Você conhece a relação entre bruxismo e ansiedade?

2 de agosto de 2023
Você conhece a relação entre bruxismo e ansiedade?

Nosso estado de saúde mental pode impactar na saúde física de diferentes formas, e a possibilidade da ansiedade e bruxismo estarem relacionados é a prova disso.


Você já acordou no meio da noite ou pela manhã com uma forte dor de cabeça, no pescoço ou na mandíbula, em especial em dias que passou por alguma situação desgastante e estressante?


Todos esses sintomas podem ter sido causados pelo
rangimento ou apertar dos dentes, movimentos involuntários durante o sono, uma ação decorrente da resposta do organismo diante uma tensão muscular ocorrida devido um desgaste mental, como ansiedade, estresse, depressão e nervosismo.


Neste artigo você poderá compreender melhor sobre a relação do bruxismo e ansiedade, explicando mais sobre essas duas condições, como afetam o corpo e quais são as opções disponíveis de tratamento.


Boa leitura!


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O que é o bruxismo?


Bruxismo é um distúrbio caracterizado pelo apertamento ou ranger dos dentes de forma 

involuntária, podendo resultar em danos aos dentes, desconforto facial e muscular. 


Geralmente, quem tem bruxismo noturno não faz ideia, já que os sintomas ocorrem enquanto a pessoa está dormindo e ao longo do dia apresenta sintomas que geralmente são relacionados, erroneamente, com o cansaço e estresse do dia a dia.


Muitos também acham que não dormiram bem e por isso sentem dor de cabeça e outras tensões na cabeça e no pescoço. Mas como o bruxismo manifesta sintomas que afetam o sono, ele pode ocasionar uma noite mal dormida.


Já no bruxismo de vigília, isto é, aquele que ocorre durante o dia, é mais comum que a pessoa saiba o que está fazendo e experimente os sintomas com ainda mais intensidade, já que está acordada enquanto range ou aperta seus dentes.


Isso acontece principalmente após tomar conhecimento do bruxismo e seus sintomas, desconfiando de que há algo errado e que pode estar relacionado com o bruxismo.


Quais os sintomas do bruxismo?


Apesar do bruxismo
nem sempre manifestar sintomas, dificultando que o paciente se dê conta da presença da condição e procure um especialista para diagnóstico, o bruxismo quando sintomático pode apresentar sinais, como:


  • Dentes desgastados (erosão nos dentes);
  • Dor de cabeça;
  • Dor no pescoço;
  • Dentes amolecidos;
  • Cansaço ao longo do dia;
  • Zumbido no ouvido;
  • Dor no maxilar;
  • Dor de ouvido;
  • Dor na articulação temporomandibular;
  • Ouvir estalos ao mastigar;
  • Sensibilidade nos dentes.

O que é ansiedade?


A ansiedade é uma
reação emocional e física que ocorre diante de situações de preocupação, medo ou estresse.


É uma sensação de apreensão e inquietação que pode afetar tanto a mente quanto o corpo. Embora seja uma resposta natural do organismo, a ansiedade se torna problemática quando se torna persistente e intensa, interferindo nas atividades diárias.


Os sintomas podem incluir nervosismo, coração acelerado, dificuldade de concentração, tensão muscular, inquietude, irritabilidade e distúrbios do sono.


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Qual a relação entre bruxismo e ansiedade?


A razão do bruxismo e ansiedade estarem associados é que a
tensão psicológica — causada pela ansiedade — e acumulada ao longo do dia é liberada durante o sono, resultando no ranger dos dentes. Porém, de forma inconsciente, enquanto a pessoa está dormindo. 


O resultado vem ao acordar, com sintomas que podem afetar negativamente as atividades do cotidiano. Isso também pode acontecer em casos de bruxismo diurno. 


Você certamente já ficou tenso com alguma situação do trabalho, como, por exemplo, estar ansioso para uma reunião de apresentação de resultados, e se pegou descontando na região do maxilar, forçando os dentes.


E o contrário também é possível, com o bruxismo causando a ansiedade, pois ranger os dentes a todo momento pode criar uma sensação de nervosismo e tensão.


Além da ansiedade, outros problemas podem agravar o bruxismo, como o estresse, que deixa a pessoa nervosa e irritada, fazendo com que o corpo reaja apertando e pressionando os dentes.


Entenda como essas duas condições afetam o corpo


O bruxismo e ansiedade afetam o corpo de diferentes maneiras, começando pelos sintomas que cada uma dessas condições traz individualmente.


A ansiedade deixa o indivíduo irritado, com tremores, palpitação, gastrite, cefaléia e até diarreia. Já o bruxismo pode, além das dores de cabeça, causar o desgaste excessivo dos dentes, resultar em problemas nas articulações da mandíbula, como a
DTM (disfunção temporomandibular), e consequências mais graves.


Além disso, o bruxismo pode agravar a ansiedade do paciente e vice-versa, criando um ciclo vicioso e maléfico à saúde.


Por que é tão importante buscar ajuda especializada?


Caso identifique sintomas de bruxismo relacionados ou não à ansiedade, é essencial procurar ajuda especializada para
receber o diagnóstico correto e um plano de tratamento especializado.


Assim, é possível
reduzir os sintomas e buscar mais qualidade de vida. Além disso, com o tratamento adequado as complicações da ansiedade e bruxismo que citamos anteriormente não serão um risco e poderão ser prevenidos.


Quando a ansiedade e bruxismo têm relação, profissionais de odontologia (geralmente um buco-maxilo-facial) e psicologia se unem para um tratamento multidisciplinar a fim de alcançar os melhores resultados possíveis.


Existe algum tipo de tratamento específico para esses casos?


Apesar de não existir uma cura ao bruxismo e ansiedade, eles podem ser tratados para uma melhora nos sintomas. Geralmente,
mudanças no estilo de vida para controlar a ansiedade podem amenizar o rangimento de dentes do bruxismo — que também pode ser resolvido com placas de mordida.


O melhor tratamento varia de acordo com o grau do bruxismo e da ansiedade, necessitando de uma avaliação por especialistas para indicar o melhor tratamento.


Um novo tratamento, ainda em fase de desenvolvimento e teste, promete ajudar nesses casos. A pesquisa, realizada por brasileiros, tem como base a
utilização de células-tronco para regenerar cartilagem na mandíbula, desgastadas quando há a presença da DTM (uma possível complicação do bruxismo).


Leia mais sobre essa pesquisa que poderá ajudar na regeneração óssea e em casos de bruxismo clicando aqui.



O bruxismo e ansiedade podem andar de mãos dadas e afetar a vida e o dia a dia de pacientes que podem nem ter consciência do que está acontecendo e causando determinados sintomas.


Na UNIFASE/FMP, estamos comprometidos a formar os melhores profissionais, aptos a tratar casos como esse. Inclusive, uma de nossas especializações prepara o aluno para atuar nesse campo, a
Pós-Graduação em Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular.


A formação é voltada para o diagnóstico e tratamento das condições dolorosas e/ou não funcionais que afetam as articulações temporomandibulares (ATM) e/ou a musculatura mastigatória, bem como das demais condições dolorosas envolvendo as regiões oral, facial e cefálica.


Nossa Pós-graduação Lato Sensu em Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular está com matrículas abertas.
Entre em contato conosco para saber mais sobre a especialização!

6 de julho de 2026
Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
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Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.