Nutricionista destaca receitas saudáveis para celebrar festas caipiras

15 de junho de 2020
Nutricionista destaca receitas saudáveis para celebrar festas caipiras

Estamos vivenciando um momento de isolamento social por conta da pandemia Covid-19, mas o fato é que os meses de junho e julho são especialmente celebrados pelos brasileiros com as famosas festas caipiras. Além das danças típicas das festas juninas, quem resiste a tantas iguarias na culinária durante essas comemorações? Mesmo sem poder realizar uma festa, é possível que algumas receitas saudáveis possam contribuir para que o sabor desse período esteja presente nas mesas de cada família. Pensando nisso, a nutricionista Brigitte Olichon, professora do curso de nutrição da UNIFASE, separou cinco receitas que prometem fazer jus aos conhecidos quitutes tradicionais. Confira e aproveite para se aventurar com a sua família no preparo desses saborosos pratos: 

Cupcake de abóbora com coco  (de caneca, no micro-ondas – rende 1 porção)  

Ingredientes: 50 g de abóbora cozida e amassada; 2 colheres de sopa de farinha de coco (ou outra farinha); 1 ovo; 1 colher de sopa de açúcar demerara ou adoçante culinário; 1 colher de sopa de azeite extra virgem ou manteiga; 1 pitada de fermento em pó; coco ralado fresco sem açúcar para polvilhar.

Modo de fazer: misture todos os ingredientes em uma caneca e leve para o micro-ondas por 2 minutos. Desenforme, polvilhe o coco ralado fresco e sirva.

Curau de milho em conserva

Ingredientes: 1 lata de milho verde (200g peso drenado); 2 xícaras de leite desnatado; 1/2 xícara de açúcar demerara ou adoçante culinário; 1 colher de sopa de maisena (amido de milho); canela a gosto.

Modo de fazer: coloque o milho no liquidificador, já sem a água. Junte o leite e bata por 2 minutos. Coe essa mistura e passe para uma panela apenas o líquido. Adicione o açúcar e o amido de milho dissolvido em um pouquinho de água (2 colheres (sopa) de água). Misture tudo e leve ao fogo médio. Mexa sem parar até levantar fervura. Depois que levantar fervura, abaixe o fogo e mexa por mais 15 minutos. Despeje numa travessa, tigelas ou taças individuais. Aguarde esfriar, salpique canela a gosto e sirva.

Bolo de Aipim

Ingredientes: 500g aipim ralado (cru); 1 garrafinha leite de coco sem açúcar e desengordurado (200 ml); 1 xícara de açúcar; 2 ovos; 2 colheres (sopa) manteiga.

Modo de fazer: Numa tigela grande, junte o açúcar, os ovos e a manteiga. Misture tudo muito bem com a ajuda de um batedor de arame. Em seguida, junte o leite de coco e o aipim ralado. Misture tudo, batendo com o batedor de arame até que a mistura fique bem homogênea. Despeje numa forma untada com manteiga. Leve para assar em forno preaquecido, 180ºC, por cerca de 40 a 50 minutos.

Brigadeiro de Batata Doce

Ingredientes: 1 xíc. (chá) de leite desnatado; 1 col. (sopa) de farinha de trigo; 4 col. (sopa) de chocolate 70% cacau (no mínimo!) ralado; 1 xíc. (chá) de batata doce cozida e amassada

Modo de fazer: Em uma panela, antes de levar ao fogo, misture o leite, a farinha e o chocolate. Quando estiver homogêneo (sem bolinhas de farinha), leve ao fogo e acrescente a batata doce. Mexa bem até desgrudar do fundo da panela. Leve à geladeira por 1 hora. Retire da geladeira e, com as mãos úmidas de água, faça bolinhas e passe em raspas de chocolate ou amaranto em grãos.

