UNIFASE abre inscrições para submissão de trabalhos que podem ser apresentados na XXVI Semana Científica

7 de setembro de 2020
UNIFASE abre inscrições para submissão de trabalhos que podem ser apresentados na XXVI Semana Científica

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto abriu o processo de inscrição para os interessados em apresentar suas produções/trabalhos na 26ª edição da Semana Científica da UNIFASE. A comissão do evento fará a apreciação e seleção dos materiais enviados. Este ano, o tema central será Inteligência Artificial: por conexões + humanas.

O evento da UNIFASE será realizado no âmbito da 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que este ano aborda o tema “Inteligência Artificial: Nova Fronteira da Ciência Brasileira”. A discussão será em torno da capacidade dos sistemas computacionais de interpretar dados e aprender, a partir deles, como atingir tarefas e objetivos específicos, através de adaptação flexível.

“É importante entendermos que esses sistemas da Inteligência Artificial estão cada vez mais presentes na vida do ser humano e, muitas vezes, nem nos damos conta disso. Estão presentes nos aplicativos, mapas de GPS, reconhecimento facial, melhorias na gestão do trânsito, nos jogos e nas mais diversas situações do nosso dia a dia. A IA está na ordem dessas invenções humanas que tem a pretensão de compreender os processos ontológicos, que estão na origem da nossa evolução, e superar nossas limitações, construindo sistemas inteligentes”, explica Gabriel Martins, professor da UNIFASE e um dos organizadores da XXVI Semana Científica da instituição.

Embora aplicada em diferentes campos, o desenvolvimento da Inteligência Artificial não tem evoluído sem controvérsias, pois traz à tona importantes questões ontológicas e éticas. No limite desses debates, refletir sobre a humanidade se tornou comum, afinal, duas perguntas são feitas: a Inteligência Artificial, altamente sofisticada, poderia substituir o ser humano em suas diversas facetas? Como se daria esse processo no mercado de trabalho?

“Existe um intenso debate sobre a aplicação da IA na área profissional, para entender até onde ela pode ser aplicada para ocupar empregos tradicionais e que tipo de intervenções podem ser pensadas sobre esse tema. Por isso, é importante destacar que a Semana Científica está sempre antenada com o que está sendo discutido na área da ciência, da política e pela sociedade em geral”, ressalta o professor Gabriel Martins.

Neste ano, o evento vai contar com a mostra de trabalhos científicos, de práticas educativas inovadoras ede práticas extensionistas. Essa possibilidade de apresentação de diversos tipos de trabalhos também reforça a integração entre os três pilares que formam a estrutura universitária: Ensino, Pesquisa e Extensão.

“A novidade desta edição é a possibilidade de inscrever revisões sistemáticas como uma modalidade de trabalho científico a ser apresentada na Semana Científica. Essa é uma resposta ao impacto que a pandemia do novo Coronavírus tem sobre a pesquisa científica. O interessante deste evento é que ele não tem encerramento em si, pois ganha espaço além da dimensão universitária. No ano passado, um grupo de jovens de um colégio particular de Petrópolis apresentou um trabalho desenvolvido na unidade escolar, voltado para o desenvolvimento da prática de divulgação do esporte feminino. Essa produção teve grande repercussão e, inclusive, vai compor um capítulo do livro ‘Ciências biológicas e da terra: princípios fundamentais’. Essa é uma peculiaridade da Semana Científica da UNIFASE, pois abre espaço para que os estudantes do ensino médio possam trocar experiências, em meio ao ambiente universitário, dentro do movimento científico”, finaliza Martins.

A XXVI Semana Científica da UNIFASE será realizada nos dias 21, 22 e 23 de outubro, a partir das 16h30, e contará com vasta programação, incluindo mesas redondas, palestras e apresentação das produções científicas para debate. Outras informações sobre esta edição do evento, on-line e gratuito, e as inscrições para participar estão disponíveis no site:  www.fmpfase.edu.br. O período de inscrição para submissão dos trabalhos será encerrado no dia 14 de setembro. Os interessados em enviar suas produções para análise da comissão devem avaliar os critérios exigidos em cada modalidade, nos editais disponíveis para consulta no site: www.even3.com.br/scunifasefmp/

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.