Em outubro acontece o 1º Simpósio Ação Pública e Inovações Sociais de Petrópolis

4 de outubro de 2024
Em outubro acontece o 1º Simpósio Ação Pública e Inovações Sociais de Petrópolis

A UNIFASE sediará o evento, programado para sexta-feira, dia 11

No dia 11 de outubro, durante o dia todo, a UNIFASE vai sediar o 1º Simpósio Ação Pública e Inovações Sociais de Petrópolis, evento que marca o encerramento do primeiro ciclo do projeto de pesquisa “Cartografia do Ecossistema de Inovações Sociais de Petrópolis”. A equipe de pesquisadores do projeto vem trabalhando, desde agosto de 2023, no mapeamento e reconhecimento da rede de iniciativas de inovação social da cidade, ou seja, organizações populares, da sociedade civil, formais ou não, que estão buscando soluções inovadoras para os problemas públicos de Petrópolis. Além de contar com a presença de renomados pesquisadores da área de políticas públicas de outros estados, como a professora Carolina Andion, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), pioneira em estudos sobre inovações sociais no país e idealizadora do Observatório de Inovação Social de Florianópolis (OBISF), o simpósio também marcará o lançamento da plataforma do OBISP, o Observatório de Inovação Social de Petrópolis. A plataforma é uma ferramenta de pesquisa colaborativa pública e gratuita que irá disponibilizar os dados recolhidos de forma organizada através de uma base cartográfica, mapas e gráficos, com o objetivo de fortalecer e dinamizar a rede de atores sociais que se mobilizam para enfrentar os desafios da vida social na cidade. 


O projeto é coordenado pelo professor Gustavo Costa, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur/UFRJ), em parceria com o Instituto Philippe Guédon de Gestão Participativa (IPG), de Petrópolis, responsável pela submissão do projeto, que foi contemplado em 2023, à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) no edital do programa pesquisador na empresa. “Estamos muito animados com este simpósio que representa um passo importante para a cidade em termos de debate sobre políticas públicas, principalmente no que diz respeito à participação social, às práticas de transparência, à produção de dados pelos atores sociais e à gestão pública de informações.


A inovação social e ambiental ocorre quando novas soluções para problemas sociais e ambientais são mais efetivas, eficientes, sustentáveis ou justas que soluções anteriores, e beneficiam não só pessoas, individualmente, mas a sociedade como um todo”, explica Gustavo. “Essas soluções mais justas são mais fáceis de serem alcançadas por quem vive e lida todos os dias com os problemas públicos, pois essas pessoas compreendem os problemas de maneira distinta daquelas que ocupam posições de poder e que, em geral, estão distantes da realidade da maioria da população”, ressalta ainda.


Além de Carolina Andion, participam do evento representantes de outros observatórios do Brasil, como o Observatório de Inovação Social da Fronteira (OBISFRON), que atua no Mato Grosso do Sul na fronteira Brasil-Bolívia; e representantes dos chamados “atores de suporte” da cidade, que são instituições que podem oferecer apoio às iniciativas de inovação social, como a própria UNIFASE, o Serratec, o Cefet-RJ, entre outros que estão sendo mapeados na pesquisa. A programação também inclui painéis de exposição de iniciativas de inovação social de Petrópolis já entrevistadas.


Até o momento, o projeto já identificou mais de 400 iniciativas de inovação social da cidade, dentre as quais, 55 já foram entrevistadas. Também foram entrevistados 11 atores de suporte. A equipe de pesquisadores vem realizando visitas e oficinas para difundir o projeto e orientar no preenchimento do formulário de cadastro na plataforma. As oficinas têm como objetivo oferecer espaços de reconhecimento e interação às iniciativas de inovação social. 

Representada pelo professor Ricardo Tammela, coordenador de projetos e extensão, a UNIFASE não só abriu as portas para o simpósio e para o projeto de pesquisa, como será representada pelo próprio Ricardo em uma mesa com outros atores de suporte para debater a importância do apoio às iniciativas de inovação social. Segundo o professor, é muito importante para a UNIFASE acolher a iniciativa, tanto da pesquisa como da realização do simpósio, porque a pesquisa pode ajudar a entender como os diferentes segmentos da sociedade, sobretudo aqueles que se encontram em situação de maior invisibilidade do poder público, compreendem o mundo e - cita um conceito de Paulo Freire para complementar - buscam seus inéditos viáveis para superar as situações limites que encontram no caminho.


“A sociedade, e aqui quero me referir a esse segmento social que é sempre mais contemplado pelas políticas públicas, as elites de nossa cidade, tendem a considerar que essas populações que vivem em condições negligenciadas, dependem do poder público para sua existência. Porém, na ausência do poder público, elas buscam seus caminhos, seja através de sua organização em coletivos ou com o apoio de outras instituições que se colocam aos seus lados. É claro que isso não substitui a responsabilidade que o poder público tem em executar políticas públicas, para no mínimo, garantir direitos básicos que estão, inclusive, previstos em nossa constituição e nos diferentes tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.", comenta. 


Proponente do projeto e peça fundamental para a realização do simpósio, o IPG também estará na mesa com outros atores de suporte. “A realização deste simpósio deixa a diretoria do IPG muito orgulhosa, pois quando decidimos abraçar este projeto foi porque percebemos que seria uma oportunidade de transformar os sonhos de Philippe Guédon em realidade, já que ele sempre apoiou e estimulou a gestão participativa através da formação de associações e cooperativas. Ele acreditava que é a partir da vivência delas, e do que acontece no município e no bairro onde moramos, que podemos chegar às soluções para as demandas da sociedade, inclusive para políticas públicas”, aponta o atual presidente do IPG, Cleveland Jones, lembrando ainda que a plataforma do Observatório de Inovação Social de Petrópolis, que será lançada durante o simpósio, é uma ferramenta pública que coloca em prática um sonho antigo do próprio Philippe Guédon. 


O 1º Simpósio Ação Pública e Inovações Sociais de Petrópolis, marcado para o dia 11 de outubro, vai acontecer na Sala Arthur Sá Earp Neto, na UNIFASE, entre 8h e 19h30. Para confirmar presença, basta preencher o formulário https://forms.gle/uqjCkFfjYTEX9XWE6 .


20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
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