Petrópolis é destaque no Prêmio Jovem Cientista

2 de março de 2026
Petrópolis é destaque no Prêmio Jovem Cientista

Estudante e professora da UNIFASE, que participaram com o Projeto “Comunidade que Cuida da Vida”, receberam a premiação em Brasília


Iniciativa, da UNIFASE e da Defesa Civil de Petrópolis, com o apoio do MPRJ, fortalece a segurança comunitária diante das mudanças climáticas


Petrópolis foi destaque, na última quinta-feira (26), na cerimônia de entrega do Prêmio Jovem Cientista, realizada em Brasília. A estudante de Medicina Anna Giullia Toledo Hosken e a professora Lívia Teixeira, da Faculdade de Medicina de Petrópolis, vinculada ao Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE/FMP), conquistaram o 3º lugar na categoria Estudante do Ensino Superior com o projeto “Comunidade Cuida da Vida”, iniciativa que vem se destacando nacionalmente por sua contribuição no enfrentamento às mudanças climáticas e na promoção da segurança comunitária. O projeto é uma iniciativa do centro universitário e da Defesa Civil de Petrópolis, e conta com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.


A cerimônia reuniu autoridades da área de Ciência, Tecnologia e Inovação, pesquisadores e estudantes de todo o Brasil, e contou com a presença do presidente do CNPq, Olival Freire Júnior. A reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, também esteve no evento, ao lado da aluna Anna Giullia e da professora orientadora Lívia Teixeira. A edição de 2025 do prêmio teve como tema “Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas”. Ao todo, 919 propostas foram inscritas, sendo premiados apenas 10 pesquisadores e duas instituições em todo o país. A UNIFASE/FMP foi a única instituição privada entre as premiadas.


"Ver este trabalho, que envolve o nosso Centro Universitário e a Defesa Civil, com o apoio do Ministério Público, reconhecido no contexto nacional nos enche de orgulho e confiança na trajetória acadêmica que construímos. Somos a única instituição privada do país premiada em 2025 e esse reconhecimento é ainda mais significativo por estar inserido no tema da edição, que dialoga diretamente com os desafios contemporâneos que enfrentamos como sociedade”, frisou a reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves.


Para Anna Giullia, o reconhecimento evidencia a relevância do tema em um contexto de agravamento das mudanças climáticas. “Receber esse prêmio, representando toda nossa equipe de profissionais e estudantes, é uma grande honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade. As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade e impactam diretamente a vida das pessoas, especialmente nas comunidades de áreas mais vulneráveis de Petrópolis. Saber que nosso trabalho pode contribuir para a prevenção de desastres e para a proteção de vidas mostra a importância da pesquisa e da extensão como instrumentos de transformação social. Um agradecimento especial à professora Lívia Teixeira e à Vitória Custódio, da Defesa Civil, por toda a trajetória do projeto. Agradeço também à nossa reitora, que está ao nosso lado, por todo o esforço institucional para a valorização e expansão de trabalhos científicos feitos por nós”, disse a estudante.


Coordenadora do projeto de extensão, a professora Lívia Teixeira, ressaltou o alcance da iniciativa. “Esse reconhecimento dá visibilidade a um trabalho que busca contribuir com políticas públicas voltadas à adaptação climática e à prevenção de desastres. Os eventos extremos têm se intensificado em diferentes regiões do país, e iniciativas baseadas em ciência e participação comunitária são essenciais para reduzir riscos. Agradeço imensamente a todos os que fazem esse projeto acontecer, em especial à Vitória Custódio, da Defesa Civil de Petrópolis e à toda a equipe de Estratégia de Saúde da Família da Estrada da Saudade, região onde implantamos o projeto-piloto”. 


A reitora da UNIFASE lembrou que a importância do projeto Comunidade Cuida da Vida, iniciativa qualifica dados coletados pela Atenção Primária à Saúde e os cruza com mapeamentos de áreas de risco, permitindo a elaboração de planos de evacuação e resgate mais eficazes em situações de desastre.


“O projeto evidencia algo que acreditamos ser essencial: a integração entre ensino, pesquisa e extensão, colocando o saber acadêmico a serviço da comunidade petropolitana e ampliando a capacidade de solucionar problemas reais por meio da ciência. Ao impactar diretamente a segurança e a resiliência das pessoas diante de riscos climáticos, o trabalho desenvolvido pelos nossos estudantes e professores, em conjunto com a Defesa Civil Municipal e o MPRJ, demonstra não apenas competência técnica, mas também sensibilidade social e compromisso com o bem-estar coletivo”. 


