Como melhorar a qualidade do sono: especialistas alertam para hábitos que impactam a saúde

6 de abril de 2026
Como melhorar a qualidade do sono: especialistas alertam para hábitos que impactam a saúde

Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor

Dormir bem tem se tornado um desafio cada vez mais comum. Em meio a rotinas aceleradas, excesso de estímulos e uso frequente de telas, a qualidade do sono da população tem sido diretamente impactada, trazendo reflexos que vão além do cansaço e atingem a saúde física e mental.


A dificuldade para manter um sono regular e reparador tem levado especialistas a reforçar a importância de mudanças simples no dia a dia. Em iniciativas recentes promovidas pela UNIFASE, em parceria com a Academia Brasileira do Sono, o tema foi colocado em pauta com foco na conscientização da população.


“Este ano, realizamos o evento no Ambulatório Escola da UNIFASE com o objetivo de alcançar a população em geral. Foi uma oportunidade muito importante para dialogar não apenas com estudantes e profissionais da saúde, mas também com funcionários que não atuam na área, ampliando o acesso à informação sobre a importância do sono. Durante o encontro, buscamos esclarecer como é possível melhorar a qualidade do sono no dia a dia e também abordar problemas de saúde associados ao sono inadequado. Discutimos temas como higiene do sono, o tempo médio ideal de descanso para cada faixa etária, além de outros conteúdos presentes na Cartilha do Sono, que foi disponibilizada ao público em versão impressa”, explicou a dentista do sono e professora da UNIFASE, Katya Blanc.


Entre os principais fatores que prejudicam o descanso estão o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos antes de dormir, o consumo de substâncias estimulantes no período noturno e a falta de horários regulares. Esses hábitos interferem diretamente na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono, dificultando o adormecer e comprometendo o descanso.


As consequências de noites mal dormidas podem ser percebidas rapidamente, com sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração e queda no rendimento nas atividades diárias. A longo prazo, no entanto, os impactos podem ser ainda mais significativos, estando associados a problemas como ansiedade, depressão e outras condições de saúde.


A longo prazo, no entanto, os impactos podem ser ainda mais significativos, estando associados a condições como ansiedade, depressão, doenças sistêmicas — especialmente as cardiopatias —, além de outras condições de saúde. Dados epidemiológicos reforçam essa relevância: um estudo recente com a população de São Paulo demonstrou que aproximadamente 37% dos adultos apresentam apneia do sono (EPISONO).


Ações educativas têm desempenhado um papel importante nesse processo. Ao aproximar o conhecimento científico da população, iniciativas como as realizadas pela UNIFASE ajudam a ampliar a conscientização e incentivar práticas mais saudáveis no cotidiano.


“A cada ano trabalhamos com um tema diferente. Em 2026, o foco foi “Durma bem, viva melhor”, mas o nosso objetivo permanece o mesmo: incentivar a população a valorizar o sono como um pilar fundamental da saúde. Espero que tenhamos conseguido cumprir nosso objetivo de conscientizar a todos sobre a importância de dormir melhor para viver melhor”, completou a professora.


Cinco hábitos para uma boa noite de sono



Especialistas apontam que pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença significativa na qualidade do sono. Essas práticas, conhecidas como higiene do sono, ajudam a regular o ciclo natural do organismo e contribuem para um descanso mais profundo e reparador, refletindo diretamente na saúde e no bem-estar ao longo do dia.

São elas:

1 – Ir para a cama com sono;

2 – Manter uma rotina regular no horário de deitar e levantar;

3 – Expor-se ao sol pela manhã;

4 – Não usar telas/eletrônicos de 1 a 2 horas antes de dormir;

5 – Evitar alimentação pesada próximo do horário de dormir.


