Projeto Anel da Solidariedade, da UNIFASE, chega a 190 cadeiras de rodas doadas

8 de abril de 2026
Projeto Anel da Solidariedade, da UNIFASE, chega a 190 cadeiras de rodas doadas

Nova entrega acontece no dia 22 de abril e reforça a importância da participação da população na arrecadação de lacres de alumínio

O que para muitos parece apenas um pequeno resíduo sem valor pode se transformar em algo essencial na vida de outra pessoa. É com essa proposta que o Projeto Anel da Solidariedade, da UNIFASE, segue mobilizando a comunidade e promovendo impacto social e ambiental.


No próximo dia 22 de abril, mais duas cadeiras de rodas serão entregues, elevando para 190 o número total de doações realizadas desde a criação do projeto, em 2012. O resultado é fruto direto da colaboração de pessoas que, ao invés de descartarem lacres de latinhas no lixo, optam por contribuir com a iniciativa.


A proposta é simples, mas poderosa: transformar lacres de alumínio, que poderiam acabar no meio ambiente, em mobilidade para quem precisa. Para cada cadeira de rodas, são necessários cerca de 90 quilos de lacres, o equivalente a aproximadamente 140 garrafas PET de dois litros cheias. A doação da cadeira de rodas é feita para entidades petropolitanas que se comprometem a emprestá-las para pessoas com deficiência (PCD), mobilidade reduzida ou em situação de vulnerabilidade socioeconômica.


Desde sua criação, o Anel da Solidariedade tem mostrado que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações. A cada nova doação, cresce também a conscientização sobre o impacto coletivo de ações individuais.


"Além de contribuir diretamente para a mobilidade de quem precisa, o Anel da Solidariedade também reforça nosso compromisso com a sustentabilidade, retirando toneladas de alumínio que poderiam poluir o meio ambiente", ressalta o coordenador de Extensão da UNIFASE, Ricardo Tammela, que está à frente do projeto desde o início.



Quem deseja contribuir pode separar os lacres de latinhas e encaminhá-los para os pontos de coleta que estão listados no site https://www.unifase-rj.edu.br/anel-de-solidariedade ou pode entregar o material no Centro Cultural da UNIFASE, que fica na Avenida Barão do Rio Branco, 1003 – Centro. Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo telefone 2244-6493. 


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Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!