Vestibular de medicina: 5 plataformas para te ajudar a estudar

21 de novembro de 2022
Vestibular de medicina: 5 plataformas para te ajudar a estudar

Fazer uma graduação é um sonho e um desafio para grande parte dos jovens ao terminar o Ensino Médio. Prestar o vestibular de medicina, entre os cursos mais concorridos, acaba gerando uma grande ansiedade em ser aprovado entre tantos concorrentes.

Ter uma rotina de estudos planejada contribui de modo muito particular na preparação de cada um, principalmente quando percebem que as sessões de estudos não precisam ser um sofrimento ou uma obrigação penosa, mas uma atividade com estímulo e entusiasmo. A rotina gera o hábito que vai estabelecendo prioridades mediante fatores externos ou intercorrências diárias.

E cada pessoa tem um jeito próprio de lidar com suas obrigações e compromissos. Uns com mais facilidade de aprender esta ou aquela disciplina, outros com um trabalho mais demorado de assimilação e entendimento da diversidade de conteúdo exigido em provas com alta competição. Nesse caso, as tecnologias podem ser uma grande aliada no compromisso com a aprovação no vestibular de medicina. 

 

Como a tecnologia pode potencializar sua rotina de estudos

A tecnologia é uma ferramenta que vem aprimorar tarefas e cognição, assim como promover envolvimento com o conteúdo, trazendo mais dinamicidade e ajudando no foco do estudante. Sobretudo quando se tem pela frente uma grande quantidade de informações para serem absorvidas. A missão é grande. E todo estudante que vai prestar vestibular de medicina sabe disso.

Na experiência digital, o estudante tem acesso a conteúdos mais específicos e pode organizar o próprio horário de estudos, independente de uma rotina vinculada à instituição de ensino. O formato também democratiza o aprendizado que pode ser partilhado.

A tecnologia contribui ainda na diversidade de ferramentas para cada disciplina a ser estudada, a variedade de formatos de conteúdos, a promoção de troca de experiências, uso lúdico de jogos para o aprendizado. Tudo isso aliado à economia de tempo na resolução de questões, ter o conforto de casa e a possibilidade de fazer testes diversos e aprimorar o entendimento das disciplinas da saúde.

Conheça 5 plataformas para te ajudar a estudar para medicina 

Os aplicativos estão aí como ferramenta de auxílio na rotina de muitos alunos. Como o celular virou a companhia fiel de todos nós, por que não conhecer melhor cinco apps que podem contribuir bastante na vida do estudante que vai fazer vestibular de medicina?

Ajudar a organizar e gerir o tempo, dominar melhor o conteúdo e matérias, organizar visualmente as informações mais importantes para facilitar a memorização, ter foco no cumprimento das tarefas do dia, realizar testes e provas.

Os apps vieram como sugestão para facilitar a vida do estudante. Vamos lá!

1 – Lookbio

A Biologia é uma das disciplinas fundamentais para passar no vestibular de medicina. E o Lookbio é o aplicativo perfeito para se aprofundar no conteúdo de forma variada. Com cinco abas dispostas entre os temas – Introdução a Biologia, Reinos, Taxonomia, Citologia e Bioquímica – o app informa ainda características dos seres vivos, vitaminas, nomes químicos, funções, fontes, de forma resumida.

O aplicativo funciona offline e o conteúdo rápido ajuda também na organização da rotina marcando aquilo que já estudou e o que ainda precisa ser visto. Ele está disponível no Google Play e Apple Store.

 

2 – Meu pomodoro

Pomodoro é uma técnica conhecida entre redatores e produtores de conteúdo de internet, que consiste em contar o tempo de estudos e fracioná-lo em intervalos. Ela ajuda a garantir mais foco do estudante que tem uma carga de pressão alta, que é passar no vestibular de medicina.

O gerenciamento do tempo é controlado pelo aplicativo por meio de um cronômetro com períodos de 25 minutos para você focar nas leituras e estudos sem qualquer tipo de interrupção, o que aumenta a produtividade. O app está disponível para dispositivos IOS e Android.

 

3 – Anki

Anki é um aplicativo para ser usado no computador, onde o estudante que vai fazer vestibular de medicina pode preparar conteúdos específicos usando flashcards. Na plataforma já existem “cards prontos” compartilhados pela comunidade, mas é possível criar as suas próprias cartas. Cada carta corresponde a uma disciplina, que inclui textos, áudios, fotos, visualidades que contribuem na memorização.

Os recursos são gratuitos e livre de propagandas, com download disponível para PCs com Windows, macOS e Linux, além de apps para celulares com Android e iPhone (iOS).

 

4 – Easy Study

Esse aplicativo é direcionado para o estudante que precisa organizar um plano de estudos assertivo para concorrer ao vestibular de medicina. A usabilidade é bastante intuitiva e em poucos passos você consegue organizar uma agenda com as matérias que precisa estudar a cada dia. 

O aplicativo ajuda a criar o próprio planejamento de estudos, cronometrar atividades, rever o que estudou e quanto tempo gastou. Disponível para Android e iPhone (iOS).

 

5 – Yellowbook

O Yellowbook já é um aplicativo bastante utilizado por profissionais de saúde e foi criado por uma equipe de médicos, adaptado com a realidade da rotina destes profissionais e suas dificuldades no momento de tomar uma decisão rápida. 

O aplicativo apresenta conteúdos relacionados com prescrições, medicamentos e toda uma enciclopédia da literatura médica, de forma fácil. Está disponível para Android e iOS.

 

Conheça o curso de medicina da FMP e as formas de ingresso.

O curso de graduação em medicina da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) tem 12 semestres de duração e prepara médicos generalistas compromissados com a saúde pública focados no domínio de conhecimentos básicos de natureza biopsicossocial, com ênfase na Medicina Interna, à Medicina Social e às ciências básicas, com inserção do aluno na comunidade desde o início do curso. 

O profissional de medicina é preparado para atuar na cura ou na prevenção da doença, com postura ética e humanística em relação ao paciente, à família e à comunidade.

Saiba como ingressar na Faculdade de Medicina de Petrópolis . A participação é online, a partir do edital de publicação de vagas por curso. As provas são online, com aproveitamento da nota do Enem até 48 horas após a inscrição. O resultado é divulgado em até 72 horas após a conclusão do processo seletivo e a matrícula pode ser feita em até 5 dias do resultado.

Pessoas que ainda não terminaram o Ensino Médio podem participar do vestibular, mas o resultado só é válido durante um ano. Em caso de aprovação, o aluno pode fazer a reserva de sua vaga para um momento posterior à conclusão do Ensino Médio, desde que o seu ingresso na faculdade não ultrapasse o prazo de um ano estabelecido, que passa a ser contado a partir da data do vestibular.

Quem já tem diploma de graduação e deseja estudar um novo curso terá um desconto de 30% nas mensalidades. Exceto para os cursos de Odontologia e Medicina.

Acesse aqui para conhecer mais sobre o processo seletivo!

 

6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.