Investimento em plataformas digitais garante que estudantes cumpram atividades propostas no calendário acadêmico

5 de maio de 2020
Investimento em plataformas digitais garante que estudantes cumpram atividades propostas no calendário acadêmico

Com o objetivo de reduzir o impacto das medidas restritivas de isolamento social, impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelas autoridades governamentais – Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Governo do Estado do Rio de Janeiro (Decreto nº 47.006, de 30/03/2020) e do Município de Petrópolis, indispensáveis para o enfrentamento à disseminação da epidemia COVID-19, a Faculdade de Medicina de Petrópolis/Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) se reinventa diante da crise para assegurar o ensino de qualidade aos seus alunos.

“Trabalhamos intensamente para nos adequarmos às necessidades do momento e temos estimulado o corpo docente para que busque soluções criativas, a fim de inovarmos em nossas metodologias de aprendizagem. Neste período, também fizemos a aquisição da plataforma Zoom para amenizar o isolamento social e estimular o processo educacional. A estratégia de virtualização do conteúdo é assegurada pelo Ministério da Educação e tem como objetivo oferecer aos estudantes a  oportunidade de não interrupção dos seus estudos no momento crítico em que o mundo se encontra. Além disso, como uma instituição que preza por seus alunos e colaboradores, reafirmamos o compromisso de priorizar o ensino de excelência sem perder de vista a segurança de cada pessoa envolvida nesse processo de construção do conhecimento”, explica Abílio Aranha, coordenador de Ensino da FMP/Fase.  

As disciplinas dos cursos da FMP/Fase encontram-se disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem (plataforma Moodle) e no aplicativo Zoom, que permite a realização de videoaulas remotas em tempo real ou gravadas, compondo a integralização da carga horária dos cursos. As atividades práticas e os estágios supervisionados serão realizados assim que as autoridades liberarem o retorno normal do fluxo de pessoas nas ruas e nas unidades de ensino. 

“Quando tudo isso começou, achei que a experiência de estudar virtualmente seria difícil e maçante, mas preciso admitir que estou surpreso e satisfeito com a proposta de ensino a distância que a faculdade ofereceu para não perdermos o período de estudos. É visível o esforço de todos os professores na elaboração de conteúdo, passando os assuntos de forma completa. Lógico que existem diferenças entre uma aula presencial e uma aula a distância, mas vejo que em relação à efetividade e a qualidade, ambas estão equiparadas”, destaca Pedro Henrique Souza, aluno do 2º período de Medicina e egresso do curso de Nutrição da FMP/Fase. 

O formato de ensino com aulas remotas oferecido pela FMP/Fase, utilizando ferramentas digitais em Ambiente Virtual de Aprendizagem e outras tecnologias de interação dos alunos com os professores, é excepcional e temporário, apenas para ser utilizado neste momento pandêmico e muito se diferencia da modalidade a distância convencional, pois nas aulas oferecidas pela FMP/Fase, os professores conduzem pessoalmente o processo educativo e estão disponíveis, ao vivo, no horário em que estariam em sala de aula.

“Nosso objetivo é fazer com que o aluno tenha boas experiências, aproveitando ao máximo as opções que a tecnologia oferece. Por isso, periodicamente organizamos ações de desenvolvimento docente com foco na utilização da tecnologia no processo ensino-aprendizagem, sempre em favor da manutenção da qualidade do ensino com foco no estudante”, ressalta Ana Maria Rodrigues dos Santos, coordenadora de Educação a Distância, Pesquisa e Pós-graduação da FMP/Fase.

17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.
16 de setembro de 2026
Há mais de uma década, iniciativa aproxima estudantes e moradores e transforma demandas do território em ações nas áreas de saúde, alimentação, educação e cidadania
11 de setembro de 2026
Experiências vivenciadas no cotidiano da saúde da família deram origem ao livro Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido, de Anna Beatriz Artigues de Araujo Vieira, enfermeira e preceptora da UNIFASE. Publicada pela Artêra Editorial, a obra foi lançada durante a programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O livro reúne poemas, narrativas e reflexões construídos a partir da escuta e das experiências vivenciadas pela autora no cuidado em saúde. Os textos abordam temas como infância, violência, pertencimento, espiritualidade, comunicação e vulnerabilidade, revelando histórias e situações que muitas vezes permanecem invisíveis no cotidiano. A obra propõe um olhar sensível sobre o cuidado e sobre as relações humanas que atravessam o trabalho na saúde da família, aproximando poesia, experiências territoriais e reflexão sobre o ato de cuidar. “Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido” está disponível na Amazon.