Simulado


Durante a 4ª Jornada da Virada Climática da UNIFASE, o projeto Comunidade que Cuida da Vida, em articulação com a Atenção Primária à Saúde e a Estratégia Saúde da Família, em parceria com a Defesa Civil Municipal, a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, irá realizar um pré-simulado (07/03) e um simulado (21/03) de preparação das comunidades para a desocupação de áreas de risco com o foco voltado para as famílias com pessoas com deficiência e cuidados especiais. As ações vão ocorrer na Estrada da Saudade, na Comunidade do Fragoso, com a retirada de cinco pessoas com deficiência e/ou acamadas, simulando uma resposta antecipada às previsões de chuvas fortes.

24 de fevereiro de 2026
Com o tema "Cuidar, Cooperar e Transformar: o caminho para uma transição justa e regenerativa", o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto deu início à quarta edição da Jornada da Virada Climática, que se estende até o dia 23 de março com uma programação variada, gratuita e aberta ao público. Ao longo do mês, haverá debates, oficinas e ações em território, todos com temas relacionados à saúde planetária. "Há quatro anos que a UNIFASE convida a cidade de Petrópolis a debater sobre as questões das emergências climáticas e como elas afetam seus moradores. Os efeitos destas mudanças atingem diferentes grupos sociais, de diversas maneiras, então é muito importante que a cidade como um todo construa um conhecimento sobre essas questões, focando, sobretudo, em como podemos nos preparar e minimizar os impactos dessas ocorrências", explica o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE. Na abertura do evento, foi exibido o curta "Ilha das Flores", seguido de um debate com os professores Ricardo Tammela e Paulo Sá, especialista em Saúde Planetária e Cultura Regenerativa. A programação tem o objetivo de expandir o debate para além da academia, promovendo um diálogo com a sociedade. "Achei o documentário muito interessante porque tem a ver com o meio ambiente e a questão do lixo, que está diretamente ligada a pessoas que estão na extrema pobreza. Nós precisamos ouvi-las para que possamos promover mudanças, então esse tipo de evento é importante para dar voz à parte da sociedade que está escondida nos bairros", comenta Pilar Boche, voluntária do Movimento Internacional ATD Quarto Mundo. O evento contou não só com alunos da UNIFASE, como também de outras instituições de ensino. "Tem pessoas que provavelmente não teriam participado do debate se não tivessem sido confrontadas com as questões apresentadas pelo documentário. E por mais que elas não tenham experiência direta com os desastres socioambientais, é necessário que elas falem porque as políticas públicas não são feitas somente dentro de uma Câmara. Um cine debate como o de hoje é importante para dar voz a essas pessoas", complementou Maria Clara Sardinha, estudante da escola Firjan/SESI e integrante do projeto Geodric, realizado em parceria com a UFRJ e o CNPq. As atividades da IV Jornada Climática não se restringem ao campus da UNIFASE (Av. Barão do Rio Branco, 1003), abrangendo outras instituições de ensino superior, como CEFET, UFRJ e UFF, e organizações como o SERRATEC, EDUCAFRO e Rebio Araras. "A jornada foi pensada a partir da tragédia ocorrida na cidade em 2022 e, desde o início, a proposta, ainda que em um ambiente universitário, é envolver todo o município. Essa edição tem o diferencial de mobilizar outras instituições para que elas também desenvolvam uma programação aberta à população, acerca desse tema. Isso é uma maneira de fazer as pessoas se envolverem mais no processo reflexivo e, quem sabe, a partir daí surgirem projetos que possam ser colocados em prática. Teremos uma programação durante o mês todo, em diferentes espaços, onde poderemos fazer essa reflexão com diferentes nichos populacionais", conclui o professor Paulo Sá, um dos organizadores do evento. Entre os destaques da programação desta semana, o Cefet/RJ campus Petrópolis promove a palestra "Sistema de Monitoramento Sem-fio de Umidade do Solo para a Predição de Deslizamentos de Terra", com o professor Felipe Henriques, no dia 25 de fevereiro, às 14h. Já nos dias 27 e 28 haverá roda de conversa, com o psicólogo Rafael do Carmo e oficina, com o professor Paulo Sá. Ambas as atividades acontecem no campus da UNIFASE, às 14h e às 9h, respectivamente.  A programação completa está disponível em: https://www.unifase-rj.edu.br/evento-de-extensao/iv-jornada-da-virada-climatica Confira os destaques da programação nesta semana: 25 de fevereiro de 2026 Palestra: Sistema de Monitoramento Sem-fio de Umidade do Solo para a Predição de Deslizamentos de Terra, com o Prof. Felipe Henriques - CEFET-RJ campus Petrópolis Local: CEFET-RJ campus Petrópolis Horário: 14h às 17h Público alvo: Aberto a todos os interessados 27 de fevereiro de 2026 Roda de Conversa: Uma Leitura Kafkiana: Da virada em Pedro, o Vermelho à Virada Climática, com o Psicólogo Rafael do Carmo Local: Auditório do Centro Cultural - UNIFASE Horário: 14h às 17h Público alvo: Aberto a todos os interessados 28 de fevereiro de 2026 Oficina: Eu e os Eventos Climáticos - Como mitigar com o meu exercício profissional?, com o Prof. da UNIFASE, Paulo Sá Local: Auditório do Centro Cultural - UNIFASE Horário: 09h às 12h Público alvo: Profissionais da saúde, agentes comunitários e profissionais de unidades de conservação
