UNIFASE promove maratona de ideias com foco em soluções sustentáveis

3 de junho de 2025
UNIFASE promove maratona de ideias com foco em soluções sustentáveis

O Ideathon conectou alunos, comunidade e mercado na busca por um futuro mais consciente

Um movimento de inovação, propósito e impacto social tomou forma na UNIFASE com a realização do Ideathon – Soluções Sustentáveis para um Futuro Melhor, promovido pelo curso de Administração da instituição, com apoio da ACEP (Associação Comercial e Empresarial de Petrópolis) e do Serratec - Parque Tecnológico da Região Serrana. Sob coordenação dos professores Luciene Lopes Baptista e Humberto Medrado, o evento mobilizou estudantes do primeiro ao oitavo período em uma imersão de criatividade, empreendedorismo e compromisso com o planeta.


Durante dois dias, os participantes vivenciaram oficinas de Design Thinking, Modelagem de Negócios, mentorias com especialistas e empresários convidados, e apresentaram pitches com propostas criativas para desafios reais de Petrópolis. As temáticas giraram em torno da saúde humana, sustentabilidade ambiental e sistemas sociais e econômicos, alinhadas aos conceitos de Saúde Planetária e Cultura Regenerativa — apresentados na palestra de abertura pelo professor e médico Paulo Sá.


“O Ideathon representa uma ruptura com os modelos tradicionais de ensino. Ele transforma a teoria em prática, mobilizando os nossos alunos para aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula na resolução de desafios reais. É uma iniciativa que conecta os estudantes ao mercado de trabalho, aproximando-os de empresários e profissionais que compartilham demandas concretas”, destacou Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, reitora da UNIFASE.


Divididos em seis equipes — Guardião Verde, EcoVita, Biosfera Viva, Terra Sustentável, Equilíbrio Azul e RenovaMundo — os alunos foram desafiados a propor soluções nas áreas de alimentação sustentável, gestão da água, desastres climáticos e economia circular. Mais do que uma competição, o Ideathon proporcionou uma vivência colaborativa e despertou nos estudantes a consciência sobre o papel social do administrador na transformação do mundo.


“O evento foi muito importante, principalmente por promover essa integração entre os alunos, os professores e também profissionais da área. Além disso, houve uma conscientização sobre atitudes sustentáveis que a gente pode aplicar no dia a dia, algo essencial para qualquer futuro administrador”, relatou Guilherme Faria Haas, aluno do 8º período e integrante da equipe Biosfera Viva, que ficou em primeiro lugar junto com o grupo Guardião Verde.


Um dos diferenciais do Ideathon foi o envolvimento dos mentores convidados — Leonardo Faver, José Luiz Rocha, Roberto Musser, Thaís Ferreira, Thaís Rocha e Zeina Justen — que contribuíram com orientações valiosas, conectando os alunos com o universo empreendedor e com a realidade da cidade.


“Fiquei positivamente impressionada com o engajamento dos alunos e a profundidade das discussões, especialmente no grupo em que trabalhei com foco nos impactos das chuvas e os riscos de desastre. Eles partiram do zero, construindo vínculos, compartilhando vivências e, a partir disso, conseguiram desenvolver propostas alinhadas à realidade de Petrópolis. Em pouco tempo, transformaram informação técnica em soluções criativas e aplicáveis. Ver essa troca entre estudantes e profissionais do mercado é enriquecedor. É nesse diálogo que o conhecimento acadêmico se conecta com a prática, gerando impacto direto na sociedade”, afirma Thaís Ferreira, Diretora executiva do Serratec, mestre em sustentabilidade e mentora da equipe Guardião Verde. 



As propostas elaboradas serão reunidas em um documento que poderá ser apresentado a empresas e organizações locais, como sugestões viáveis de ações sustentáveis para Petrópolis.

