Petrópolis recebe II Seminário das Doenças Raras com entrada gratuita

23 de fevereiro de 2026
Petrópolis recebe II Seminário das Doenças Raras com entrada gratuita

Evento reúne especialistas para discutir diagnóstico, cuidado e humanização

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) sediará, no dia 6 de março, o II Seminário das Doenças Raras. O evento é uma iniciativa do projeto social Incluir Petrópolis, e tem o apoio da empresa OceanPact. A entrada é gratuita e não é necessário realizar inscrição.



O Seminário reunirá especialistas de referência nacional para debater diagnóstico, cuidado e estratégias de atenção às pessoas com doenças raras, tema de grande relevância e ainda pouco difundido na área da saúde. A programação terá início às 13h. A primeira palestra será ministrada pelo médico geneticista e professor da UNIFASE/FMP, Juan Clinton Llerena Junior, coordenador do Serviço de Doenças Raras da FIOCRUZ, que abordará a experiência de um plano piloto voltado ao Serviço de Referência e à Estratégia de Saúde da Família.


Na sequência, a cardiologista Diane Xavier de Ávila, mestre e doutora em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense (UFF), falará sobre cardiomiopatias raras. Após, a psicóloga Raquel Gonçalves Vieira conduzirá a palestra “Cuidar de quem cuida”, trazendo uma reflexão sobre a saúde emocional de profissionais e familiares envolvidos na assistência, com base em sua experiência no Hospital Alcides Carneiro.


Encerrando a programação científica, o neurologista Marco Antonio Troccoli Chieia, presidente da AbraELA e chefe do Ambulatório de Doenças Neuromusculares da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), abordará as doenças raras relacionadas aos neurônios da motricidade.

O evento representa uma oportunidade importante para pacientes, familiares, estudantes, profissionais e gestores da saúde ampliarem seus conhecimentos e fortalecerem a rede de atenção e cuidado às doenças raras na região.


Serviço

II Seminário de Doenças Raras
Data:
 6 de março de 2026 (sexta-feira)
Horário:
 13h às 18h30
Local:
 Sala Arthur de Sá Earp Neto - Avenida Barão do Rio Branco, 1003 – Centro – Petrópolis.
Entrada:
 Gratuita


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Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
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