Trabalho da UNIFASE sobre vivência em quilombo é premiado em congresso internacional de extensão universitária

3 de junho de 2026
Trabalho da UNIFASE sobre vivência em quilombo é premiado em congresso internacional de extensão universitária

Projeto desenvolvido no Quilombo Boa Esperança foi um dos seis melhores trabalhos apresentados no II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária

A atuação extensionista da UNIFASE conquistou importante reconhecimento durante o II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária (CRIEU), realizado no Rio de Janeiro. O trabalho "Vivência extensionista em território quilombola: formação universitária e encontro de saberes no Quilombo Boa Esperança", de autoria dos professores Gleicielly Zopelaro Braga e Ricardo Tammela, foi um dos seis contemplados com a Comenda Professor Dr. Lourenço Lino de Sousa, concedida aos melhores trabalhos apresentados no evento.


A premiação reconhece iniciativas que se destacam pela relevância social, impacto formativo e contribuição para o fortalecimento da extensão universitária. O trabalho apresentado pela UNIFASE teve como foco a experiência desenvolvida junto ao Quilombo Boa Esperança, localizado em Areal (RJ), território onde a instituição mantém ações extensionistas voltadas à promoção do diálogo entre universidade e comunidade.


"Esse trabalho nasceu no contexto de uma atividade acadêmica, mas foi muito além disso. Trata-se de uma vivência que nos permitiu refletir sobre cuidado, território, memória, ancestralidade e justiça social. Foi uma experiência profundamente significativa, tanto para quem participou quanto para quem teve a oportunidade de conhecer essa trajetória. Acredito que essa premiação representa o reconhecimento de uma extensão universitária comprometida com os territórios, com o encontro de saberes e com uma formação ética, crítica e sensível às realidades sociais. É o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente, a partir da escuta, do diálogo e da valorização das experiências das comunidades”, ressalta a professora.


O projeto ganhou ainda mais força em 2025, quando estudantes extensionistas da UNIFASE e da Universidade da República (UdelaR), do Uruguai, participaram de uma vivência imersiva na comunidade quilombola. Durante uma semana, os participantes estiveram envolvidos em compreender as realidades do território a partir da convivência com seus moradores.


Para a professora Gleicielly Braga, a premiação representa o reconhecimento de uma concepção de extensão universitária construída a partir do encontro entre diferentes saberes.

"Seguimos acreditando em uma extensão que atravessa os muros da universidade, que cria vínculos, aprende, compartilha e se transforma nos encontros. Uma extensão que fortalece caminhos coletivos e reafirma o compromisso da universidade com a construção de uma sociedade mais justa e solidária", conclui Gleicielly.


