Refletir para agir: as mudanças nas nossas vidas após a pandemia e as tragédias

5 de maio de 2022
Refletir para agir: as mudanças nas nossas vidas após a pandemia e as tragédias

Norhan Sumar

Enfermeiro sanitarista e professor da UNIFASE. 

Vocês já pararam para pensar sobre quantas transformações nós experimentamos nas últimas décadas? Transformações culturais, na forma de nos comportarmos, na maneira como nos relacionamos com a vida, com a sociedade e com nossos pares. Transformações que resultam no acesso à uma quantidade avassaladora de informações, na incorporação tecnológica em todas as áreas de nossas vidas e a possibilidade de conexão com o mundo todo em um tempo tão veloz que o faz parecer pequeno. 

Essas transformações recentes na forma como vivemos, nos comportamentos e nos relacionamentos já seriam suficientemente boas para refletirmos sobre como isso pode impactar, positiva ou negativamente, na nossa saúde e como nós temos respondido a isso. Ou seja, como cuidamos da nossa saúde em um contexto de tantas transformações? 

A questão é que, considerando os últimos dois anos, fomos tensionados a pensar ainda mais sobre esse processo de mudança, cujo pano de fundo foi a crise global provocada pela pandemia de Covid-19. Se, ao longo da história da humanidade, temos informações de pandemias mais catastróficas e letais, nessa experiência recente, vivemos algo novo: a informação transmitida quase em tempo real, de todos os lugares do mundo e também para o mundo todo. Ficamos em casa, isolados, cumprindo as medidas de segurança propostas pelos especialistas em Saúde Pública, mas jamais estivemos alheios a tudo que acontecia no mundo. Um volume imenso de informações, que variavam entre fatos, suposições, notícias falsas, conspirações, dicas de como se manter ativo e produtivo, invadiam nossas telas a todo o tempo. E o que apreendemos com tudo isso é o ponto chave desse debate.

O questionamento sobre como ficarão nossas vidas em um contexto de “novo normal” é necessário. Antes disso, nos cabe ainda perguntar: que “novo normal” seria esse e o que ele traz de mudanças para o nosso cotidiano agora que vivenciamos uma flexibilização das medidas de segurança e uma retomada gradativa das atividades e da vida como estávamos acostumados?

Colocando uma lente de aumento nessa conjuntura de mudanças apenas para o nosso cenário local, na cidade de Petrópolis, ainda nos vale considerar as tragédias recentes, em fevereiro e março de 2022. Desastres naturais que devem ser analisados sob a égide do comportamento humano também. Que mudanças climáticas resultam da forma como estamos vivendo hoje? Que medidas poderiam ser tomadas pelo poder público, em termos de política de uso e ocupação do solo, moradia e escoamento das águas da chuva contribuiriam para evitar uma tragédia dessa magnitude? E, uma vez que tenhamos passado por tamanha catástrofe, como cuidaremos uns dos outros agora? Onde e como a Enfermagem se insere nesse processo de cuidado?    

São tantas as perguntas que precisam de respostas, ou ao menos de investidas da ciência e da vida para respondê-las, que me parece o momento do questionamento, do debate, do diálogo em direção ao conhecimento – de nós, do outro, da sociedade. Afinal, o que era normal antes da pandemia e das tragédias que mudou agora? O que normalizamos na vida e no cotidiano que não havíamos normalizado antes? Essas mudanças impactam na forma como cuidamos da nossa saúde? E, do ponto de vista de um profissional de saúde que sou, essas mudanças impactam na forma como eu cuido das pessoas? 

A ideia de normalidade nos remete a padrão. Sinaliza que determinados comportamentos, respostas e modos de agir e pensar estão dentro do esperado e aceito (ou dentro do normal). Ainda nessa perspectiva, o que é normal para a ciência pode não ser normal para você ou para mim. O que normalizaremos daqui para a frente, seja por aprendizado com as experiências recentes ou por inércia e não-ação diante das transformações que vimos acontecerem, mudarão a forma como nos cuidamos e a forma como cuidamos das pessoas. 

A Semana de Enfermagem 2022 da UNIFASE, que será realizada on-line nos dias 10 e 11 de maio, se lança nesse mar de questionamentos para refletir sobre que normal pretendemos. Sobre que horizonte desejamos após dois anos de pandemia e após os desastres naturais que assolaram nossa cidade. Se os esforços para reflexão e construção do novo normal trouxerem para a humanidade e para a nossa comunidade mais cuidado, mais afeto, mais empatia, compreensão e ciência, então esse é o lugar da Enfermagem. Vamos pensar juntos?