23 de fevereiro de 2026
Evento reúne especialistas para discutir diagnóstico, cuidado e humanização
23 de fevereiro de 2026
Redação TV UNIFASE Os corredores e alas de pediatria do Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis, vão ganhar música, cor e gargalhadas com o projeto Acalanto – Risos, Afetos e Encontros. A iniciativa, lançada no Pavilhão de Ensino da Unifase, pretende transformar o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento e humanização por meio da arte da palhaçaria. Arte como aliada da saúde O projeto é realizado por profissionais de artes cênicas dos grupos Palhastônicos e Teatro Circense. A atuação no hospital foi viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e conta com parceria do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase/FMP). A proposta é melhorar o bem-estar dos pacientes por meio da alegria, auxiliando a equipe de saúde no processo de recuperação. O grupo é formado por cinco artistas: Andressa Hazboun (palhaça Flor), Dalus Gonçalvez (palhaço Tunico), Madson José (palhaço Careca), Léo Gaviole (palhaço Mortandela) e Renata Alves (palhaça Marmelada). O diretor técnico do Hospital de Ensino Alcides Carneiro, Luís Arnaldo Magdalena, destacou a importância da iniciativa para o cotidiano hospitalar, ressaltando que a humanização é parte fundamental da prática diária da unidade. “Agora vamos usar, cada vez mais com esse projeto, a boa risada, a boa gargalhada. Aquele carinho que, muitas vezes, falta em nosso cotidiano”, comentou. Inspiração A inspiração para o Acalanto veio de iniciativas já consolidadas, como o projeto Doutores da Alegria e o programa Enfermaria do Riso, coordenado por Ana Achcar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Ana trabalha desde 1998 na formação de estudantes de teatro para atuação como palhaços em unidades de saúde. Durante o lançamento, ela compartilhou experiências com os profissionais do hospital: “a palhaçada no hospital deixa marcas de força, de superação, de um olhar renovado sobre aquela realidade. Ela deixa marcas que as pessoas levam para a vida toda, até mesmo para fora do hospital. Temos histórias de pacientes que voltam a se relacionar com os palhaços ou até parentes de um paciente que veio a óbito e retornam ao hospital para encontrá-los, porque, de certa forma, a experiência e a troca com os palhaços foram um momento bom dentro daquela vivência de dor”, explicou. Segundo ela, o trabalho exige formação específica, já que o ambiente hospitalar envolve aspectos emocionais e psicológicos que precisam ser respeitados. A atuação, explica, não substitui o trabalho clínico, mas acontece em diálogo com a equipe de saúde. “Cada vez mais, percebo o quanto é importante ter formação para esse trabalho, porque não é simples, é complexo. As crianças internadas — e também quem está ao redor delas — têm aspectos emocionais e psicológicos que precisam ser levados em conta. A formação envolve diálogo com a equipe de saúde, porque o palhaço e a palhaça não vão ao hospital para divertir as crianças enquanto a equipe toma um café. Queremos atuar junto com os profissionais de saúde. Essa conversa acontece no processo de formação. É preciso se preparar para estar no hospital com as crianças, atuando como palhaços e palhaças”, afirmou. Formação e expansão A partir de agora, o projeto Acalanto deve se tornar multiplicador da metodologia aplicada por Ana Achcar em Petrópolis. A proposta prevê capacitar profissionais de saúde e alunos da UNIFASE na arte da palhaçaria voltada ao atendimento hospitalar. O lançamento contou com a presença de autoridades municipais, direção do Hospital Alcides Carneiro e representantes da UNIFASE. Para o secretário de Saúde de Petrópolis, Aloisio Barbosa Filho, a iniciativa representa um avanço na humanização do atendimento. “É um projeto maravilhoso, porque você leva alegria para um ambiente que, muitas vezes, é marcado pela tristeza. Ao levar alegria para um espaço hospitalar, você promove amor — e o amor é contagioso. Essa alegria ajuda a enfrentar a doença, que é um processo realmente doloroso. Vamos começar pela pediatria e queremos ampliar o projeto para atender todos os pacientes, quem sabe em todas as unidades de Petrópolis, levando alegria para dentro do ambiente de tratamento”, finalizou. Benefícios do riso De acordo com o Ministério da Saúde, o riso estimula a liberação de endorfina, neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e bem-estar. Ele atua como analgésico natural e pode trazer benefícios aos sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico. Com o Acalanto, a expectativa é que o hospital se torne um espaço onde o tratamento médico caminhe junto com afeto, arte e humanização. Confira o Ligado na UNIFASE: https://youtu.be/P01ENlqnDXE?si=6Xme-8A5k88Sgj3X