UNIFASE é contemplada em edital Universal do CNPq com pesquisa sobre jogos educacionais na saúde

8 de abril de 2026
UNIFASE é contemplada em edital Universal do CNPq com pesquisa sobre jogos educacionais na saúde

Projeto reúne instituições do Brasil e de Portugal para desenvolver metodologias inovadoras voltadas à educação e à divulgação científica

A UNIFASE foi contemplada no Edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com o projeto de pesquisa “Metodologias de Criação e Desenvolvimento de Jogos com Propósito: Educação e Divulgação Científica a partir de Jogos”, desenvolvido em parceria com instituições do Brasil e do exterior.

Além da UNIFASE, integram a iniciativa a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Presbiteriana Mackenzie e o Núcleo Interativo de Astronomia e Inovação em Educação (NUCLIO), de Portugal.

A proposta tem como objetivo investigar e desenvolver metodologias e ferramentas para a criação de jogos educacionais e de divulgação científica, com foco na área da saúde. A pesquisa busca unir engajamento, aprendizagem e inovação pedagógica, reconhecendo o potencial dos jogos digitais ou físicos, como recursos capazes de ampliar a motivação dos estudantes, estimular o pensamento crítico e fortalecer competências essenciais para a formação contemporânea.

A pesquisa é coordenada pelo professor Geraldo Bonorino Xexéo, do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ, e conta com a colaboração de docentes e pesquisadores da UNIFASE. Pela instituição, participam os professores e pesquisadores Cristina Gonçalves Hansel, Maria Regina Bortolini de Castro, Natália Duarte, Gladistone Afonso, Ana Maria Rodrigues dos Santos, Esther Takamori e Alberto José da Costa Tornaghi, responsável pela coordenação da pesquisa na UNIFASE. O grupo também reúne 11 alunos de iniciação científica.

Para o professor Alberto José da Costa Tornaghi, a aprovação do projeto representa um reconhecimento à atuação da instituição na construção de novas práticas de ensino e aprendizagem. “A aprovação deste projeto no Edital Universal do CNPq reforça a vocação da UNIFASE para a inovação no ensino e para a produção de conhecimento com impacto social. A participação do Laboratório de Inovações Pedagógicas nesse movimento evidencia nosso compromisso em desenvolver metodologias criativas, conectadas às necessidades da formação em saúde e aos desafios contemporâneos da educação”, destaca.

A participação da UNIFASE no projeto também reforça sua contribuição na formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de sua experiência na articulação entre ensino, serviço e comunidade. A instituição levará para a pesquisa sua atuação integrada com a rede municipal de saúde, fortalecendo a interface entre inovação educacional, prática formativa e compromisso social.


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Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!