“Mais do que desenvolver soluções, os alunos vivenciaram na prática o poder da colaboração, da escuta e da criatividade voltada para o bem comum. O Ideathon mostrou que a formação em Administração pode – e deve – estar conectada com os desafios reais da sociedade. É esse tipo de experiência que forma profissionais mais conscientes, preparados e comprometidos com um futuro melhor para todos”, frisa a coordenadora do curso de Administração, Ana Maria Auler. 


4 de junho de 2026
Mais de 70% dos brasileiros já tomaram medicamentos por conta própria. Entenda os perigos dessa prática e saiba quando procurar ajuda profissional. Dor de cabeça, febre, mal-estar ou uma simples indisposição. Diante desses sintomas, muitas pessoas recorrem imediatamente ao remédio mais próximo, sem orientação médica ou farmacêutica. O que parece uma solução rápida, porém, pode esconder riscos importantes para a saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros admitem praticar automedicação. Em muitos casos, o hábito faz parte da rotina semanal — ou até diária. O problema é que o uso inadequado de medicamentos pode causar intoxicações, mascarar doenças graves, provocar reações adversas e até contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Mas afinal, quando a automedicação se torna perigosa? O que é automedicação? A automedicação acontece quando uma pessoa utiliza medicamentos por conta própria, sem avaliação de um profissional de saúde. Isso inclui: Tomar remédios por indicação de amigos ou familiares; Utilizar prescrições antigas; Alterar doses recomendadas pelo médico; Interromper tratamentos antes do prazo indicado; Fazer uso de suplementos, vitaminas ou fitoterápicos sem orientação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita, isso não significa que sejam totalmente seguros. Quais são os medicamentos mais usados sem orientação? Entre os medicamentos mais utilizados na automedicação estão: Paracetamol; Dipirona; Ibuprofeno; Diclofenaco; Antiácidos. Por serem facilmente encontrados em farmácias, muitas pessoas acreditam que seu uso não oferece riscos. No entanto, o cenário é diferente. O paracetamol, por exemplo, pode causar lesões hepáticas quando utilizado de forma inadequada. Já os anti-inflamatórios estão associados a danos renais e podem reduzir a eficácia de medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial. A internet está aumentando os casos de automedicação? Sim. Com o crescimento das redes sociais, sites de saúde e ferramentas de inteligência artificial, tornou-se cada vez mais comum que pessoas tentem diagnosticar seus próprios sintomas. O problema é que um sintoma isolado raramente é suficiente para definir uma doença. Uma dor de cabeça pode estar relacionada a estresse, alterações hormonais, problemas neurológicos ou diversas outras condições. Sem avaliação clínica adequada, existe o risco de utilizar o medicamento errado e retardar o diagnóstico correto. Os riscos da automedicação vão muito além dos efeitos colaterais Um dos principais perigos é o chamado mascaramento de sintomas. Quando uma pessoa utiliza medicamentos apenas para aliviar sinais como dor ou febre, pode acabar escondendo manifestações importantes de doenças mais graves. Imagine alguém que toma analgésicos diariamente para controlar dores de cabeça frequentes. O sintoma desaparece temporariamente, mas a causa permanece sem investigação. Além disso, o uso inadequado pode provocar: Intoxicações medicamentosas; Reações alérgicas; Lesões no fígado; Danos aos rins; Interações medicamentosas perigosas; Falha terapêutica; Agravamento de doenças preexistentes. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Os extremos da vida são especialmente vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. Nas crianças, os sistemas responsáveis pelo processamento dos fármacos ainda estão em desenvolvimento. Já nos idosos, fígado e rins podem apresentar funcionamento reduzido, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, muitos idosos utilizam vários medicamentos simultaneamente, o que favorece interações medicamentosas potencialmente perigosas. Resistência bacteriana: um problema global O uso inadequado de antibióticos é uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Quando uma pessoa utiliza antibióticos sem necessidade, interrompe o tratamento antes do prazo ou faz uso incorreto da