Os atletas em tempo de pandemia

8 de maio de 2020
Os atletas em tempo de pandemia

Por Clévia Fernanda Sies Barboza – Coord. da Pós-graduação de Psicologia do Esporte da FMP/Fase

Uma das medidas mais funcionais para evitar a disseminação e contágio pelo COVID – 19 é o isolamento social. Tarefa aparentemente mais árdua do que as grandes disputas para os atletas.

Os atletas de alto rendimento, muitas vezes acostumados a ficar dentro de CT´s com o seu time ou equipe que vai desde outros colegas atletas até a equipe técnica,  participando frequentemente de competições recebendo calorosamente o incentivo da torcida, estão desde março isolados em casa, em um “lar” muitas vezes distantes do seu núcleo familiar.

Surgem dificuldades de treinar um salto à distância em meio um jardim, um jogo coletivo sem time, uma corrida no meio da sala, o que leva alguns atletas ao risco de se expor ao coronavírus quando “furam” a quarentena se deslocando para locais fora de casa a fim de praticar seu esporte. Muitos atletas com o apoio, ainda que virtual, que recebem do psicólogo esportivo começam a se reinventar. Criam novos métodos de treinamento para tentar manter a forma, aprendem a utilizar as tecnologias de informação e comunicação para se manterem conectados e aproveitam para aprender algo novo.

Mas infelizmente essa realidade não é para todos. Sem o apoio psicológico muitos atletas vêm sofrendo de depressão e transtorno de ansiedade generalizada. Uma pandemia do medo de se contaminar, de dúvidas e incertezas sobre o futuro.

A Psicologia do Esporte surge como a tentativa mais concreta para auxiliar esses profissionais que temem pela perda da forma física, de seus empregos, de seus índices, de sua vida. O apoio psicológico, para nós seres sociais, é de fundamental importância neste momento. Através dele mantemos a base da autoestima, da autoimagem positiva, do eu atleta.

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20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
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