1 de agosto de 2026
As alunas Clara Teixeira e Thalita Lelis, ambas do terceiro período de Administração da UNIFASE, participaram da primeira edição do Startup Win Jovem, um programa de empreendedorismo do Sebrae, que tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento de startups de base tecnológica, com potencial de crescimento. Com três meses de duração, o projeto é voltado para pessoas na faixa etária de 18 a 44 anos, matriculadas em uma instituição de ensino superior credenciada pelo Ministério da Educação (MEC), residentes no estado do Rio de Janeiro. Os grupos foram formados cruzando perfis profissionais de jovens de diferentes cidades do Rio de Janeiro e, coincidentemente, as alunas Clara e Thalita ficaram no mesmo grupo, junto a outros dois estudantes. Juntos, eles desenvolveram o Maternia. “Trata-se de uma plataforma para ajudar pais e, principalmente, mães de primeira viagem a lidar com a gestação e o pós-parto. O nosso maior diferencial é o cuidado com a saúde mental da mãe, oferecendo acompanhamento psicológico contra a depressão pós-parto, ansiedade e problemas emocionais que acabam afetando o corpo”, explica Clara. O Maternia conquistou o primeiro lugar geral em entregas e o terceiro lugar no pitch do DemoDay, evento final de apresentação dos pitches das startups criadas ao longo do programa. “Ficamos em primeiro lugar durante todo o percurso do projeto, na gamificação, que durou cerca de três meses. Nesse período, finalizamos a trilha de aprendizado e fizemos várias entregas para apresentar a nossa startup, informando sobre o seu funcionamento, monetização, orçamento, entre vários outros pontos, dentro do prazo. Já no DemoDay, na apresentação do pitch, conquistamos o terceiro lugar”, recorda Thalita. A cada pessoa no grupo foi designado um perfil diferente: Vendedor, Tech, Gestor e Designer, que também foram premiados. “Para mim, pessoalmente, foi uma vitória enorme porque o evento premiou os destaques individuais e eu fui a vencedora no perfil Gestora, sendo a única mulher a pisar no pódio de destaques da edição”, comemora Clara. Essa conquista também reforça a missão do curso de Administração da UNIFASE, que trabalha o empreendedorismo desde o primeiro período para formar profissionais bem capacitados para os desafios do mercado de trabalho. Durante toda a graduação, os alunos têm contato com empreendedores da cidade e são estimulados a analisar e resolver problemas reais. “A participação nesses programas amplia a visão dos alunos, porque permite o contato com outros estudantes, profissionais e diferentes realidades. São experiências que apresentam novos desafios e complementam o trabalho que já desenvolvemos na UNIFASE por meio da integração entre teoria e prática. Além de validar os conhecimentos adquiridos durante a graduação, essas oportunidades contribuem para o desenvolvimento de competências importantes para o profissional de Administração, como visão sistêmica e estratégica, prontidão tecnológica, capacidade de desenhar, coordenar e liderar processos, sempre com responsabilidade e postura ética”, analisa Gladistone Afonso, professor do curso de Administração da UNIFASE. Além do suporte técnico e teórico, os alunos contam ainda com a experiência de mercado dos professores, que também orientam os estudantes na identificação e no aproveitamento dessas oportunidades. “Adquiri muito conhecimento e fiz um networking importante durante o processo. Acredito que essa experiência vai me abrir muitas portas e me deixou animada para participar de mais projetos, inclusive já me inscrevi no Sebrae Supernova”, conclui Thalita.
31 de julho de 2026
Evento gratuito, no dia 3 de setembro, oferece experiências práticas, visitas aos laboratórios e contato direto com professores e estudantes para quem está escolhendo a carreira
29 de julho de 2026
Gastos elevados, dívidas crescentes, maus investimentos, são muitos os fatores que fazem com que milhões de brasileiros passem por momentos de aperto, e reforçam a necessidade de ensinar educação financeira para a população. Foi com isso em mente que a aluna Jéssica Barbosa, do último período do curso de Administração da UNIFASE, pensou em criar uma startup de educação financeira, inscreveu sua ideia e foi uma das selecionadas para o Shell Iniciativa Jovem, um dos maiores programas de empreendedorismo do país. “Minha ideia é entender a raiz do problema da escassez financeira e oferecer mentorias, dar treinamento para as pessoas, principalmente para os jovens, fazendo parcerias com fintechs, colégios e faculdades. Acredito que se a educação financeira fosse ensinada lá atrás, desde a época do Ensino Médio, muitos problemas financeiros na vida adulta poderiam ser evitados”, explica Jéssica. Desde o início da graduação, os alunos de Administração contam com diversas atividades que têm relação com o mercado e com as práticas de empreendedorismo, sendo um diferencial do curso da UNIFASE, que é desenvolvido ao longo de toda a formação. “É importante para os alunos terem essa experiência da vida concreta, do mercado, das oportunidades. Os editais e programas como esse da Shell fomentam o empreendedorismo, então à medida que os alunos participam desse processo e são selecionados, isso mostra que estão no caminho certo”, aponta Ana Auler, coordenadora do curso de Administração da UNIFASE. O Shell Iniciativa Jovem foi lançado em 2000 para fomentar o empreendedorismo jovem e acelerar a criação de negócios sustentáveis, através da capacitação de pessoas da região Sudeste entre 20 e 34 anos, oferecendo orientação e suporte. A versão brasileira do programa Global ShellLiveWire é executada pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e é dividida em dois processos: o de Ideação, para quem quer começar a empreender, mas não sabe como começar; e o de Operação, para quem já possui um negócio, formalizado ou não. “Estou no processo de Operação, colocando em prática tudo que aprendi na Ideação, com planos de futuramente abrir a minha empresa pelo Inova Simples, do governo federal”, conclui a empreendedora.