No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, NIPPIS chama atenção para acesso a direitos

3 de dezembro de 2022
No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, NIPPIS chama atenção para acesso a direitos

Iniciativa lançou a Carta de Salvador sobre o Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF) durante o Abrascão

O próximo sábado, 3 de dezembro, é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para conscientizar e mobilizar a sociedade sobre os direitos das pessoas que vivem com alguma deficiência, incluindo, entre outros, saúde, educação, trabalho, mobilidade, cultura e lazer. O Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (NIPPIS), iniciativa conjunta do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) com o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), atua na promoção dos direitos das pessoas com deficiência a partir da perspectiva do acesso à informação e à comunicação e da inclusão social.

 

“Nossa principal estratégia é ampliar e facilitar o acesso a dados e informações sobre pessoas com deficiência, por meio de um conjunto de painéis de indicadores para o monitoramento das condições de vida, bem-estar e direitos humanos da população com deficiência, de modo a orientar ações e estratégias de organização social e políticas públicas. Isso é possível por meio Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF), desenvolvido com o apoio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que está disponível em acesso aberto em nippis.icict.fiocruz.br/sisdef”, apresenta a coordenadora do NIPPIS, Cristina Rabelais, que é pesquisadora do Icict/Fiocruz e professora da UNIFASE/FMP.

 

SISDEF no Abrascão


Durante o 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o 13º Abrascão, realizado de 21 a 24 de novembro em Salvador, na Bahia, o NIPPIS promoveu, dia 20 de novembro, a oficina pré-congresso “Pessoas com Deficiência, Políticas Públicas e Indicadores Sociais”. 


“A atividade foi uma grande oportunidade para reunir pesquisadores, especialistas e militantes de movimentos de pessoas com deficiência para apresentar o SISDEF e fomentar uma análise crítica coletiva do sistema. Foi um encontro extremamente proveitoso, que resultou em uma manifestação de apoio à iniciativa, por meio da Carta de Salvador sobre o Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF)”, resume Cristina.


O documento é assinado por 36 pesquisadores, especialistas e ativistas da área de pessoas com deficiência de todo o país, que validaram a relevância do SISDEF para a orientação da tomada de decisão na formulação e implementação de políticas públicas para pessoas com deficiência; a produção, utilização e disseminação, de forma transparente, de informações e indicadores relacionados a esse público historicamente invisibilizado; o empoderamento e o controle social em temas relacionados às pessoas com deficiência. Como resultado, o coletivo expressa seu apoio à manutenção, ao aprimoramento e à ampliação do sistema. Leia a Carta de Salvador sobre o Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF) na íntegra.


Para o jornalista e consultor em audiodescrição, Edinilson Sacramento, pessoa cega e integrante do Fórum Baiano de Pessoas Cegas e com Baixa Visão, a oficina foi um momento privilegiado de assessoramento à elaboração de políticas públicas, porque envolveu agentes que trabalham com informações em saúde em diferentes contextos: na academia, nas políticas públicas, nos movimentos sociais, nos veículos de comunicação.


“A metodologia participativa foi muito interessante. Juntos, pudemos discutir e opinar sobre possíveis melhorias, a partir dos diferentes pontos de vista. É uma atividade que deve acontecer, pelo menos, anualmente”, afirma Sacramento.


“O SISDEF é uma plataforma de referência para toda a sociedade. Nós, pessoas com deficiência, precisamos dessas informações; a imprensa precisa dessas informações; os governos precisa dessas informações. Esse banco de dados é fundamental para compor e analisar um retrato do país no que diz respeito às pessoas com deficiência. E cumpre um papel fundamental ao fornecer dados para pesquisa acadêmica, para a formulação de políticas públicas, para os veículos de comunicação, pois sempre tivemos dificuldade em conseguir indicadores e informações confiáveis sobre perfil social das pessoas com deficiência no Brasil”, complementa o jornalista.

 

O apresentador do programa Ecoar – Diálogos de Cidadania e ativista pelos direitos humanos das pessoas com deficiência, Tuca Munhoz, destaca o pioneirismo do SISDEF. “Essa é a primeira plataforma brasileira, quiçá mundial, a integrar todas as informações oficiais sobre pessoas com deficiência em um único sistema, favorecendo diretamente a formulação de políticas públicas para a afirmação dos direitos das pessoas com deficiência”, resume.


Acessibilidade no Abrascão

Em relação à acessibilidade durante o 13º Abrascão, Tuca reconhece que, apesar de avanços em relação a anos anteriores, o evento não atendeu aos requisitos de acessibilidade para pessoas com deficiência. “O Centro de Convenções de Salvador é bastante acessível, com condições adequadas para uma pessoa em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida circular e utilizar tranquilamente banheiros, elevadores e demais espaços. O ponto crítico foi a organização do evento. Infelizmente, o Abrascão não foi acessível para pessoas com deficiência. Os espaços das atividades não eram acessíveis, tanto nos palcos do grande auditório quanto nos das salas menores. Senti falta de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e, de uma maneira geral, notamos uma certa resistência na discussão desse tema. É preciso manter o debate ativo para que os ganhos em acessibilidade, já conquistados, não se percam e avancem cada vez mais”, conclui.



20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
19 de fevereiro de 2026
Evento, promovido pela UNIFASE, terá debates, oficinas, ações em territórios e atividades culturais sobre mudanças climáticas
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Curso tem nota máxima no MEC e é parte do seleto grupo com acreditação nacional e internacional pelo SAEME