3 de julho de 2026
Principal evento nacional sobre prevenção e posvenção do suicídio reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas entre os dias 5 e 8 de agosto
2 de julho de 2026
Como fazer o público jovem se interessar por política? Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor individual para que seu negócio prospere? De que maneira os retalhos descartados pela indústria têxtil podem ser reutilizados de forma empreendedora e sustentável? Essas perguntas orientaram os projetos desenvolvidos por estudantes do segundo período do curso de Administração da UNIFASE durante as atividades de curricularização da extensão,modelo que prevê que, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades desenvolvidas em interação com a sociedade. Por meio dessa proposta , os estudantes investigam demandas reais da comunidade e desenvolvem soluções que unem gestão, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade desde os primeiros períodos da graduação.  "O grande papel da Extensão no curso de Administração é humanizar a gestão. Através desses projetos, os alunos vão a campo para entender outras realidades e interagir com outros conhecimentos além dos adquiridos em sala de aula. Tudo isso contribui para que ele se torne um profissional integral, mais bem capacitado para o mercado de trabalho, que entende a responsabilidade social necessária para gerir negócios, pessoas e capital", analisa a professora Luciene Baptista, docente do curso de Administração da UNIFASE. Com um olhar atento para questões atuais da sociedade, os alunos pensaram em propostas que tenham impacto social na tomada de decisão, gestão de negócios, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade. A partir da percepção de que os jovens estão cada vez mais desconectados de assuntos relacionados à política, um dos grupos desenvolveu o projeto "Democracia em Pixel", que visa abordar conceitos complexos das Ciências Sociais em vídeos dinâmicos para o público de 16 a 24 anos, utilizando uma linguagem imparcial e adaptada à Geração Z. "Queremos falar sobre o poder do voto e a importância de desenvolver uma consciência política, focando no exercício da cidadania. Nosso primeiro vídeo foi sobre o 'efeito manada', que foi exibido para alunos do segundo ano do ensino médio do colégio Pensi. Em seguida, fizemos uma dinâmica com jujubas relacionada ao tema, para traduzir o conceito de uma maneira tangível e engajadora, e foi um sucesso! Agora queremos expandir o projeto para mais escolas", comenta Elian Venancio, aluno do segundo período do curso de Administração da UNIFASE. Ainda com foco na criação de vídeos informativos para as redes sociais, o segundo grupo criou o projeto "SIGA - Suporte com Informação de Gestão Agilizada", tendo como tema a educação empresarial para microempreendedores individuais (MEI). Com dados fornecidos pelo Sebrae, os alunos identificaram os principais obstáculos para o sucesso de pequenos negócios, que muitas vezes encerram suas atividades logo nos primeiros anos. "Nossa proposta é fornecer informações para microempreendedores com dificuldades para administrar seu próprio negócio, por meio de vídeos com linguagem acessível e didática. Inicialmente escolhemos temas pertinentes como fluxo de caixa, formação de preço e separação da conta jurídica da conta física, que são etapas essenciais na gestão de empreendimentos", explica a estudante Natalia Lima. O terceiro grupo, por sua vez, teve como base a economia circular, com a proposta de reutilização de retalhos da indústria têxtil para a produção de peças artesanais, a serem confeccionadas por mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social em Petrópolis. "Com o apoio da UNIFASE, conseguimos uniformes de funcionários da instituição que seriam descartados e através de uma parceria com o Inova Petrópolis Moda e um projeto social, eles foram transformados em novos produtos, como mochilas e estojos. Conseguimos aliar a sustentabilidade ao desenvolvimento de pequenos negócios, que podem se tornar uma fonte de renda para mulheres em vulnerabilidade", destaca a aluna Maria Eduarda Lago, que integra o grupo do projeto "Retalhos, Economia Circular". Os trabalhos, que seguirão em aperfeiçoamento ao longo da graduação - até o 4º período, foram avaliados pelos professores Gladistone Afonso, Mônica Fontes, Rodrigo Lopes, Thais Martins e Luciene Baptista, docentes do curso de Administração da UNIFASE.
1 de julho de 2026
A coordenadora de Graduação e do curso de Odontologia da UNIFASE, Maria Isabel Bastos Valente, representou a instituição na 61ª Reunião da Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO), um dos principais encontros dedicados ao fortalecimento do ensino odontológico no país. Durante o I Fórum de Inovação Educacional, a docente participou da mesa-redonda "Modelos de Atenção e Cuidado na Formação em Odontologia", do Grupo Temático de Saúde Bucal Coletiva da ABRASCO, coordenada pelo professor Rafael Gomes Ditterich (UFPR). O debate reuniu importantes nomes da Odontologia nacional e internacional, como Luis Fernando Restrepo Perez (ACFO/Colômbia), Luis Roberto Augusto Noro (UFRN) e Simone Tetu Moyses (Academia Paranaense de Odontologia), que compartilharam experiências e discutiram os desafios e as perspectivas da formação odontológica voltada para os diferentes modelos de atenção e cuidado em saúde.  Na apresentação, Maria Isabel Bastos Valente destacou as estratégias adotadas pela UNIFASE para integrar ensino, assistência e práticas em diferentes níveis de atenção à saúde, evidenciando a importância de uma formação alinhada às necessidades da população e às transformações da educação em saúde.