4 de junho de 2026
Mais de 70% dos brasileiros já tomaram medicamentos por conta própria. Entenda os perigos dessa prática e saiba quando procurar ajuda profissional. Dor de cabeça, febre, mal-estar ou uma simples indisposição. Diante desses sintomas, muitas pessoas recorrem imediatamente ao remédio mais próximo, sem orientação médica ou farmacêutica. O que parece uma solução rápida, porém, pode esconder riscos importantes para a saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros admitem praticar automedicação. Em muitos casos, o hábito faz parte da rotina semanal — ou até diária. O problema é que o uso inadequado de medicamentos pode causar intoxicações, mascarar doenças graves, provocar reações adversas e até contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Mas afinal, quando a automedicação se torna perigosa? O que é automedicação? A automedicação acontece quando uma pessoa utiliza medicamentos por conta própria, sem avaliação de um profissional de saúde. Isso inclui: Tomar remédios por indicação de amigos ou familiares; Utilizar prescrições antigas; Alterar doses recomendadas pelo médico; Interromper tratamentos antes do prazo indicado; Fazer uso de suplementos, vitaminas ou fitoterápicos sem orientação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita, isso não significa que sejam totalmente seguros. Quais são os medicamentos mais usados sem orientação? Entre os medicamentos mais utilizados na automedicação estão: Paracetamol; Dipirona; Ibuprofeno; Diclofenaco; Antiácidos. Por serem facilmente encontrados em farmácias, muitas pessoas acreditam que seu uso não oferece riscos. No entanto, o cenário é diferente. O paracetamol, por exemplo, pode causar lesões hepáticas quando utilizado de forma inadequada. Já os anti-inflamatórios estão associados a danos renais e podem reduzir a eficácia de medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial. A internet está aumentando os casos de automedicação? Sim. Com o crescimento das redes sociais, sites de saúde e ferramentas de inteligência artificial, tornou-se cada vez mais comum que pessoas tentem diagnosticar seus próprios sintomas. O problema é que um sintoma isolado raramente é suficiente para definir uma doença. Uma dor de cabeça pode estar relacionada a estresse, alterações hormonais, problemas neurológicos ou diversas outras condições. Sem avaliação clínica adequada, existe o risco de utilizar o medicamento errado e retardar o diagnóstico correto. Os riscos da automedicação vão muito além dos efeitos colaterais Um dos principais perigos é o chamado mascaramento de sintomas. Quando uma pessoa utiliza medicamentos apenas para aliviar sinais como dor ou febre, pode acabar escondendo manifestações importantes de doenças mais graves. Imagine alguém que toma analgésicos diariamente para controlar dores de cabeça frequentes. O sintoma desaparece temporariamente, mas a causa permanece sem investigação. Além disso, o uso inadequado pode provocar: Intoxicações medicamentosas; Reações alérgicas; Lesões no fígado; Danos aos rins; Interações medicamentosas perigosas; Falha terapêutica; Agravamento de doenças preexistentes. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Os extremos da vida são especialmente vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. Nas crianças, os sistemas responsáveis pelo processamento dos fármacos ainda estão em desenvolvimento. Já nos idosos, fígado e rins podem apresentar funcionamento reduzido, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, muitos idosos utilizam vários medicamentos simultaneamente, o que favorece interações medicamentosas potencialmente perigosas. Resistência bacteriana: um problema global O uso inadequado de antibióticos é uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Quando uma pessoa utiliza antibióticos sem necessidade, interrompe o tratamento antes do prazo ou faz uso incorreto da medicação, contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes. Esses microrganismos tornam-se mais difíceis de combater, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis. É por isso que antibióticos devem ser utilizados exclusivamente sob orientação profissional. Suplementos e vitaminas também exigem cuidados Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não apresentam riscos. Mas essa ideia está longe da realidade. Vitaminas, suplementos alimentares, fitoterápicos e até chás medicinais contêm substâncias capazes de alterar o funcionamento do organismo. Quando utilizados sem necessidade ou em excesso, podem provocar intoxicações e interagir com medicamentos de uso contínuo. E as famosas canetas para emagrecer? A popularização das chamadas "canetas emagrecedoras" trouxe um novo desafio. Embora alguns desses medicamentos apresentem benefícios comprovados para determinados pacientes, seu uso deve ocorrer sob acompanhamento