Administração na prática: estudantes da UNIFASE planejam franquia para clínica voltada à terceira idade

21 de novembro de 2025
Administração na prática: estudantes da UNIFASE planejam franquia para clínica voltada à terceira idade

Plano detalhado analisa tendências, legislação e potenciais regiões para expansão da VOANA



Capacitar-se e compreender os desafios do mercado ainda na graduação é uma das chaves para formar profissionais preparados para a velocidade e a complexidade do mundo dos negócios. Pensando nisso, os alunos do primeiro período de Administração da UNIFASE desenvolveram, ao longo deste semestre, um projeto que conecta teoria e prática a um dos setores que mais cresce no país: o de serviços voltados à população idosa.

A atividade final da disciplina Atividade Integradora – Vivências nos Negócios desafiou os estudantes a elaborar um plano de expansão, por meio do sistema de franquias, para o residencial sênior VOANA, um centro de moradia e convivência para idosos localizado no bairro Duchas, em Petrópolis. O projeto simula um processo real de franchising, no qual os alunos precisaram investigar o mercado, analisar concorrentes, estudar legislação, definir estratégias e estruturar todas as etapas do crescimento da marca — da formatação da franquia à abertura das primeiras unidades em diferentes regiões.

"O curso de Administração da UNIFASE procura preparar seus estudantes para a resolução de situações reais vivenciadas nas empresas. Essa disciplina adota uma perspectiva de ensino baseado em projetos, que parte justamente do entendimento das capacidades e habilidades exigidas do profissional de Administração no mercado de trabalho atual. Sendo assim, ao resolver uma situação real e prática do mundo dos negócios, os alunos podem desenvolver habilidades relacionadas ao trabalho em equipe, comunicação interpessoal, comprometimento e foco nos resultados – que são determinantes para o sucesso na carreira. Não à toa diversas organizações na cidade buscam nossos alunos para estágio e contratação", ressaltou o professor do curso de Administração, José Ferrari.

Para desenvolver o projeto, os alunos realizaram pesquisas sobre o setor de assistência à pessoa idosa no Brasil, no estado do Rio e em Petrópolis. O objetivo foi compreender de forma aprofundada o mercado de cuidados para a Terceira Idade e, com base nisso, propor um plano de expansão consistente e alinhado à realidade do setor.

"Os estudantes tiveram que elaborar pesquisa sobre o mercado de assistência ao público da Terceira Idade e compilar as principais marcas que atuam como lar de idosos (identificando aquelas que já atuam no sistema de franchising). Ao mesmo tempo, foi preciso compreender o segmento de franchising (conhecendo a legislação vigente no setor e as estratégias mais eficazes para expansão), para que se pudesse projetar a expansão da clínica VOANA, elencando ações específicas para cada etapa do desenvolvimento da franquia: do planejamento até a abertura das primeiras unidades, em cada região projetada. Além disso, os alunos estruturaram essas ações em um cronograma e justificaram como cada ação contribuiria para o cumprimento de uma expansão robusta, que conduza à lucratividade da empresa e ao fortalecimento da marca", explicou Ferrari.

A VOANA, fundada e gerenciada por três médicas formadas na Faculdade de Medicina de Petrópolis, atua com a missão de oferecer cuidado humano, acolhimento e qualidade de vida aos idosos. Uma das diretoras, a geriatra Mariana Silveira, esteve na instituição onde se formou para acompanhar de perto a apresentação dos estudantes de Administração.

"Fiquei muito surpresa com a apresentação dos alunos. Para uma turma de primeiro período, eles entregaram um trabalho excepcional, completo, detalhado e realizado com um nível de minúcia que eu realmente não esperava. Foi praticamente uma consultoria, tamanha a profundidade da análise. Considero o projeto bastante viável. Embora não seja a intenção da empresa no momento seguir por esse caminho, ele reforça uma possibilidade que já vinha sendo discutida e agora nos oferece ainda mais clareza para avaliar esse modelo de negócio e refletir sobre uma expansão futura", disse a médica.

Para a aluna Ana Julia de Oliveira Pessanha Gonçalves apresentar o trabalho sobre a Clínica Voana foi uma experiência extremamente enriquecedora.

“Conseguimos colocar em prática diversos conhecimentos adquiridos em sala de aula e compreender, de forma mais profunda, como a empresa funciona no dia a dia. O contato direto com a realidade da organização ampliou a nossa visão e contribuiu significativamente para nosso aprendizado acadêmico e profissional”, completou Ana Julia.


6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.