. Sendo uma área tão promissora, os estudantes buscam a garantia de uma faculdade que invista na construção do conhecimento e na formação de excelência dos futuros profissionais. Assim, a Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) atrai tantos jovens, de diferentes estados do país, interessados em construir uma sólida carreira na área médica.

O Campus da UNIFASE/FMP está situado em um terreno de 85 mil m², cercado pela Mata Atlântica e próximo ao Centro Histórico de Petrópolis, um convite para os estudos e para quem preza pela qualidade de vida universitária. Foto: Divulgação

“Entre todas as minhas opções, vi que na Faculdade de Medicina de Petrópolis eu teria uma boa oportunidade para realizar o meu sonho, tendo contato com ótimos professores, uma boa estrutura, além de um campus lindo que contribui para tornar essa jornada mais especial”, destaca a aluna Isabella Soares.

Desde o primeiro período do curso, os estudantes de Medicina são inseridos no dia a dia da prática médica. Na foto, a aluna, Isabella Soares, natural de João Pessoa (PB), está na maternidade do Hospital de Ensino Alcides Carneiro. Foto: Arquivo pessoal

Há mais de 50 anos, a Faculdade de Medicina de Petrópolis se destaca na formação de excelentes profissionais, que atuam em diferentes estados brasileiros, inclusive com reconhecimento em atividades profissionais sendo desenvolvidas em outros países.

“A formação na FMP foi um período muito importante e decisivo, pois as matérias que compõem os ciclos básico e clínico, que são a base da Medicina, foram fundamentais para a construção de uma carreira sólida na área médica. Durante os estudos, fui monitor de anatomia e participei da Liga Acadêmica de Clínica Cirúrgica da FMP. Após a graduação, passei para a residência em Cirurgia Geral e, em seguida, fiz a especialização em Cirurgia Plástica no Instituto Ivo Pitanguy (RJ). Hoje, atuo na área de cirurgia estética e reparadora. Sou muito feliz e realizado no exercício da minha profissão”, conta Álvaro Daher, cirurgião plástico, formado em 2011 na Faculdade de Medicina de Petrópolis, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

No Centro de Simulação Realística da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) são utilizados robôs que respondem como um ser humano às ações praticadas, permitindo que os alunos realizem procedimentos muito próximos à realidade. Foto: Divulgação

Um grande diferencial durante o período de formação acadêmica está em vivenciar o conhecimento teórico, abordado a partir do que se tem de mais consolidado pela ciência, com experiências práticas em modernos laboratórios e diferentes cenários de atuação.

“A medicina do futuro combina alta tecnologia, robotização de técnicas e procedimentos médicos e telemedicina, todos intermediados por forte aparato de Tecnologia da Informação. Porém, ainda que toda a tecnologia esteja transformando profundamente a atenção à saúde, um elemento crucial na prática profissional é justamente aquilo que a tecnologia não é capaz de prever e intervir, a subjetividade humana, o aspecto sutil da vida humana que integra todos os macrodeterminantes em saúde em um único ser em interação com o ambiente e a sociedade. Dessa forma, o médico do futuro terá que reunir o domínio tecnológico com a visão integral do ser humano, unindo tecnologia e subjetividade na direção do verdadeiro cuidado à saúde. As áreas de Medicina de Família e de Urgência/Emergência ainda seguem como as mais demandadas no mercado”, enfatiza o coordenador do curso de Medicina da UNIFASE/FMP.

Desde 2021, a Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), através do Ambulatório Escola e das Equipes de Saúde da Família próprias da instituição, conta com a tecnologia de telematriciamento, teleinterconsulta e da teleconsulta acompanhando o movimento mundial de redefinição das estratégias mais adequadas para ampliar a acessibilidade da população à saúde. Foto: Divulgação

Projetos de extensão, culturais e de inserção comunitária, também fazem parte da vida acadêmica na UNIFASE/FMP. Os alunos participam da rotina de atendimentos em Unidades de Saúde da Família próprias da instituição e inseridas na rede pública de saúde, além do Hospital de Ensino Alcides Carneiro, referência em qualidade de atendimento na Região Serrana do Rio de Janeiro, o Departamento de Doenças Infectoparasitárias, o Ambulatório-Escola próprio e variadas unidades assistenciais em parceria com os setores público e privado.

No Hospital de Ensino Alcides Carneiro, os estudantes de Medicina da UNIFASE/FMP vivenciam a prática médica, supervisionados por professores de diversas especialidades, inclusive na UTI Neonatal, referência de qualidade na Região Serrana do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

“Mesmo tendo que me mudar para outro estado, escolhi a UNIFASE/FMP para cursar Medicina, pois acredito que vale me esforçar para estudar em uma faculdade que no dia a dia supera as minhas expectativas. A infraestrutura oferecida é um grande diferencial, pois não limita o aprendizado dos alunos apenas às salas de aula. Além disso, o corpo docente é extremamente experiente e o campus é muito acolhedor”, explica Maria Clara Noel, aluna do 3° período de medicina da UNIFASE/FMP.

 

A mineira Maria Clara destaca a beleza e a segurança da Cidade Imperial também foram fatores importantes na sua escolha.  Foto: Arquivo pessoal.

O compromisso com o ensino atualizado e de excelência coloca a UNIFASE/FMP em destaque no cenário nacional, nota máxima na avaliação do Ministério da Educação. A oportunidade de fazer parte do grupo de estudantes comprometidos com o desenvolvimento acadêmico, através de uma formação médica focada no paciente e nas melhores práticas adotadas mundialmente, está disponível, pois o processo seletivo da instituição está aberto e oferece 150 vagas para ingresso em 2023. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de setembro, no site: www.unifase-rj.edu.br. O processo seletivo acontece via Fundação Cesgranrio e contará com prova, no dia 16 de outubro, em Petrópolis e no Rio de Janeiro. O candidato também pode optar pelo uso da nota do ENEM de 2020 e 2021 para concorrer a uma vaga no curso de Medicina. Outras informações podem ser obtidas através do telefone: (24) 2244-6471 ou pelo (24) 98865-0693 (WhatsApp).

 

6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.