UNIFASE recebe Selo ODS Educação em cerimônia nacional no Recife

23 de março de 2026
UNIFASE recebe Selo ODS Educação em cerimônia nacional no Recife

Certificação valoriza iniciativas acadêmicas voltadas à sustentabilidade, inclusão e transformação social

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) recebeu a certificação do Selo ODS Educação 2025. A cerimônia foi realizada no último dia 18 de março, no Teatro Luiz Mendonça, em Recife. Representaram a instituição no evento o coordenador de Extensão da UNIFASE, Ricardo Tammela e a docente de Extensão da UNIFASE, Gleicielly Zopelaro Braga.


“Receber o Selo ODS Educação é um reconhecimento muito significativo para a UNIFASE, pois evidencia o compromisso da instituição com uma formação que ultrapassa os limites da sala de aula e se conecta com as necessidades reais da sociedade. Estar em Recife para receber esse selo representa também a confirmação de que iniciativas de ensino, extensão e pesquisa, podem contribuir de forma concreta para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e comprometida com o cuidado com a vida”, ressaltou a professora Gleicielly Zopelaro Braga.


A certificação integra uma iniciativa nacional promovida pelo Instituto Selo Social, com apoio de diversas instituições, e reconheceu, nesta edição, 129 instituições de ensino brasileiras que desenvolvem projetos de impacto social alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.

A conquista do selo reafirma o compromisso da UNIFASE com uma educação que integra ensino, pesquisa e extensão de forma articulada, promovendo impacto direto na sociedade. A certificação reconhece iniciativas que dialogam com diferentes dimensões do desenvolvimento sustentável, desde a inclusão social até a sustentabilidade ambiental.


“Quando nos colocamos, enquanto instituição, alinhados à nossa missão e aos nossos valores — de construir um mundo mais justo, igualitário e livre de todas as formas de violência —, receber esse selo é o reconhecimento de que estamos, de fato, atuando nessa direção. Inscrevemos seis iniciativas, com diferentes focos, abordagens e públicos, o que evidencia a diversidade e o alcance das ações desenvolvidas pela instituição. Outro aspecto importante dessa certificação é o reconhecimento do papel fundamental da extensão universitária. Entre os pilares do ensino, da pesquisa e da extensão, é nesse campo que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável encontram maior possibilidade de diálogo e aplicação prática. O selo também valoriza a extensão como espaço de articulação e construção coletiva, reforçando sua importância na formação dos estudantes e no compromisso social da instituição”, destacou Tammela.


Para alcançar o reconhecimento, a instituição teve seis iniciativas avaliadas, distribuídas entre projetos de extensão, eventos científicos e programas institucionais.


Entre os destaques estão os projetos de extensão Quilombo Boa Esperança, desenvolvido em Areal (RJ), que promove a troca de saberes com comunidades tradicionais a partir de uma abordagem decolonial e participativa, e o Comunidade que Cuida da Vida, que atua na identificação de populações vulneráveis a desastres e eventos climáticos extremos, em parceria com órgãos públicos e instituições científicas.


Eventos como a Jornada da Virada Climática e a tradicional Semana Científica fortalecem o diálogo entre ciência, sociedade e políticas públicas, incentivando práticas voltadas à justiça climática e à sustentabilidade.


Além disso, programas como Gestão Sustentável de Resíduos, da Comissão de Sustentabilidade e Caminhos da Inclusão, gerenciado pela Comissão de Acessibiliade, reforçam o compromisso da UNIFASE com práticas ambientais responsáveis e com a promoção da acessibilidade e inclusão em diferentes dimensões.


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Em mais uma iniciativa para tornar as comunidades de Petrópolis mais resilientes, o projeto "Comunidade que cuida da vida", desenvolvido pela UNIFASE, em parceria com a Defesa Civil de Petrópolis, agora passa a contar também com o projeto "NBQR nas Comunidades: Educação, Prevenção e Tecnologia para a Resiliência Socioambiental", desenvolvido pela Marinha do Brasil, em conjunto com a UFRJ e a Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR). NBQR é uma sigla para ameaças de natureza Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, que podem afetar populações, infraestruturas e meio ambiente. "O nosso projeto visa desmistificar a ciência nas comunidades, tendo como foco a defesa nuclear, biológica, química e radiológica. A intenção é pegar o conhecimento da academia, aliado ao conhecimento operacional do corpo de fuzileiros navais, e levar isso de forma que a comunidade possa entender aonde ela pode colaborar com relação a redução de riscos nas áreas de defesa NBQR", explica o comandante Antônio César da Silva Leite, pesquisador na área de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais. Aprovado no programa PISTA: Conectando Territórios Inovadores da FAPERJ, o projeto do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, instituição de Ciência e Tecnologia da Marinha do Brasil que é líder na área de pesquisa NBQR, conta com uma equipe multidisciplinar, que envolve a participação da UNIFASE, responsável pela articulação local; da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis (SEMPDEC), no suporte operacional; e da UFRJ/COPPE, na liderança técnico-científica. "A chegada da Marinha e da UFRJ, através deste projeto, vai agregar nossa percepção de avaliação de risco, já que ele amplia para as questões nucleares, biológicas, químicas e radiológicas. No momento, trabalhamos muito a questão biológica e geológica das comunidades em que atuamos, mas nesse primeiro encontro já mudamos o nosso olhar para o território. Em contrapartida, eles entenderam que estão entrando numa região, na qual já existe diálogo comunitário e participação social, o que muda todo o caminho do projeto. Vamos agregar e construir juntos, e não apenas delegar ações", analisa a enfermeira sanitarista Lívia Teixeira, coordenadora do projeto "Comunidade que cuida da vida" e supervisora das Unidades de Saúde da Família (Nova Cascatinha, Estrada da Saudade, Boa Vista e Machado Fagundes) geridas pela UNIFASE. Em visita à Estrada da Saudade, região onde foi implantado o projeto-piloto do "Comunidade que cuida da vida", membros da UNIFASE, da Prefeitura de Petrópolis e do projeto "NBQR nas Comunidades" fizeram um reconhecimento do território em que vão atuar. "O objetivo da visita foi identificar ameaças associadas aos riscos de natureza NBQR. Essa é uma nova frente de risco que vamos começar a entender na região para traçar estratégias para que os impactos associados a esses riscos sejam amenizados", aponta Vitória Custódio, geógrafa da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis (SEMPDEC). "A gente não faz Estratégia de Saúde da Família sozinho, então ter mais pessoas se juntando ao nosso projeto agrega mais conhecimento e conhecimento é poder, principalmente em relação a populações mais vulneráveis", conclui Rafael Aragão Ribeiro, Médico de Família e Comunidade que atua no PSF da Estrada da Saudade e no projeto da UNIFASE. Sobre o "Comunidade que cuida da vida" Integrando ensino, pesquisa e extensão, o projeto atua na redução de riscos e no fortalecimento da segurança das comunidades de Petrópolis, com ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Em 2025, a estudante de Medicina Anna Giullia Toledo Hosken e a professora Lívia Teixeira, da Faculdade de Medicina de Petrópolis, vinculada ao Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE/FMP), conquistaram com o projeto o 3º lugar do Prêmio Jovem Cientista, na categoria Estudante do Ensino Superior. Além da parceria com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil (SEMPDEC), o "Comunidade que cuida da vida" conta ainda com apoio das Secretarias de Assistência Social e de Saúde e a colaboração do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram: @comunidadequecuidadavida
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