Pão Fácil de Abóbora com queijo

Ingredientes: 1 tablete de fermento biológico (15g); 1 colher (chá) de açúcar; 1 colher (sopa) de sal; 500 gramas de abóbora cozida, escorrida e passada no espremedor; 1 ovo; 4 colheres (sopa) de azeite; 2 xícaras (chá) de farinha de trigo; 200 gramas de queijo minas (ou branco) ralado grosso; salsa (ou salsinha) picada a gosto

Modo de fazer: Em uma tigela, dissolva o fermento com o açúcar e o sal. Acrescente a abóbora, o ovo, o azeite e, aos poucos, a farinha de trigo. Mexa com uma colher até ficar uma massa mole e uniforme. Unte uma forma retangular com óleo e, com o auxílio de uma colher, coloque metade da massa. Distribua o queijo ralado misturado com a salsa. Por cima, coloque o restante da massa, cubra com um pano e deixe descansar durante 20 minutos. Asse no forno alto, a 200 ºC, preaquecido, por aproximadamente 45 minutos ou até dourar.

4 de junho de 2026
Mais de 70% dos brasileiros já tomaram medicamentos por conta própria. Entenda os perigos dessa prática e saiba quando procurar ajuda profissional. Dor de cabeça, febre, mal-estar ou uma simples indisposição. Diante desses sintomas, muitas pessoas recorrem imediatamente ao remédio mais próximo, sem orientação médica ou farmacêutica. O que parece uma solução rápida, porém, pode esconder riscos importantes para a saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros admitem praticar automedicação. Em muitos casos, o hábito faz parte da rotina semanal — ou até diária. O problema é que o uso inadequado de medicamentos pode causar intoxicações, mascarar doenças graves, provocar reações adversas e até contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Mas afinal, quando a automedicação se torna perigosa? O que é automedicação? A automedicação acontece quando uma pessoa utiliza medicamentos por conta própria, sem avaliação de um profissional de saúde. Isso inclui: Tomar remédios por indicação de amigos ou familiares; Utilizar prescrições antigas; Alterar doses recomendadas pelo médico; Interromper tratamentos antes do prazo indicado; Fazer uso de suplementos, vitaminas ou fitoterápicos sem orientação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita, isso não significa que sejam totalmente seguros. Quais são os medicamentos mais usados sem orientação? Entre os medicamentos mais utilizados na automedicação estão: Paracetamol; Dipirona; Ibuprofeno; Diclofenaco; Antiácidos. Por serem facilmente encontrados em farmácias, muitas pessoas acreditam que seu uso não oferece riscos. No entanto, o cenário é diferente. O paracetamol, por exemplo, pode causar lesões hepáticas quando utilizado de forma inadequada. Já os anti-inflamatórios estão associados a danos renais e podem reduzir a eficácia de medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial. A internet está aumentando os casos de automedicação? Sim. Com o crescimento das redes sociais, sites de saúde e ferramentas de inteligência artificial, tornou-se cada vez mais comum que pessoas tentem diagnosticar seus próprios sintomas. O problema é que um sintoma isolado raramente é suficiente para definir uma doença. Uma dor de cabeça pode estar relacionada a estresse, alterações hormonais, problemas neurológicos ou diversas outras condições. Sem avaliação clínica adequada, existe o risco de utilizar o medicamento errado e retardar o diagnóstico correto. Os riscos da automedicação vão muito além dos efeitos colaterais Um dos principais perigos é o chamado mascaramento de sintomas. Quando uma pessoa utiliza medicamentos apenas para aliviar sinais como dor ou febre, pode acabar escondendo manifestações importantes de doenças mais graves. Imagine alguém que toma analgésicos diariamente para controlar dores de cabeça frequentes. O sintoma desaparece temporariamente, mas a causa permanece sem investigação. Além disso, o uso inadequado pode provocar: Intoxicações medicamentosas; Reações alérgicas; Lesões no fígado; Danos aos rins; Interações medicamentosas perigosas; Falha terapêutica; Agravamento de doenças preexistentes. