Gilberto Pucca, responsável pela implementação do Programa Brasil Sorridente, ministra aula magna no curso de Odontologia da UNIFASE

5 de abril de 2023
Gilberto Pucca, responsável pela implementação do Programa Brasil Sorridente, ministra aula magna no curso de Odontologia da UNIFASE

Ao longo da história nacional, os cuidados de prevenção em relação à saúde bucal estiveram à margem das políticas públicas de saúde. Neste contexto limitado de acesso aos tratamentos odontológicos e sem a devida orientação em relação aos cuidados com a higiene bucal, o principal tratamento oferecido à população na rede pública de saúde era a extração dentária. Em 2004, com a proposta de mudar esta realidade, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Saúde Bucal – Programa Brasil Sorridente, com uma série de ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros. Nos últimos dias, o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) teve a honra de receber Gilberto Pucca, responsável por implementar este Programa Nacional de atenção à saúde bucal no país, que ministrou a aula magna do curso de Odontologia da UNIFASE 2023.1.


“É motivo de muito orgulho receber o professor Pucca, profissional renomado, que nos deu a honra de ministrar a aula magna do nosso curso de Odontologia. Ao longo da graduação, os alunos aprendem todo esse movimento histórico da inserção da Odontologia. Agora, eles tiveram a oportunidade de conversar com a pessoa que implementou esse programa no país, perguntar e debater ideias, pois o Pucca representa de maneira indiscutível a inserção da Odontologia no cenário da saúde pública do Brasil”, destaca Vera Soviero, professora e coordenadora do curso de Odontologia da UNIFASE.


O principal objetivo do Programa Brasil Sorridente é a reorganização da prática e a qualificação das ações e serviços oferecidos no país, reunindo uma série de ações em saúde bucal voltada para todos os cidadãos, com ampliação do acesso ao tratamento odontológico gratuito aos brasileiros por meio do SUS.


“O programa Brasil Sorridente na realidade é a primeira política Nacional de saúde bucal do Brasil. Até então, apenas crianças e gestantes eram atendidas na rede pública de saúde na área da Odontologia. Com esse programa, o serviço foi ampliado e passou a oferecer atendimentos a todos os integrantes da família, desde o bebê até o idoso. Além disso, implantamos equipes de saúde bucal na estratégia de saúde da família e centros de especialidades odontológicas, o que também é uma grande novidade. A pandemia nos trouxe uma grande problemática na área da Odontologia, porque todos os atendimentos eletivos foram suspensos. Então, estamos trabalhando na tendência da mínima intervenção, uma tecnologia relativamente nova, mas que apresenta evidências científicas suficientes para a Odontologia praticá-la. A teleodontologia também é um instrumento novo, que permite o monitoramento dos pacientes, por exemplo, com câncer de boca. Essas são novas tecnologias que estão se incorporando à Odontologia com sucesso”, explica o professor Gilberto Pucca, doutor em ciências da Saúde, que implantou o Programa Brasil Sorridente.


O especialista explica que o Programa Brasil Sorridente trouxe muitos benefícios para a população e já altera de forma significativa o índice CPO ( cariados, perdidos e obturados) no Brasil, utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar a prevalência da cárie dentária em diversos países.


“O que o Brasil precisa é que o aluno de odontologia, que será um profissional na área, seja um clínico geral de alta qualidade, o que não é fácil e exige muito estudo, além de ser alguém que saiba fazer gestão e planejamento. Esse realmente é o perfil de profissional que precisamos. Com a implantação dos novos serviços e o impacto epidemiológico que o Brasil Sorridente trouxe para a população, diminuímos consideravelmente o índice de CPO do país. Fiquei muito impressionado com o nível dos alunos aqui da instituição, com o engajamento do curso de Odontologia da UNIFASE, pois está imerso no SUS com uma proposta muito inovadora. Isso é exatamente o que o Brasil necessita para avançar ainda mais na área da Odontologia”, finaliza Pucca.


Em Petrópolis, a atenção à saúde bucal conta com o serviço odontológico oferecido à população no Ambulatório Escola da UNIFASE, em oito Unidades de Saúde da Família, no Departamento de Doenças Infecto Parasitárias (DIP), no Hospital de Ensino Alcides Carneiro e nos dois Centros de Saúde, além de outros locais de atendimento gratuitos, através do Sistema Único de Saúde.


“Essa aula magna me trouxe ainda mais motivação no trabalho diário de apoio à saúde bucal do município e na formação dos futuros profissionais de saúde bucal. Petrópolis aderiu ao Brasil Sorridente com uma Rede de Atenção à Saúde Bucal bem estruturada em diversas densidades tecnológicas, desde a Promoção na Saúde, no Programa de Saúde Bucal Escolar, junto ao PSE, nas 34 Equipes de Saúde Bucal na Estratégia de Saúde da Família, na Unidade de Pronto Atendimento – UPA Cascatinha, até a média e a alta complexidades nos dois Centros de Especialidades Odontológicas (CEO Centro e CEO Corrêas). Ao nos apropriarmos da nossa maravilhosa Política Nacional de Saúde Bucal, compreendemos que precisamos defender os recursos materiais e humanos necessários para que a saúde bucal tenha acesso ampliado a cada vez mais cidadãos, tanto de forma quantitativa quanto qualitativa, na promoção de um modelo de atenção integral, humanizado e resolutivo”, frisa Kátia Mendes, apoiadora em Saúde Bucal nas Unidades Básicas de Saúde de Petrópolis e professora do curso de Odontologia da UNIFASE.

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.