UNIFASE/FMP lança pós-graduação em Pneumologia com foco em prática clínica, inovação e medicina baseada em evidências

19 de junho de 2026
UNIFASE/FMP lança pós-graduação em Pneumologia com foco em prática clínica, inovação e medicina baseada em evidências

Curso semipresencial é voltado para médicos e reúne especialistas de diferentes regiões do país para formação em doenças respiratórias

A crescente incidência de doenças respiratórias e a necessidade de profissionais cada vez mais capacitados para atuar em diferentes níveis de atenção à saúde impulsionam a criação da nova pós-graduação lato sensu em Pneumologia da UNIFASE/FMP. Com duração de 18 meses e formato semipresencial, o curso foi desenvolvido para médicos que desejam aprofundar seus conhecimentos na área e ampliar sua atuação clínica, desde a atenção primária até os serviços de alta complexidade.


“Um dos principais desafios atuais é acompanhar a rápida evolução do conhecimento em Pneumologia. Novas tecnologias diagnósticas na broncoscopia, medicamentos terapias-alvo, imunobiológicos, avanços em ventilação mecânica e o crescente uso de biomarcadores têm transformado a prática clínica. Além disso, doenças respiratórias altamente prevalentes, como DPOC, asma, câncer de pulmão, doenças intersticiais e infecções respiratórias, exigem uma abordagem cada vez mais multidisciplinar e baseada em evidências. A nossa pós-graduação em Pneumologia foi estruturada para preparar o médico para essa realidade. O curso combina atualização científica permanente, discussão de casos clínicos reais, treinamento em interpretação de exames, contato com especialistas de referência nacional e desenvolvimento do raciocínio crítico. O objetivo é capacitar profissionais para incorporar rapidamente os avanços da especialidade à prática assistencial, oferecendo um atendimento mais seguro, preciso e atualizado aos pacientes”, destaca o coordenador da Pós-graduação lato sensu em Pneumologia da UNIFASE/FMP, o pneumologista Arthur Vianna.


O curso reúne um corpo docente formado por professores e pesquisadores de diferentes regiões do Brasil, com experiência tanto na Atenção Primária à Saúde quanto em hospitais e centros especializados. Além das aulas teóricas e sessões clínicas síncronas, os alunos terão acesso a atividades que incentivam a análise crítica da literatura científica e o desenvolvimento contínuo do conhecimento na especialidade.


A formação também incorpora recursos tecnológicos e experiências práticas que acompanham as transformações da medicina contemporânea. Entre os destaques está um módulo exclusivo sobre Inteligência Artificial aplicada à Medicina, com enfoque específico na Pneumologia.


“A Inteligência Artificial já está começando a transformar diversas áreas da Pneumologia. Atualmente, ela auxilia na interpretação de exames de imagem, como radiografias e tomografias de tórax, na detecção precoce de nódulos pulmonares, na abordagem das doenças intersticiais, na estratificação de risco de pacientes e na análise de grandes volumes de dados clínicos. Também observamos aplicações crescentes em medicina intensiva, monitorização respiratória, polissonografia, avaliação funcional pulmonar e suporte à decisão clínica. Essas ferramentas podem aumentar a eficiência dos processos, reduzir erros diagnósticos e contribuir para uma medicina mais personalizada”, finaliza o médico.



As inscrições já estão abertas. Mais informações podem ser obtidas no site: https://www.unifase-rj.edu.br/posgraduacao/pneumologia.


17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.
16 de setembro de 2026
Há mais de uma década, iniciativa aproxima estudantes e moradores e transforma demandas do território em ações nas áreas de saúde, alimentação, educação e cidadania
11 de setembro de 2026
Experiências vivenciadas no cotidiano da saúde da família deram origem ao livro Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido, de Anna Beatriz Artigues de Araujo Vieira, enfermeira e preceptora da UNIFASE. Publicada pela Artêra Editorial, a obra foi lançada durante a programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O livro reúne poemas, narrativas e reflexões construídos a partir da escuta e das experiências vivenciadas pela autora no cuidado em saúde. Os textos abordam temas como infância, violência, pertencimento, espiritualidade, comunicação e vulnerabilidade, revelando histórias e situações que muitas vezes permanecem invisíveis no cotidiano. A obra propõe um olhar sensível sobre o cuidado e sobre as relações humanas que atravessam o trabalho na saúde da família, aproximando poesia, experiências territoriais e reflexão sobre o ato de cuidar. “Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido” está disponível na Amazon.