No Dia do SUS, UNIFASE destaca trajetória de atuação na saúde pública de Petrópolis

19 de setembro de 2026
No Dia do SUS, UNIFASE destaca trajetória de atuação na saúde pública de Petrópolis

Instituição registrou quase 1 milhão de atendimentos nos últimos cinco anos em serviços próprios e conveniados e mantém uma relação com a rede pública construída ao longo de décadas

A relação do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) com a saúde pública de Petrópolis atravessa décadas e reúne assistência à população, formação profissional e atuação em diferentes serviços da rede. No Dia do Sistema Único de Saúde (SUS), celebrado em 19 de setembro, a instituição destaca uma trajetória que começou antes mesmo da criação do sistema e que se ampliou ao longo dos anos.


Nos últimos cinco anos, foram registrados quase 1 milhão de atendimentos, somente no Ambulatório Escola da instituição, nas cinco equipes de Saúde da Família geridas pela UNIFASE, no ambulatório do Departamento de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP) e no ambulatório do Hospital de Ensino Alcides Carneiro (HAC). Somente em 2025, foram mais de 212 mil atendimentos.


Os números ajudam a dimensionar uma atuação que envolve estudantes da formação técnica e da graduação, além de profissionais dos programas de residência, aproximando o processo de formação das necessidades de saúde da população.


A relação da instituição com a rede pública é anterior à própria criação do SUS. Por meio da Faculdade de Medicina de Petrópolis, a UNIFASE mantém uma trajetória de quase seis décadas na cidade e, ainda nos primeiros anos de sua história, estabeleceu parceria com o Hospital Alcides Carneiro, em 1973.


Desde então, essa integração foi ampliada, incorporando diferentes serviços e cenários de prática e acompanhando as transformações da saúde pública brasileira.

Para a Reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, essa relação é parte da trajetória institucional e da maneira como a formação em saúde é compreendida.


“O SUS faz parte da trajetória da UNIFASE e está presente na forma como entendemos a formação em saúde. Nossa relação com a rede pública foi construída ao longo de décadas e continua se fortalecendo. Estar nos diferentes serviços aproxima estudantes e residentes da realidade e das necessidades da população, permitindo uma formação que articula conhecimento, prática e responsabilidade social”, afirma.


Formação conectada à realidade da saúde


A integração entre ensino e serviço permite que estudantes tenham contato com diferentes níveis e contextos de atenção à saúde ao longo de sua formação. Ao mesmo tempo, a presença de professores, estudantes e residentes nos serviços contribui para a troca de conhecimentos e para a assistência prestada à população.


O enfermeiro Ricardo Patulea conhece essa relação sob diferentes perspectivas. Egresso e professor da UNIFASE, ele também já ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde de Petrópolis.


“Quando uma instituição de ensino está presente na rede, existe uma troca permanente. O estudante conhece a realidade em que irá atuar e compreende as necessidades da população, enquanto o serviço se mantém próximo do conhecimento, da formação e da ciência. Essa vivência contribui para desenvolver competências técnicas, maturidade e consciência sobre o papel do profissional de saúde na sociedade”, destaca.


Para ele, a integração também se reflete na trajetória da saúde do município. “A UNIFASE mantém uma relação histórica e muito próxima com a saúde pública de Petrópolis, presente na formação de profissionais, nos serviços que mantém e na participação em diferentes momentos da construção e do desenvolvimento da rede municipal”, completa.


Uma relação construída ao longo de décadas


Além da atuação diretamente integrada à rede pública, a UNIFASE mantém serviços próprios de assistência que também funcionam como espaços de formação, como o Ambulatório Escola. O serviço, que abriga a Clínica Escola de Odontologia, o Serviço de Psicologia Aplicada, o Ambulatório de Terapia Alimentar, o Centro de Tratamento em Glaucoma e o Centro de Imagem, tem mais de 1/3 da população cadastrada.


A formação é complementada por estruturas dedicadas à prática, pesquisa e inovação em saúde, como o Centro de Simulação Realística, o Laboratório de Medicina Regenerativa, o Núcleo de Pesquisa Clínica, o Centro de Inovação, Pesquisa e Atualização Cirúrgica (CIPAC) e Centro de Nutrição e Gastronomia, ampliando as possibilidades de aprendizagem e aproximando ensino, assistência e produção de conhecimento.



Ao reunir formação profissional e atuação nos serviços de saúde, a UNIFASE mantém uma relação construída ao longo de quase seis décadas com Petrópolis e que encontrou, a partir da criação do SUS, novas possibilidades de integração entre ensino, serviço e comunidade.

18 de setembro de 2026
A reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, participou do 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular (FNESP), realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo. Considerado um dos principais encontros do setor no país, o evento reuniu dirigentes e representantes de instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil para discutir os desafios e as transformações da educação superior. Integrante do Conselho Consultivo do SEMESP, Maria Isabel esteve, no dia 17, no painel “A formação é um caminho sem fim”, que teve como convidado Jorge Alfonso Rodrigues Tort, diretor de Estratégias e Cooperação do Instituto do Futuro do Tec de Monterrey, do México. A mesa abordou os novos caminhos da formação profissional, com destaque para microcertificações, trilhas flexíveis de aprendizagem e lifelong learning, além dos desafios para que as instituições acompanhem as transformações da sociedade e do mundo do trabalho. Para a reitora, participar de espaços como o FNESP representa uma oportunidade de contribuir para o debate sobre os rumos da educação superior, além de acompanhar experiências e perspectivas de outras instituições. Também estiveram no evento o presidente da Fundação Octacílio Gualberto, mantenedora da UNIFASE, Dr. Jorge Dáu; o pró-reitor de Administração, Dr. Afonso Chaves; e o coordenador de EAD, Prof. Marcelo Guedes, acompanhando as discussões e as novidades que movimentam a educação superior.
17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.
16 de setembro de 2026
Há mais de uma década, iniciativa aproxima estudantes e moradores e transforma demandas do território em ações nas áreas de saúde, alimentação, educação e cidadania