profissional. Existem contraindicações, ajustes de dose e avaliações clínicas que precisam ser realizados antes do início do tratamento. Utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos, sem orientação adequada, pode representar riscos importantes à saúde. Como identificar uma possível reação adversa? Alguns sinais podem indicar que um medicamento está causando efeitos indesejados: Náuseas; Vômitos; Dor abdominal; Coceira; Manchas na pele; Urticária; Mal-estar inesperado; Reações alérgicas. Ao perceber qualquer um desses sintomas após iniciar um medicamento, o ideal é procurar atendimento médico e informar todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Como manter uma farmácia doméstica segura? Ter medicamentos básicos em casa pode ser útil, mas alguns cuidados são fundamentais: Verifique regularmente a validade: Medicamentos vencidos podem perder eficácia e aumentar riscos à saúde. Armazene corretamente: Evite guardar remédios em locais com calor, umidade ou variações de temperatura, como cozinhas e banheiros. Faça o descarte adequado: Medicamentos não devem ser descartados no lixo comum nem no vaso sanitário. Muitas farmácias oferecem pontos de coleta específicos para descarte seguro. Quando é seguro tomar um medicamento por conta própria? Situações pontuais, como uma dor de cabeça ocasional, podem ser manejadas com medicamentos de venda livre, desde que respeitadas as orientações da bula. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental investigar a causa. Medicamentos aliviam sintomas, mas nem sempre resolvem o problema que está por trás deles. A melhor escolha continua sendo a orientação profissional A automedicação pode parecer inofensiva, mas seus impactos vão muito além do alívio imediato dos sintomas. Buscar orientação médica ou farmacêutica é a forma mais segura de garantir tratamentos eficazes, evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo. Antes de tomar qualquer medicamento, lembre-se: informação de qualidade e acompanhamento profissional fazem toda a diferença. QUER SABER MAIS? CONFIRA A ENTREVISTA DA PROFESSORA DA UNIFASE E FARMACÊUTICA PRISCILA FEIJÓ: https://www.youtube.com/watch?v=uoF3mW0VdNk
3 de junho de 2026
O curso de Medicina da UNIFASE/FMP realizou, no mês de maio, a Aula Magna da graduação, reunindo estudantes e professores para uma reflexão sobre a prática médica fundamentada na ciência e no pensamento crítico. Com o tema “Medicina Baseada em Evidências: como pensar criticamente desde o primeiro dia”, a aula foi ministrada pelo médico Luis Eduardo Fontes, mestre e doutor em Saúde Baseada em Evidências pela Unifesp e pela Universidade de Oxford. A proposta do encontro foi estimular estudantes e profissionais da área da saúde a refletirem sobre a importância da análise crítica e da tomada de decisões clínicas fundamentadas em evidências científicas desde o início da formação acadêmica.  Além de professor titular da disciplina de Urgência e Emergência da UNIFASE/FMP, Luis Eduardo Fontes é coordenador do Grupo de Pesquisa em Saúde Baseada em Evidências da instituição, pesquisador associado sênior do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford, diretor do Centro Afiliado Cochrane Brasil Rio de Janeiro e cofundador da Oxford-Brazil EBM Alliance.
3 de junho de 2026
Com o envelhecimento da população brasileira e o aumento da demanda por cuidados especializados, a saúde mental da pessoa idosa tem se tornado um tema cada vez mais relevante para profissionais da área da saúde. Atenta a essa realidade, a UNIFASE está com inscrições abertas para o curso de extensão Saúde Mental do Idoso, que será realizado de 11 de junho a 9 de julho, sempre às quintas-feiras, das 19h30 às 21h, com aulas on-line ao vivo, por meio da plataforma Google Meet. O curso faz parte do projeto “Percurso da Pessoa Idosa”, uma trilha de cursos que busca oferecer conhecimento acessível e integrado para diferentes públicos. Voltado para técnicos, tecnólogos, estudantes e profissionais da saúde e áreas correlatas, o curso tem como objetivo apresentar conceitos fundamentais relacionados ao envelhecimento, além de promover discussões sobre prevenção de transtornos psiquiátricos, promoção da saúde mental e atendimento multidisciplinar à população idosa. A programação aborda temas como senilidade e senescência, avaliação global da saúde mental do idoso, principais síndromes e transtornos observados nessa faixa etária, além de questões relacionadas ao luto, suas manifestações e impactos na qualidade de vida. As aulas serão ministradas pela médica e biomédica Ana H. N. Beserra, doutora em Saúde Mental pelo IPUB/UFRJ, com pós-doutorado pela Fiocruz e ampla experiência em pesquisa e assistência na área.  Mais informações sobre inscrições e valores estão disponíveis em no site https://www.unifase-rj.edu.br/extensao/curso-de-extensao/curso/saude-mental-do-idoso .