Da UNIFASE para o mundo: professora representa o Brasil na ONU e conquista vaga inédita em programa internacional nos Estados Unidos

23 de março de 2026
Da UNIFASE para o mundo: professora representa o Brasil na ONU e conquista vaga inédita em programa internacional nos Estados Unidos

Desirré Mathias participou da Comissão sobre a Situação da Mulher, em Nova Iorque, e é a primeira brasileira selecionada para programa de pesquisa na Johns Hopkins


A produção acadêmica e científica desenvolvida em Petrópolis vem ganhando projeção no cenário internacional. A professora da UNIFASE, Desirré Mathias, foi selecionada para representar o Brasil na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher - principal fórum global voltado à promoção da igualdade de gênero e ao fortalecimento dos direitos das mulheres, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, realizada entre os dias 9 e 19 de março.


Nesta edição, os debates abordaram temas centrais como o acesso à justiça para mulheres e meninas, a participação política feminina, o enfrentamento às violências de gênero e o empoderamento de mulheres idosas, reunindo representantes de governos, organismos internacionais, academia e sociedade civil para debater políticas públicas e estratégias voltadas à equidade. A professora participou como integrante da delegação brasileira, coordenada pelo Ministério das Mulheres, contribuindo especialmente a partir da interface entre saúde pública, formação em saúde e o enfrentamento às violências.


“Nesse contexto, destaco a articulação com o Projeto de Desenvolvimento de Humanidades (PDH) da UNIFASE, que permeia a extensão (no grupo de pesquisa), a graduação e a pós-graduação, orientando a formação de profissionais no campo da saúde coletiva a partir da compreensão de que saúde e sociedade são dimensões intrinsecamente articuladas. Essa abordagem dialoga diretamente com agendas globais, como a promoção da igualdade de gênero, a educação de qualidade e a redução de desigualdades, ao fortalecer práticas formativas comprometidas com a equidade, a intersetorialidade e os direitos humanos”, explicou a professora.


Para a reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, a conquista reflete o compromisso da UNIFASE com uma formação acadêmica conectada aos grandes desafios contemporâneos. “Incentivamos uma produção científica aplicada que ultrapassa fronteiras e contribui efetivamente para a construção de uma sociedade mais justa e comprometida com a saúde e a vida em sua dimensão ampliada. Nesse sentido, a questão da mulher ainda é um desafio que a humanidade precisa enfrentar e com o qual estamos absolutamente comprometidos“, afirma.


Como desdobramento dessa trajetória, Desirré também alcançou um feito inédito: tornou-se a primeira brasileira selecionada para um dos programas do Center for Global Women’s Health and Gender Equity, da Johns Hopkins University Bloomberg School of Public Health - uma das iniciativas mais competitivas do mundo na área de equidade de gênero.


Formada em Enfermagem pela UNIFASE e egressa do Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Básica, ela destaca que a sólida bagagem acadêmica construída ao longo de sua trajetória foi fundamental para a construção de um currículo competitivo e para sua habilitação em processos seletivos de alcance internacional.


“A UNIFASE apoiou ambas as iniciativas, reconhecendo sua consonância com os objetivos institucionais, especialmente no que se refere à compreensão da saúde a partir de um conceito ampliado, que integra dimensões sociais, políticas e culturais no cuidado e na formação em saúde. Sem o auxílio da instituição, nenhuma das duas oportunidades poderiam ter se concretizado”, ressaltou Desirré.
 

19 de setembro de 2026
Instituição registrou quase 1 milhão de atendimentos nos últimos cinco anos em serviços próprios e conveniados e mantém uma relação com a rede pública construída ao longo de décadas
18 de setembro de 2026
A reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, participou do 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular (FNESP), realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo. Considerado um dos principais encontros do setor no país, o evento reuniu dirigentes e representantes de instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil para discutir os desafios e as transformações da educação superior. Integrante do Conselho Consultivo do SEMESP, Maria Isabel esteve, no dia 17, no painel “A formação é um caminho sem fim”, que teve como convidado Jorge Alfonso Rodrigues Tort, diretor de Estratégias e Cooperação do Instituto do Futuro do Tec de Monterrey, do México. A mesa abordou os novos caminhos da formação profissional, com destaque para microcertificações, trilhas flexíveis de aprendizagem e lifelong learning, além dos desafios para que as instituições acompanhem as transformações da sociedade e do mundo do trabalho. Para a reitora, participar de espaços como o FNESP representa uma oportunidade de contribuir para o debate sobre os rumos da educação superior, além de acompanhar experiências e perspectivas de outras instituições. Também estiveram no evento o presidente da Fundação Octacílio Gualberto, mantenedora da UNIFASE, Dr. Jorge Dáu; o pró-reitor de Administração, Dr. Afonso Chaves; e o coordenador de EAD, Prof. Marcelo Guedes, acompanhando as discussões e as novidades que movimentam a educação superior.
17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.