É possível blindar o organismo através da alimentação?

22 de julho de 2020
É possível blindar o organismo através da alimentação?

Nathália Antunes
Nutricionista, professora do curso de Nutrição da UNIFASE.

A relação entre a nutrição e o fortalecimento do sistema imunológico é pouco debatida no contexto da saúde pública. Atualmente, somos bombardeados por receitas de shots ou combinações milagrosas de alimentos e suplementos para desenvolver de forma rápida a imunidade. Será que tudo que encontramos nas redes sociais é realmente verdadeiro? Existe uma forma de turbinar rapidamente o sistema imunológico e se transformar em um organismo blindado para qualquer agente patogênico?

Uma recente publicação, disponível no site da Sociedade Internacional de Imunonutrição ( International Society for Immunonutrition – ISIN ) escrita por Calder e colaboradores (2020), destaca o importante papel de alguns micronutrientes na modulação do sistema imunológico, entre eles as vitaminas A, B6, B12, C, D, E e folato; e oligoelementos, incluindo zinco, ferro, selênio, magnésio e cobre. Esses nutrientes desempenham papéis importantes e complementares no apoio ao sistema imunológico, e quadros de deficiências ou status marginal afetam negativamente a função imune e podem diminuir a resistência às infecções. Além desses, podemos incluir o ômega 3, um tipo de gordura potente contra os processos inflamatórios, e aminoácidos, como arginina e glutamina, que auxiliam no fortalecimento da barreira intestinal e no aumento do número de células imunológicas, como os linfócitos e macrófagos. Para adequação desses nutrientes e para que tenhamos o efeito protetor do sistema imunológico potencializado, é preciso manter uma alimentação saudável frequente, prevendo, principalmente, a inclusão das fontes dos nutrientes anteriormente citados. A suplementação, caso seja necessária, deve ser conduzida por um nutricionista junto a um plano alimentar equilibrado, aliado à prática de atividade física.

Conheça alguns exemplos de alimentos ricos em nutrientes imunomoduladores. Vitamina A: Vegetais e frutas amarelo-alaranjados (damasco, manga, cenoura, abóbora), verde-escuros (brócolis, couve) e vermelhos (tomate, frutas vermelhas).  Vitamina C: Frutas cítricas (laranja, limão, tangerina), acerola, caju, morango, tomate, pimentão, repolho e vegetais verde-escuros. Vitamina E: Gérmen de trigo, óleos vegetais (girassol, algodão, soja, azeite de oliva), abacate, oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes), gema de ovo, grãos. Vitamina B6: Batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais integrais, sementes e nozes. Vitamina B12: Peixes de águas frias e profundas (salmão, truta e atum), fígado, carne de porco, leite e derivados, ovos e ostras. Ácido fólico: Vegetais verde-escuros (agrião, couve, brócolis) e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha). Zinco: Ostras, peixes, carne bovina, aves, produtos com grãos e cereais integrais, nozes, leguminosas. Ferro: Fígado, peito de frango, marisco, ostras, leguminosas (feijões, lentilha), vegetais verde-escuros, (couve, agrião, rúcula e espinafre), grão integrais, pistache, tofu. Selênio: Oleaginosas – especialmente a castanha do Brasil ou do Pará, frutos do mar, gérmen de trigo, grãos e cereais integrais. Magnésio: Frutas (uva, banana e abacate), grãos integrais; sementes e nozes, leite, soja, grão de bico, peixes, batata, beterraba, couve e espinafre. Cobre: fígado bovino, mexilhões, ostras cruas ou cozidas, cereais integrais, caju, amendoim, amêndoa, nozes e chocolate. Ômega 3: Peixe de água fria (salmão, sardinha, atum fresco), nozes, óleo de linhaça, canola e soja, chia, algas.

A nutrição é capaz de promover o fortalecimento do sistema imune, assim como Hipócrates (460 – 377 a. C.) determinou: “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.

20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
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