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Os extremos da vida são especialmente vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. Nas crianças, os sistemas responsáveis pelo processamento dos fármacos ainda estão em desenvolvimento. Já nos idosos, fígado e rins podem apresentar funcionamento reduzido, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, muitos idosos utilizam vários medicamentos simultaneamente, o que favorece interações medicamentosas potencialmente perigosas. Resistência bacteriana: um problema global O uso inadequado de antibióticos é uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Quando uma pessoa utiliza antibióticos sem necessidade, interrompe o tratamento antes do prazo ou faz uso incorreto da medicação, contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes. Esses microrganismos tornam-se mais difíceis de combater, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis. É por isso que antibióticos devem ser utilizados exclusivamente sob orientação profissional. Suplementos e vitaminas também exigem cuidados Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não apresentam riscos. Mas essa ideia está longe da realidade. Vitaminas, suplementos alimentares, fitoterápicos e até chás medicinais contêm substâncias capazes de alterar o funcionamento do organismo. Quando utilizados sem necessidade ou em excesso, podem provocar intoxicações e interagir com medicamentos de uso contínuo. E as famosas canetas para emagrecer? A popularização das chamadas "canetas emagrecedoras" trouxe um novo desafio. Embora alguns desses medicamentos apresentem benefícios comprovados para determinados pacientes, seu uso deve ocorrer sob acompanhamento profissional. Existem contraindicações, ajustes de dose e avaliações clínicas que precisam ser realizados antes do início do tratamento. Utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos, sem orientação adequada, pode representar riscos importantes à saúde. Como identificar uma possível reação adversa? Alguns sinais podem indicar que um medicamento está causando efeitos indesejados: Náuseas; Vômitos; Dor abdominal; Coceira; Manchas na pele; Urticária; Mal-estar inesperado; Reações alérgicas. Ao perceber qualquer um desses sintomas após iniciar um medicamento, o ideal é procurar atendimento médico e informar todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Como manter uma farmácia doméstica segura? Ter medicamentos básicos em casa pode ser útil, mas alguns cuidados são fundamentais: Verifique regularmente a validade: Medicamentos vencidos podem perder eficácia e aumentar riscos à saúde. Armazene corretamente: Evite guardar remédios em locais com calor, umidade ou variações de temperatura, como cozinhas e banheiros. Faça o descarte adequado: Medicamentos não devem ser descartados no lixo comum nem no vaso sanitário. Muitas farmácias oferecem pontos de coleta específicos para descarte seguro. Quando é seguro tomar um medicamento por conta própria? Situações pontuais, como uma dor de cabeça ocasional, podem ser manejadas com medicamentos de venda livre, desde que respeitadas as orientações da bula. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental investigar a causa. Medicamentos aliviam sintomas, mas nem sempre resolvem o problema que está por trás deles. A melhor escolha continua sendo a orientação profissional A automedicação pode parecer inofensiva, mas seus impactos vão muito além do alívio imediato dos sintomas. Buscar orientação médica ou farmacêutica é a forma mais segura de garantir tratamentos eficazes, evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo. Antes de tomar qualquer medicamento, lembre-se: informação de qualidade e acompanhamento profissional fazem toda a diferença. QUER SABER MAIS? CONFIRA A ENTREVISTA DA PROFESSORA DA UNIFASE E FARMACÊUTICA PRISCILA FEIJÓ: https://www.youtube.com/watch?v=uoF3mW0VdNk
3 de junho de 2026
Projeto desenvolvido no Quilombo Boa Esperança foi um dos seis melhores trabalhos apresentados no II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária
3 de junho de 2026
O curso de Medicina da UNIFASE/FMP realizou, no mês de maio, a Aula Magna da graduação, reunindo estudantes e professores para uma reflexão sobre a prática médica fundamentada na ciência e no pensamento crítico. Com o tema “Medicina Baseada em Evidências: como pensar criticamente desde o primeiro dia”, a aula foi ministrada pelo médico Luis Eduardo Fontes, mestre e doutor em Saúde Baseada em Evidências pela Unifesp e pela Universidade de Oxford. A proposta do encontro foi estimular estudantes e profissionais da área da saúde a refletirem sobre a importância da análise crítica e da tomada de decisões clínicas fundamentadas em evidências científicas desde o início da formação acadêmica.  Além de professor titular da disciplina de Urgência e Emergência da UNIFASE/FMP, Luis Eduardo Fontes é coordenador do Grupo de Pesquisa em Saúde Baseada em Evidências da instituição, pesquisador associado sênior do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford, diretor do Centro Afiliado Cochrane Brasil Rio de Janeiro e cofundador da Oxford-Brazil EBM Alliance.