medicação, contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes. Esses microrganismos tornam-se mais difíceis de combater, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis. É por isso que antibióticos devem ser utilizados exclusivamente sob orientação profissional. Suplementos e vitaminas também exigem cuidados Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não apresentam riscos. Mas essa ideia está longe da realidade. Vitaminas, suplementos alimentares, fitoterápicos e até chás medicinais contêm substâncias capazes de alterar o funcionamento do organismo. Quando utilizados sem necessidade ou em excesso, podem provocar intoxicações e interagir com medicamentos de uso contínuo. E as famosas canetas para emagrecer? A popularização das chamadas "canetas emagrecedoras" trouxe um novo desafio. Embora alguns desses medicamentos apresentem benefícios comprovados para determinados pacientes, seu uso deve ocorrer sob acompanhamento profissional. Existem contraindicações, ajustes de dose e avaliações clínicas que precisam ser realizados antes do início do tratamento. Utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos, sem orientação adequada, pode representar riscos importantes à saúde. Como identificar uma possível reação adversa? Alguns sinais podem indicar que um medicamento está causando efeitos indesejados: Náuseas; Vômitos; Dor abdominal; Coceira; Manchas na pele; Urticária; Mal-estar inesperado; Reações alérgicas. Ao perceber qualquer um desses sintomas após iniciar um medicamento, o ideal é procurar atendimento médico e informar todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Como manter uma farmácia doméstica segura? Ter medicamentos básicos em casa pode ser útil, mas alguns cuidados são fundamentais: Verifique regularmente a validade: Medicamentos vencidos podem perder eficácia e aumentar riscos à saúde. Armazene corretamente: Evite guardar remédios em locais com calor, umidade ou variações de temperatura, como cozinhas e banheiros. Faça o descarte adequado: Medicamentos não devem ser descartados no lixo comum nem no vaso sanitário. Muitas farmácias oferecem pontos de coleta específicos para descarte seguro. Quando é seguro tomar um medicamento por conta própria? Situações pontuais, como uma dor de cabeça ocasional, podem ser manejadas com medicamentos de venda livre, desde que respeitadas as orientações da bula. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental investigar a causa. Medicamentos aliviam sintomas, mas nem sempre resolvem o problema que está por trás deles. A melhor escolha continua sendo a orientação profissional A automedicação pode parecer inofensiva, mas seus impactos vão muito além do alívio imediato dos sintomas. Buscar orientação médica ou farmacêutica é a forma mais segura de garantir tratamentos eficazes, evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo. Antes de tomar qualquer medicamento, lembre-se: informação de qualidade e acompanhamento profissional fazem toda a diferença. QUER SABER MAIS? CONFIRA A ENTREVISTA DA PROFESSORA DA UNIFASE E FARMACÊUTICA PRISCILA FEIJÓ: https://www.youtube.com/watch?v=uoF3mW0VdNk
3 de junho de 2026
Projeto desenvolvido no Quilombo Boa Esperança foi um dos seis melhores trabalhos apresentados no II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária
3 de junho de 2026
O curso de Medicina da UNIFASE/FMP realizou, no mês de maio, a Aula Magna da graduação, reunindo estudantes e professores para uma reflexão sobre a prática médica fundamentada na ciência e no pensamento crítico. Com o tema “Medicina Baseada em Evidências: como pensar criticamente desde o primeiro dia”, a aula foi ministrada pelo médico Luis Eduardo Fontes, mestre e doutor em Saúde Baseada em Evidências pela Unifesp e pela Universidade de Oxford. A proposta do encontro foi estimular estudantes e profissionais da área da saúde a refletirem sobre a importância da análise crítica e da tomada de decisões clínicas fundamentadas em evidências científicas desde o início da formação acadêmica.  Além de professor titular da disciplina de Urgência e Emergência da UNIFASE/FMP, Luis Eduardo Fontes é coordenador do Grupo de Pesquisa em Saúde Baseada em Evidências da instituição, pesquisador associado sênior do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford, diretor do Centro Afiliado Cochrane Brasil Rio de Janeiro e cofundador da Oxford-Brazil EBM Alliance.