Boletim Epidemiológico: Sobe para 185 o número de óbitos por covid-19 em Petrópolis
9 de setembro de 2020

Nesta quarta-feira a Secretaria de Saúde recebeu mais dois resultados confirmando o falecimento por COVID-19 em Petrópolis.
1- Mulher de 45 anos, moradora do Independência. Internada em 03/09 e faleceu no dia 04/09 no HNSA. Paciente com hipertensão arterial
2 – Homem de 69 anos, morador de Araras. Internado dia 25/08 e faleceu em 07/09 no HCC. Paciente sem comorbidade
Até o momento foram realizados 45.047 testes na cidade
Deste total, 38.539 resultaram negativo, 6.046 positivos e 462 estão em análise, entre PCR e testes rápidos. Há 109 pacientes internados na cidade, podendo ser casos positivos ou ainda em investigação esperando o resultado do teste. E 185 óbitos. Até o momento podemos afirmar que temos 1.748 pessoas recuperadas do coronavírus. Esse número se refere às pessoas que estiveram internadas nas unidades hospitalares da cidade ou que se mantiveram em isolamento domiciliar e que, hoje, não apresentam mais os principais sintomas da doença.
Hoje o município contabiliza pelo SUS 38,89% dos leitos clínicos e 45,26% de UTI ocupados com pacientes infectados com coronavírus.
Todos os detalhes sobre a COVID-19 no município estão disponíveis no link:

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Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.

Experiências vivenciadas no cotidiano da saúde da família deram origem ao livro Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido, de Anna Beatriz Artigues de Araujo Vieira, enfermeira e preceptora da UNIFASE. Publicada pela Artêra Editorial, a obra foi lançada durante a programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O livro reúne poemas, narrativas e reflexões construídos a partir da escuta e das experiências vivenciadas pela autora no cuidado em saúde. Os textos abordam temas como infância, violência, pertencimento, espiritualidade, comunicação e vulnerabilidade, revelando histórias e situações que muitas vezes permanecem invisíveis no cotidiano. A obra propõe um olhar sensível sobre o cuidado e sobre as relações humanas que atravessam o trabalho na saúde da família, aproximando poesia, experiências territoriais e reflexão sobre o ato de cuidar. “Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido” está disponível na Amazon.







