Nutricionista petropolitana atua em Portugal com atendimento às mulheres imigrantes

4 de fevereiro de 2022
Nutricionista petropolitana atua em Portugal com atendimento às mulheres imigrantes

Egressa da UNIFASE conquistou a equivalência de diploma recentemente

Parece clichê quando escutamos a frase “a educação transforma o mundo”. No entanto, o que para muitos é apenas uma frase de efeito, para quem investe nos estudos é a realidade. A petropolitana Carolina Paixão ingressou no ensino superior aos 17 anos e não fazia ideia de que aquele era apenas o primeiro passo de uma grande mudança em sua vida.

Sendo uma área do conhecimento muito abrangente, a Nutrição permitiu que Carolina conhecesse diferentes ramos de atuação. Assim que recebeu o diploma, ela ingressou no mercado de trabalho atuando em consultório, depois trabalhou por um bom tempo em um restaurante e acabou decidindo trabalhar em plataformas marítimas.

 

“Em 2005, iniciei a graduação na UNIFASE e não imaginava como seria a minha carreira. Me formei e logo ingressei no mercado de trabalho. Atuei em diversas áreas até encontrar a minha verdadeira vocação, pois nenhuma das áreas até então me realizava profissionalmente. Quando conheci a Nutrição da Especialização Comportamental, entendi que era com essa área da nutrição que eu queria atuar, ajudando o público feminino a vencer os desafios na alimentação, pois o hábito alimentar reflete diretamente nas questões de peso, prejudicando a autoestima”, explica Carolina.

A nutricionista decidiu criar grupos de mulheres com foco em prevenção e cuidados com a alimentação em prol de restabelecer a saúde física através do hábito alimentar mais saudável, também direcionando o trabalho para o processo natural de emagrecimento e resgate da autoestima. O trabalho teve início no Brasil, mas Carolina teve a oportunidade de ir morar na Europa e decidiu continuar trilhando seu caminho profissional auxiliando o público feminino nesta importante jornada de autocuidado.

“Vim morar em Portugal em maio de 2020. Estava naquele momento assustador logo no início da pandemia, com muitas vítimas, sem a vacina, tudo muito confuso. Então, foi um período profissional muito delicado. Mantive os meus grupos de emagrecimento em Petrópolis, na modalidade on-line, e fui formando novos grupos. Eu moro na região de Lisboa, em uma vila pequena. Fui conversando com as pessoas, tentando avaliar o mercado de Portugal e as necessidades das mulheres que vivem aqui. A alimentação em Portugal não tem nada a ver com a que temos no Brasil”, frisa.

Para atuar profissionalmente em Portugal, Carolina precisava validar o diploma de nutricionista no país. Com características tão diferentes na cultura alimentar, o desafio de passar na prova de equivalência foi ainda maior.

“Nunca me imaginei fazendo outra coisa em qualquer lugar do mundo, mas as oportunidades existem e quando a pessoa realmente quer algo, precisa ir à luta. Então, eu decidi fazer a prova de equivalência do curso aqui em Portugal. Peguei toda a documentação exigida na UNIFASE para trazer e solicitar o processo na Universidade do Porto. Não foi uma etapa fácil, pelo contrário. A burocracia aqui na Europa é muito grande. Em outubro de 2021, consegui fazer a prova de equivalência e fui aprovada. Hoje, o meu diploma é reconhecido no país e consigo atuar profissionalmente”, conta.

Depois de tantos desafios, a nutricionista encontrou o seu nicho de atuação na Europa. Olhando para todo o processo de adaptação pessoal e profissional em um país tão diferente do seu, Carolina destaca duas características fundamentais para quem, assim como ela, tiver o desejo de morar em Portugal.

“Sem dúvidas, paciência e perseverança são fundamentais nessa etapa de transição. A dica que eu dou para quem quer morar fora do Brasil é que essa pessoa estude e entenda que vai nascer de novo em uma outra nação. Vai ser preciso atualizar todos os documentos e encontrar um ramo dentro da sua área de atuação para se estabelecer, processos que não são fáceis. Hoje, o meu trabalho aqui é no atendimento às mulheres imigrantes que ganharam peso e que sofrem por várias situações de violência doméstica, de humilhação e também de xenofobia. Existe uma aliança entre Brasil e Portugal, mas aqui é um país fechado. A cultura deles é muito diferente da nossa. Precisei resolver tudo aos poucos para entender o novo país, mas posso dizer que valeu a pena cada esforço”, finaliza Carolina Paixão.

Orgulhoso de registrar mais essa conquista de uma de suas egressas de Nutrição e sempre atento às constantes mudanças na área da educação, o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) segue as tendências de mercado e investe na formação acadêmica de excelência. Em um cenário cada vez mais integrado com as inúmeras possibilidades profissionais, a matriz curricular do curso de Nutrição da UNIFASE passou por muitas alterações para facilitar o acesso dos estudantes ao ensino superior, com a possibilidade de montagem da grade, através do sistema de créditos, e ampliou as oportunidades dos alunos no mercado de trabalho. Com o novo modelo, a UNIFASE também oferece ainda mais vagas de Estágios específicos para Ambulatório e Hospital, além do Estágio Eletivo, modalidade em que o aluno tem a possibilidade de escolher a área de atuação em que tem mais afinidade, através dos convênios da instituição.

“As mudanças se pautaram em proporcionar mais conforto aos nossos alunos, com oferta de maior flexibilidade de horário e financeira. Pensamos no formato em crédito para facilitar o acesso ao ensino superior e alteramos a matriz curricular de acordo com o perfil do egresso do curso, pois muitos pensam em abrir um negócio. Assim, fazem parte da nova matriz disciplinas como Gestão de Negócios e Empreendedorismo. Além disso, a disciplina de Gestão de Carreira, no último período, foi pensada exatamente para que os estudantes possam refletir sobre as inúmeras possibilidades de caminhos a serem seguidos na profissão. Sempre que tomamos conhecimento de conquistas como a da Carolina, nos sentimos orgulhosos e mais uma vez ratificamos o nosso compromisso com a excelência no ensino, que oportuniza os nossos egressos a ingressarem também no mercado de trabalho no exterior”, destaca Jamile Nogueira, coordenadora do curso de Nutrição da UNIFASE.

Recentemente, o curso de Nutrição da UNIFASE participou de uma pesquisa do Guia da Faculdade, uma parceria entre o Estadão e a Quero Educação, que avaliou a qualidade de cerca de 16 mil cursos superiores em todo o Brasil, destacando o curso da UNIFASE como um dos melhores do Estado do Rio de Janeiro e o melhor da Região Serrana. Se você quiser seguir carreira na área da Nutrição, saiba que a UNIFASE disponibiliza diferentes formas para facilitar o ingresso dos candidatos em seus cursos, oferecendo descontos exclusivos, através de campanhas e convênios. Confira as condições especiais disponíveis para ingressar na graduação e encontre-se no futuro. Outras informações no site:  www.unifase-rj.edu.br  ou pelo WhatsApp: (24) 98865-0693.

 

 

6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.