Sistema digital amplia atendimentos e traz novidades tecnológicas em odontologia no Ambulatório Escola

13 de novembro de 2020
Sistema digital amplia atendimentos e traz novidades tecnológicas em odontologia no Ambulatório Escola

O sistema de tecnologia digital aplicado à Odontologia, que está sendo utilizado nas clínicas do Ambulatório Escola do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE), oferece precisão, segurança e rapidez no atendimento aos pacientes.

Entre os novos equipamentos da clínica odontológica, onde os alunos do curso de Odontologia da UNIFASE têm acesso aos pacientes e realizam a prática acadêmica, sendo supervisionados por professores especialistas nas diversas áreas da odontologia, está o scanner intraoral, que permite o mapeamento da área que sofrerá intervenção. Através de uma câmera, o equipamento envia imagens em alta definição para o computador, que projeta a restauração personalizada, em harmonia com o formato dos dentes naturais de cada paciente. A máquina de fresagem completa o sistema, produzindo a restauração com a cor, a dimensão e o formato desejados.

“É uma conquista fantástica. Esse equipamento é considerado como uma ferramenta de uso para nível de pós-graduação. Muitas vezes, o dentista demora anos para ter a oportunidade de contato com essa máquina. No AMBE, os alunos poderão utilizar esse equipamento ainda na graduação, o que traz muitos ganhos para formação. Como são poucos os profissionais que têm condição de atuar com scanner e fresagem, essa tecnologia vai trazer um grande diferencial na hora dos nossos alunos atuarem no mercado”, explica Antônio Monnerat, professor do curso de Odontologia da UNIFASE. 

Adotar o sistema digital não significa que a clínica odontológica do Ambulatório Escola vá abrir mão das técnicas analógicas, pelo contrário, pois as duas tecnologias serão aplicadas. Os professores do curso de Odontologia da UNIFASE destacam a estratégia de adotar os equipamentos nas aulas práticas, apresentando o que há de mais moderno aos acadêmicos.

“A gente acredita que daqui uns cinco ou dez anos, a tecnologia digital, com  planejamento virtual, vai ser uma realidade mais presente nos consultórios. Então, é preciso formar o aluno não pensando apenas na atualidade, mas também no amanhã. O estudante que dominar os conhecimentos dos planejamentos analógico e digital, fazendo esse casamento, vai sair muito bem preparado para encarar as demandas dos seus pacientes no consultório”, sinaliza Rudá Moreira, professor de Odontologia da UNIFASE. 

A tecnologia traz benefícios para ambos os lados, pois além do processo de ensino-aprendizagem ser ampliado com as oportunidades de atendimento aos mais diferentes tipos de caso clínico, os procedimentos com o aparato tecnológico são realizados com mais agilidade do que através do método tradicional, o que proporciona também mais conforto aos pacientes.

“Em apenas um dia, a gente conseguiu resolver todo o problema que eu tinha. Para a comunidade com certeza vai ser fantástico ter acesso a esses procedimentos dentários. Assim, mais pessoas poderão ser beneficiadas, em um menor tempo de espera”, conclui Pedro Castro, paciente. 

Na área de odontologia, o Ambulatório Escola conta com 52 consultórios, serviço odontológico de imagem, com três salas de raios-x e tomografia odontológica, além do laboratório de simulação odontológica e de modernos equipamentos de imagem digitalizada. 

“O dente é uma estrutura muito pequena na cavidade oral. Quando executado com esses equipamentos, através das imagens escaneadas, o aluno consegue ver todo o procedimento que precisa ser realizado em uma tela grande. Assim, rapidamente é capaz de apontar os princípios de preparo e de higiene, com mais facilidade no diagnóstico, identificando se tem cárie e locais com placas, tudo através da câmera com imagem definida. O ganho para os pacientes também é grande, pois reduz o tempo transcirúrgico, rapidamente a coroa ou a prótese ficam prontas, e a gente pode cimentar na cavidade oral do paciente. Além disso, vai gerar rotatividade, aumentando a quantidade de altas, com a certeza de que a prótese está bem adaptada e o trabalho será duradouro, pois a chance de recorrência de lesão é muito baixa”, finaliza Rudá Moreira.

Os pacientes devem agendar suas consultas pelo telefone: (24) 2235-2224 ou através do Whatsapp (24) 99279-3646. Alguns procedimentos odontológicos ainda não conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) são oferecidos a preços populares. 

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.