Dia Internacional da Educação para um desenvolvimento sustentável

23 de janeiro de 2023
Dia Internacional da Educação para um desenvolvimento sustentável

De acordo com o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a educação é um direito de todos. Por isso, para destacar e comemorar seu papel na promoção da paz mundial e de um desenvolvimento mais sustentável, foi criado o Dia Internacional da Educação.

 

A data reforça a importância de uma educação mais inclusiva e equitativa de oportunidades e qualidade para todos. Sem ela, os países não conseguirão alcançar a igualdade de gênero e nem interromper o ciclo de desigualdade social e pobreza.

 

Neste ano, a UNESCO, atenta ao cenário mundial, está dedicando o Dia Internacional da Educação às meninas e mulheres afegãs que tiveram sua dignidade e direitos à educação violados pelas medidas restritivas impostas pelo governo do Afeganistão.

 

Quer saber mais sobre a data e a campanha de 2023? Continue lendo esse artigo.

 

Quando surgiu o Dia Internacional da Educação?

O Dia Internacional da Educação surgiu em dezembro de 2018, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas definiu o dia 24 de janeiro como data oficial para as comemorações.

 

Segundo a declaração, a educação elementar é um bem público, de responsabilidade pública e, por isso, deve ser gratuita e obrigatória. Em 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança ampliou esta visão e estipulou que o ensino superior também deve ser acessível para todos. 

O objetivo do encontro foi o de reconhecer o papel crucial da educação no desenvolvimento sustentável e promover uma maior cooperação internacional para sua efetivação.

 

O importante papel da ONU 

Para a ONU, o direito à educação de milhões de crianças em várias partes do mundo está sendo violado. Confira alguns dados da UNESCO.

  • 262 milhões de crianças e jovens não estão estudando.
  • 617 milhões não sabem ler ou não conseguem fazer cálculos básicos de matemática.
  • Na África Subsaariana:
  • 40% das meninas não concluem o ensino médio.
  • 4 milhões de jovens e crianças refugiadas não vão à escola.

 

Este cenário de crise global na educação levou a ONU a realizar, em setembro de 2022, a Cúpula da Educação Transformadora. A partir de seu forte impulso global, o 5º Dia Internacional da Educação traz o tema "Investir nas pessoas, priorizar a educação”. 

As metas da ONU para o ODS 4 - Educação de qualidade

A ONU definiu várias metas para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - chamados de ODS 4. São elas:

  • Educação universal primária e secundária.
  • Desenvolvimento infantil e educação pré-primária universal.
  • Igualdade de acesso à educação superior e técnica profissional.
  • Habilidades relevantes para o trabalho decente.
  • Igualdade de gênero e inclusão.
  • Alfabetização universal de jovens e adultos.
  • Educação para o desenvolvimento sustentável e cidadania global.
  • Ambientes de aprendizagem efetivos.
  • Expandir o número de bolsas de estudos para países em desenvolvimento.
  • Aumentar o contingente de professores qualificados.

 

Dia Internacional da Educação 2023: Investir nas pessoas, priorizar a educação

Para melhorar a cooperação internacional, todas as partes interessadas foram convidadas para comemorar o Dia Internacional da Educação. Ele acontecerá no dia 24 de janeiro de 2023 na sede das Nações Unidas em Nova York. 

A expectativa para este ano é que ocorra um grande mobilização mundial em prol da educação e que isso transforme propostas e iniciativas em ações reais que viabilizam, fortalecem e impulsionam a educação. Para conhecer o evento, clique aqui. 

 

Instituições e ideias que transformam o mundo!

Diversas instituições desenvolvem projetos, realizam ações e eventos que contribuem para o cumprimento das metas da ONU para a ODS 4, entre elas, a UNIFASE/FMP. Confira!

 

1. Comissão de Acessibilidade - UNIFASE/FMP

Criada em 2015 pela UNIFASE/FMP, a comissão cria métodos de inclusão para garantir educação para todos na cidade de Petrópolis.

 

As ações são elaboradas a partir de encontros e atividades que reúnem pessoas com deficiência e profissionais da instituição, e que compartilham conhecimentos e vivências para desenvolver soluções inclusivas cada vez mais eficazes.

 

2. NIPPIS - Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social

Em 2015, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) criaram um núcleo de pesquisa e formação de recursos humanos.

 

O objetivo é produzir e reproduzir conhecimentos e informações que ajudem a promover os direitos humanos, a inclusão social e o planejamento, avaliação e monitoramento de políticas públicas. Alguns exemplos são:

  • SISDEF - Sistema Nacional de informações sobre Deficiências.
  • ECOAR - Diálogos de Cidadania
  • Observa Infância: Saúde da criança em dados
  • Trabalhadores com Deficiência na Fiocruz.

3. Estudos sobre Saúde Mental.

O Centro de Estudos em Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Petrópolis realiza estudos para tratar de temas relacionados à saúde mental, como os de minorias e jovens LGBTQIA+.

 

4. Project Zero

Este projeto da Universidade de Harvard leva as assinaturas de nomes importantes, como Nelson Goodman e Howard Gardner, e tem como objetivo preparar o educador para lidar com o ensino de forma analítica. 

 

O Project Zero capacita professores para desenvolver suas aulas a partir da perspectiva do aluno, que é um ser individual, com realidade e percepção própria do mundo e que deve ser protagonista de seu aprendizado.

 

As metodologias ativas, por exemplo, permitem que ele se prepare para os desafios futuros, agindo, pensando e sentindo a partir do que assimilou.

 

5. Summer Code 

A Fundação Estudar, em parceria com a Universidade de Harvard, oferece regularmente cursos de programação gratuitos para alunos brasileiros do ensino fundamental e médio. 

 

O curso tem duração de 1 mês e, este ano, começou no dia 06/01. Ele é oferecido no formato online com conteúdos em português.

 

6. Projeto de Educação Física Inclusiva

Este projeto leva para escolas da rede municipal de ensino, skates, tirolesas, balanços, brincadeiras e outros jogos para que estudantes com deficiências possam participar das atividades como qualquer outra criança. 

 

A proposta é criar um verdadeiro parque inclusivo composto por brinquedos adaptados e outras soluções didático-pedagógicas que promovem a inclusão destes alunos nas aulas de educação física.

 

7. Projeto Escola Promotora da Igualdade de Gênero

O projeto foi criado pelo GESE - Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola, da Universidade Federal do Rio Grande.

Seu objetivo é a formação de profissionais de escolas das redes municipal e estadual de educação básica do Rio Grande/RS que queiram desenvolver ações focadas na promoção da equidade e igualdade de gênero e das sexualidades no ambiente escolar.

Capacite-se com quem se preocupa com educação de qualidade.

O Dia Internacional da Educação nos lembra que a educação é um direito de todos e que nenhum de nossos esforços para o alcance do desenvolvimento sustentável terá sucesso se a educação não for uma prioridade. 

Para alcançar suas metas e objetivos, conecte-se com quem se preocupa de verdade com educação de qualidade para todos! Conheça a UNIFASE e faça sua matrícula!

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.